<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534</id><updated>2012-02-15T23:22:48.200-08:00</updated><category term='messenger'/><category term='convergencia digital'/><category term='orkut'/><category term='computador'/><category term='internet'/><title type='text'>Delírios Literários</title><subtitle type='html'>Um espaço criado para a publicação de textos em geral de três estudantes de jornalismo que pretendem divulgar suas idéias da forma mais irreverente</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-952969900396219</id><published>2011-08-22T05:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T02:39:13.886-07:00</updated><title type='text'>O professor</title><content type='html'>Por Maria Gabriela BritoEla soltou aquela risada jovial e delicada que mexia com a cabeça dele. - Não acredito que isso acabou de acontecer! E continuou rindo daquele jeitinho tão meigo. Ela realmente não acreditava que aquilo tinha acontecido. Era tão distante da realidade. Estava deitada nua no peito dele, coberta por um fino lençol até o quadril. Enquanto ria, ela escondia o rosto nele e repetia:- Não acredito! Não acredito!  Ele também não acreditava. Há cinco meses começou a lecionar na turma dela. No começo não tinha dado atenção, ela era apenas mais uma aluna entre as outras quatro meninas da turma do 5º período de engenharia civil. Depois de algumas semanas na presença dela, ele simplesmente perdera o poder de concentração. Ela era tão inteligente, e linda. Era divertida e cheia de energia. Aqueles cálculos que ele ensinava havia 10 anos, antes tão fáceis, óbvios e naturais como falar, agora eram complicados e sem sentido.Ele perdia o fio da meada quando ela torcia todo o corpo para trás para conversar com as amigas, e aqueles cabelos cheios e escuros o cegavam com tanto brilho. E quando ela soltava aquela risada discreta? Ele não conseguia continuar com a aula. Liberou a turma muitas vezes antes do horário por causa disso. Todo o profissionalismo dele havia ido por água abaixo por uma menina de 22 anos. Os garotos da sala também tentavam conquistá-la, ele morria de ciúmes quando via algum deles tentando alguma coisa. Ela nunca deu o fora em nenhum. Era muito delicada para isso. Saía de fininho sem deixar ninguém chateado ou constrangido. Ela era perfeita, e ele estava louco por ela. Não entendia como a aluna ainda não havia percebido.Mas ela percebeu. Depois que se deu conta das intenções dele, ela jogava ainda mais charme. Passava por ele e mexia nos cabelos antes de dizer oi. Aquilo o matava. O cheiro do cabelo dela impregnava nas narinas. Ele tinha vontade de jogar a pasta de couro marrom no chão e puxá-la para um beijo apetitoso. E agora eles estavam ali. Juntos. Era difícil mesmo de acreditar. Ele perguntava-se como uma menina linda resolveu ficar com um professor 15 anos mais velho, que usava óculos, calça social caqui e sapatos marrons sem cadarço. Bom, agora não importava, porque ele estava sem aquelas camisas ridículas e ela sem os vestidinhos leves e coloridos que costumava usar.A noite fora perfeita, melhor do que o esperado. Era domingo, o Fantástico já estava no fim e ela precisava voltar para casa.  Beijou deliciosamente o professor em sinal de despedida. Enquanto era beijado, ficou pensando como a pele dela era macia e jovial. Teve vontade de afundar-se ali. Ela terminou o beijo, o encarou um pouco com os olhos brilhando e levantou da cama. Estava tão à vontade nua que o professor ficou impressionado.Saiu pelo quarto procurando suas roupas. Ele ficou deitado com os braços para trás segurando a cabeça, observando-a.  Ela encontrou uma calcinha de renda branca minúscula embaixo da cama e vestiu. O vestido decotado de estampa psicodélica estava em cima do abajur, deixando a luz do quarto fraca. Pegou a peça e o cômodo iluminou-se. Ele podia vê-la perfeitamente agora. A pele era clara, e ela tinha uma leve marca de biquíni nos seios. Nada vulgar. Passou o vestido frente-única pelo corpo e agora estava toda coberta. Ele sentiu-se nu demais perto dela. A aluna sentou na beirada da cama e colocou as mãos delicadas com as unhas perfeitas, pintadas de rosa bebê, em seu peito. Ele segurou forte a mão dela. Carinhosa ela deu uma bitoquinha no nariz dele e foi aproximando-se de seu ouvido com aqueles lábios tão sensuais. Ele sentia a respiração quente dela em seu pescoço e todos os pêlos de seu corpo estavam arrepiados. Ele estava ansioso quanto ao que ela tinha a dizer. Seria uma declaração de amor? Ela falaria como havia gostado da noite? Estava muito excitado com aquilo tudo e nervoso também. Como ele assumiria um relacionamento com uma aluna? Seus colegas poderiam julgá-lo. Quando a menina chegou perto o suficiente de seu ouvido, seus cabelos pretos caíram no rosto dele. Ele pôde sentir aquele cheiro que o enfeitiçava e deu um suspiro tão profundo que ficou meio tonto. Ela respirou forte passando o nariz na nuca dele e cochichou de uma maneira muito sexy:  - Agora to liberada da avaliação final professor?     PS - Queridos, sei que o conto já esteve no blog antes, mas como eu tinha apagado, resolvi postar de novo, assim já dou uma atualizada no blog também. abs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-952969900396219?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/952969900396219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/08/o-professor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/952969900396219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/952969900396219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/08/o-professor.html' title='O professor'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-8053745353935075794</id><published>2011-06-26T09:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T09:19:28.616-07:00</updated><title type='text'>Seus olhos e seus olhares</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha os olhos mais tristes e incríveis que ela já havia visto em toda a sua vida. Ele andava carrancudo, com o corpo encurvado e pesado, como se carregasse o mundo todo nas costas. Mas era lindo, e aqueles olhos, tão comuns e ao mesmo tempo tão perfeitos. Eram olhos de um castanho escuro, opacos, sem vida. Intrigantes pelo menos para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia ela o via passar pela rua onde esperava o ônibus de manhã para o trabalho. Apesar do andar pesado, ele caminhava tão livre em sua calça cargo verde-oliva, tênis gigante para seus pés e camiseta branca respingada de tinta azul. Ela se perguntava se a calça era a mesma, ou se ele tinha várias exatamente iguais e porque as camisetas da mesma cor estavam cada dia com mais respingos de tinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que ela o via passar, sem nem mesmo olhar para os lados, a ignorando totalmente, ela ficava imaginando para onde ele ia e o que fazia com aquele andar de quem ia para a forca. Ela o imaginava indo a uma praça onde uma multidão o aguardava para assisti-lo sendo enforcado, ou andando por uma prancha de um navio, onde seria atirado aos tubarões. Mas definitivamente não podia ser nada daquilo, caso contrário ele não estaria lá no dia seguinte com aquela mesma expressão e aqueles olhos tão misteriosos que insistiam em não olhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia quando ele passou, ela não deixou por menos e foi atrás. Quem ele pensava que era para nunca olhar para os lados? Ou melhor, para ela. Aquilo tinha que parar, era mistério demais para conviver. Enquanto o seguia chegou a pensar que nem mesmo ele sabia ao certo para onde ir.&lt;br /&gt;Foi então que ele parou parecendo meio intrigado. Olhou para os lados como se soubesse que estava sendo seguido, ela virou imediatamente de costas, e quando ele não viu ninguém, sentou-se em uma mesa na calçada de uma padaria pouco atrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu mais uma boa olhada ao redor e retirou de um de seus bolsos um bolo de papel amarrado com barbante, depois, de outro bolso saíram lápis de cor e nanquim, e de um terceiro bolso, tinta e pincel. Agora ela entendia porque ele andava como se carregasse o mundo. Ele realmente o carregava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça com expressão de tédio trouxe a ele um café com chantilly e um cinzeiro. Ela sabia exatamente o que ele precisava. “Então é ali que ele se esconde do mundo”, pensou ela. Sem saber o que fazer, e por já ter praticamente perdido a manhã de trabalho, quiçá até o trabalho, resolveu entrar na padaria e comer uns pães de queijo talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela chegou ao estabelecimento, pronta para entrar e ignorá-lo, ele a viu e levou um susto tão grande que esbarrou em um potinho de tinta azul que caiu na calçada. Ela olhou para trás para encarar aqueles olhos tristes, mas os olhos não estavam tristes, estavam envergonhados, e quando ela olhou para os papéis reconheceu a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela pintada naqueles papéis embolados, sentada em um ponto de ônibus, destacada entre uma multidão, com o longo cabelo castanho claro caído nos ombros, e os olhos mais azuis do que ela imaginava que realmente eram. Completamente paralisada, voltou a encarar os olhos do rapaz, que agora não estavam mais envergonhados, tampouco tristes. Eles sorriam para ela de uma forma tão doce que foi impossível não sorrir de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-8053745353935075794?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/8053745353935075794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/06/seus-olhos-e-seus-olhares.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8053745353935075794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8053745353935075794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/06/seus-olhos-e-seus-olhares.html' title='Seus olhos e seus olhares'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5657435243276571713</id><published>2011-02-16T15:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T15:28:29.217-08:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei pela Boulevard Grenelle até virar Garibaldi que virou Pasteur. Comecei a pensar em varias coisas, em como tudo mudou do nada, sem avisos. Agora temos o Davi. Tenho um mundo novo para explorar, e de repente tudo pareceu distante e perto ao mesmo tempo. Lembrei deste blog há tempos esquecido. &lt;br /&gt;Final de faculdade, uma criança vindo, problemas e alegrias, conquistas e expectativas. Este espaço ao qual nos dedicamos tanto no passado parecia pequeno perto de todo o resto, e agora, sem explicação, senti falta dele, e dos meus textos antigos que estavam ansiosos para serem postados.&lt;br /&gt;Não sei quando verei esses devaneios de novo, estão do outro lado do oceano, e continuam ansiosos. Talvez peça para alguém me mandar, até lá eles terão que esperar, e enquanto isso, vou aproveitar os novos ares para tentar escrever novas estórias e histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico este texto retorno à Mônica de Andrade do blog &lt;a href="http://prasefalar.blogspot.com/"&gt;Coisas para se falar, se ver...&lt;/a&gt; que apesar de termos sumido, continuou presente. Valeu Mônica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5657435243276571713?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5657435243276571713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/02/nostalgia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5657435243276571713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5657435243276571713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2011/02/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3211300004413246596</id><published>2010-08-23T13:43:00.001-07:00</published><updated>2010-08-23T13:43:46.961-07:00</updated><title type='text'>A Vigança</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela voltou para casa chorando de tanta raiva. A mãe estava revoltada. “Como um menino pode grudar chiclete no cabelo da minha filha?”. Ela tentava acalmar a menina que não parava de chorar um minuto. A situação piorou quando ficou sabendo que ia ter que cortar os cabelos longos para sua idade.&lt;br /&gt;- Chanel não mãeeeeee! Não queroooooo, não querooooo! Eu não vouuu! – esgoelou a menina.&lt;br /&gt;- Mas você prefere ficar com chiclete grudado no cabelo?&lt;br /&gt;- Prefiro! &lt;br /&gt;A mãe acabou convencendo-a de que a melhor solução era cortar o cabelo. O corte caiu muito bem para o rostinho infantil, e combinava mais com seus apenas oito anos. Ela também gostou. Até que estava se divertindo com toda aquela história de ser vítima, mas não queria que ninguém soubesse.&lt;br /&gt;Na verdade ela tinha um plano. Aquele menino não ia ficar impune nunca! Pensou numa armação mirabolante para infernizar a vida dele e colocou em prática no outro dia. &lt;br /&gt;- Professora! O Igor cortou o meu cabelo!&lt;br /&gt;E desabava em lágrimas.&lt;br /&gt;A professora pegava Igor e o levava direto para a diretoria toda vez que ela inventava alguma coisa e colocava a culpa nele. Foi assim até eles completarem 14 anos. Foi então que Igor precisou mudar de escola. Os dois nunca mais se viram, ela ficou satisfeita porque finalmente havia se livrado dele e completado sua vingança.&lt;br /&gt;Anos se passaram. Ela entrou para a faculdade e a última coisa que passava pela sua cabeça era o Igor. O coitadinho sofreu na mão dela. E ela fez isso com todos os outros meninos, rapazes e homens que algum dia fizeram alguma coisa que ela não havia gostado. Ela ficou desse jeito por causa dele. Estava sempre na defensiva.&lt;br /&gt;Completou a faculdade, tinha um trabalho estável e nenhum namorado. Nada daquilo fazia diferença para ela. Alguns casinhos básicos de vez em quando, nada demais. Até que conheceu ele, lindo, alto, moreno, sorriso encantador. Ele a fez esquecer toda a raiva que tinha acumulada do sexo oposto desde seus oito anos. Era maduro, tinha um bom emprego, era perfeito.&lt;br /&gt;Tudo que ela não havia procurado a vida inteira. Ela pensava de onde ele havia saído. Mas ele sabia muito bem quem era ela. Aos 14 anos foi expulso da escola, nenhuma outra particular quis aceitá-lo. Começou em uma estadual, mas não foi muito bem vindo. Não fez nenhum amigo. Ele teve que mudar de cidade, começou uma nova vida, e depois decidiu voltar.&lt;br /&gt;Agora eles estavam juntos, e ela encantada por ele. Era sua chance de vingança. Almoçavam juntos quase todos os dias, e ela ficava maravilhada com a conversa dele. Era bom demais para ser verdade. Neste dia em especial, em meio aos assuntos animados, ele pediu licença para ir ao banheiro. Ao sair deu-lhe um beijo carinhoso e acariciou o longo e liso cabelo dela. &lt;br /&gt;Não voltou mais. Ela começou a estranhar a demora. Levantou-se e foi ao banheiro também. Quando se olhou no espelho reparou em algo grudento e colorido espalhado pelo cabelo. Era chiclete. Foi ai que ela se lembrou dele. “Maldito!”, pensou. Saiu dali direto para o cabeleireiro, onde fez um chanel igual aquele de quando tinha oito anos. Prometeu que encontraria ele e pediria revanche. Ele por outro lado foi embora, achando que finalmente tinha se vingado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3211300004413246596?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3211300004413246596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/08/viganca.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3211300004413246596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3211300004413246596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/08/viganca.html' title='A Vigança'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5292642992231546648</id><published>2010-08-17T07:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T08:04:50.247-07:00</updated><title type='text'>Quem gosta?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://chargesdobenett.zip.net/images/benett-horarioEleitoral.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://chargesdobenett.zip.net/images/benett-horarioEleitoral.jpg" width="173" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Começou a corrida eleitoral! São centenas de candidatos em busca de votos, e para isso utilizam todas as artimanhas e ferramentas possíveis e impossíveis, bombardeando os eleitores&amp;nbsp;com propagandas e promessas&amp;nbsp;na maior parte das&amp;nbsp;vezes ilusórias.&amp;nbsp;E o pior, é sempre o mesmo discurso, o que deixa a população cansada e desestimulada a acompanhar as propagandas eleitorais nas rádios e tv's. Quem se prontifica a ouvir todos os dias a mesma ladainha?&lt;/div&gt;Vez por outra, durante todo o período eleitoral, os programas ganham uma informação ou&amp;nbsp;quadro novo, para não dizer que estão fazendo os eleitores de bobo, assistindo durante quase 40 dias a mesma conversa fiada. Quem gosta?&lt;br /&gt;Os santinhos são sempre iguais, nada inovador aparece no visual, muito menos no conteúdo. Utilizam outdoors, faixas e cavaletes, causando total poluição visual pelas ruas das&amp;nbsp;cidades. E aí entra outra questão revoltante. Se qualquer cidadão quiser utilizar espaço público para divulgar o seu negócio ele é impedido e multado, agora para políticos quer querem somente se eleger, e depois nem se preocupam com seus deveres perante a população o espaço é liberado, com respaldo de lei federal. Quanta injustiça! Já começa daí a desigualdade e&amp;nbsp;hipocrisia que toma conta do nosso país.&lt;br /&gt;Até há algum tempo atrás não tinha parado para refletir sobre essas questões eleitorais, só me sentia enfadada dessas propagandas e me dava (e ainda dá) arrepios de repugnânicia só de pensar nos massantes horários eleitorias. Mas em uma mesa de bar sempre surge algo construtivo,&amp;nbsp;promissor ou no mínimo reflexivo. Pessoas desconhecidas há até 30 minutos atrás viram verdadeiros amigos de infância, as piadas tem seu momento especial na mesa, e assuntos polêmicos vem a tona, e política é quase semrpe um deles.&lt;br /&gt;Papo vai, papo vem, quando estávamos no calor da conversa sobre em quem votar surge a questão do voto facultativo. Taí! Talvez seja a solução para deixarmos de eleger esses políticos com alto poder e técnica persuasiva, onde os atingidos são principalmente os menos politizados (a maioria da população), que por fim acabam elegendo os políticos bom de papo e ruim de fato.&lt;br /&gt;Seria o caso de se pensar nessa inovação, uma reformulação das leis eleitorais. O voto estaria nas mãos de quem entende e quer participar da política brasileira, quem não se interessa não precisaria votar nulo, em branco, ou no candidato que está vencendo, só por votar, sem consciência, por obrigação. E para a maioria da popolação não ficar alienada, deveria existir um investimento na educação política da população, politizando a massa, fazendo assim com que ela tenha consciência no ato de votar.&lt;br /&gt;Mas enquanto tudo isso não acontece, vou ligar a televisão na hora do meu descanso e apreciar o espetáculo gratuito eleitoral, que funciona como musiquinha de ninar para meus ouvidos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5292642992231546648?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5292642992231546648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/08/quem-gosta.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5292642992231546648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5292642992231546648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/08/quem-gosta.html' title='Quem gosta?'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-546366718684643554</id><published>2010-07-30T10:02:00.001-07:00</published><updated>2010-07-30T10:02:46.768-07:00</updated><title type='text'>Todo mundo deve satisfação a alguém</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou seu reflexo no espelho admirado. Deu uma ajeitada na gravata e escovou os cabelos com gel perfeitamente alinhados. Saiu do banheiro e pegou sua maleta na cama de casal onde sua mulher ainda dormia. A suíte chiquérrima ficava no segundo andar da mansão localizada no Jardim Europa, bairro com o metro quadrado mais caro de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as escadas, virou à direita, atravessou a lareira, a sala de jantar até a cozinha. Abriu a geladeira de aço inox e pegou um Ades de maçã, colocou em um copo de cristal, bebeu uns goles e deixou o resto na pia impecavelmente limpa pela empregada. Voltou pelo mesmo caminho e seguiu até a sala de estar chegando ao hall de entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a gigante porta de madeira entalhada e saiu para a garagem. Entrou no fusion preto, que era o carro para ir ao trabalho, que estava bem ao lado do porshe também preto, e o PT Cruiser verde-musgo da esposa. Entrou no carro, ligou o ar condicionado e o som programado para sua rádio favorita de música orquestrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu para mais um dia de trabalho. Chegou em um prédio de 32 andares espelhado de azul. Guardou o carro no estacionamento, subiu por um elevador elegante até o 31º andar onde ficava seu escritório. Ali funcionava uma multinacional da qual ele era presidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou, deu bom dia a sua secretária e foi para sua sala toda de vidro com uma visão panorâmica da cidade. Recebeu telefones o dia todo. Deu muitas ordens à secretária, ao diretor executivo, ao advogado e ao vice- presidente, um velho amigo. Passou o dia mandando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandou a faxineira varrer melhor, mandou a estagiária trazer mais café. Mandou a secretária fazer inúmeros telefonemas. Mandou, mandou e mandou. Era o que ele fazia de melhor. Quando criança mandava na mãe, no pai, e na irmã mais velha. Ele não se via em outra posição senão a de chefe, onde ele só mandava e nunca era mandado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou aquele dia como qualquer outro, mandando em tudo e em todos. Depois de encerrado o período de trabalho ele continuou por lá. Sempre era o último a sair. Fazia o possível para chegar em casa tarde. Já eram perto das 21h quando o celular começou a tocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez questão de não atender, mas sabia que precisava voltar. Recolheu seus papéis, guardou na pasta de couro e foi embora. Chegou em casa, deu um suspiro antes de abrir a porta e entrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Onde você estava? – perguntou a mulher nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Trabalhando. – respondeu seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pode começar a chegar mais cedo! Você vai chegar mais cedo! - Berrou ela descontrolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok. Você que manda. – Respondeu carrancudo, subiu as escadas e foi dormir. Amanhã tinha muita gente para ele descontar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-546366718684643554?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/546366718684643554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/todo-mundo-deve-satisfacao-alguem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/546366718684643554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/546366718684643554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/todo-mundo-deve-satisfacao-alguem.html' title='Todo mundo deve satisfação a alguém'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6732522828044781366</id><published>2010-07-16T08:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T08:20:55.531-07:00</updated><title type='text'>Imprensa irritante</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Gg4SQLvkYn8/SkaMkCLwWaI/AAAAAAAAAAs/y3ci6ZIqGW4/s320/irritante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Gg4SQLvkYn8/SkaMkCLwWaI/AAAAAAAAAAs/y3ci6ZIqGW4/s200/irritante.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de um mês não se vê assunto em maior evidência do que a morte de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno Fernandes das Dores de Souza, ex-goleiro do Flamengo. Ok, tenho de concordar que foi um crime bárbaro, se os depoimentos colhidos forem totalmente verídicos. Mas existem milhares de crimes absurdamente maldosos acontecendo por aí, todos os dias, e nem por isso eles viram manchetes de jornais durante semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que o caso do Bruno se torna mais interessante pelo fato do criminoso ser uma pessoa pública. Mas isso não justifica a imprensa dar tanta relevância isso. Focar em um crime enquanto, no mês passado, dezenas de pessoas morreram, ficaram sem casa e família por causa de um desastre da natureza, deixar de lado as eleições que se aproximam, onde os jornalistas deveriam atuar de maneira informativa, para auxiliar a população a se interar sobre os candidatos. O Código Florestal está sendo modificando, possibilitando maior destruição de nossas florestas, retirando multas e amenizando as penas de quem um dia já cometeu algum crime ambiental. Quantos brasileiro sabem disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa está realmente interessada em trabalhar para o bem da sociedade? O que eu vejo são meios de comunicação obssecados por audiência, e, para estar em primeiro lugar, todos se utilizam de qualquer assunto polêmico para a população, sem se preocupar com o real dever do jornalismo. Sem se atentar em ajudar a sociedade a se tornar cada vez melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou de saco cheio de ouvi falar do caso Bruno, assim como fiquei enfurecida na época do caso Ronaldo e seus travestis, do garoto João Hélio. E no final, alguém aí sabe me dizer como todas essas histórias acabaram? É tanto alvoroço e especulação, para no fim, ficarmos sem saber o desfecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero uma imprensa inteligente e comprometida com a sociedade. Aqui fica também o meu protesto, contra essa imprensa manipuladora e leviana em relação aos interesses da sociedade. Por isso optei por ser jornalista. O que se precisa é de gente honesta, comprometida e qualificada, para garantir o progresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6732522828044781366?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6732522828044781366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/imprensa-irritante.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6732522828044781366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6732522828044781366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/imprensa-irritante.html' title='Imprensa irritante'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Gg4SQLvkYn8/SkaMkCLwWaI/AAAAAAAAAAs/y3ci6ZIqGW4/s72-c/irritante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6862784042315940355</id><published>2010-07-10T05:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T08:59:58.723-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>Queridos Delirantes, esta quinzena escolhemos o site &lt;a href="http://www.corporativismofeminino.com/"&gt;Corporativismo Feminino&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TDiY2HE6RII/AAAAAAAAAGQ/XZ3QS-jHEZw/s1600/apaar.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="77" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TDiY2HE6RII/AAAAAAAAAGQ/XZ3QS-jHEZw/s400/apaar.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mais do que interessante, o espaço criado foi criado por 7 mulheres, e é uma espécie de mesa redonda das mulheres.&lt;br /&gt;Mostra de tudo um pouco, realmente de TUDO um pouco. Podem apostar que essa dica é IMPERDIVEL!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6862784042315940355?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6862784042315940355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/blog-da-quinzena.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6862784042315940355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6862784042315940355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/blog-da-quinzena.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TDiY2HE6RII/AAAAAAAAAGQ/XZ3QS-jHEZw/s72-c/apaar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4656066035539292771</id><published>2010-07-04T06:52:00.001-07:00</published><updated>2010-07-04T06:55:04.727-07:00</updated><title type='text'>Certeza - Uma crônica sobre mim mesma</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança nunca havia pensado no futuro. Queria saber apenas do agora. Era fechada com desconhecidos e escancarada com pessoas amadas. Gostava de falar, expor sua opinião, mesmo que na infância, não fosse muito ouvida. Com o passar dos anos a paixão por se comunicar com as pessoas só crescia.&lt;br /&gt;Já conseguia defender seu ponto de vista, e mais do que isso, gostava de escutar os outros e ajudar esses a se ouvirem também. Inspirava-se no pai, ela o colocava em um pedestal. Engenheiro Civil, ex-fazendeiro, apaixonado por números e letras, a incentivava culturalmente, com leituras, escritas e estudos. &lt;br /&gt;Ainda nova, escrevia poemas de amor, da vida, da dor. Sonhava em publicar um livro. Na família eram dois primos jornalistas, e o tio escritor e compositor, Cacaso. Quando descobriu os textos dele, encantou-se ainda mais pela descrição do cotidiano e do comportamento das pessoas. &lt;br /&gt;Na escola montou um jornalzinho apenas para seu círculo social, nesse, ela escrevia seus poemas, e contava casos da sua própria roda. As amigas vidravam ao verem seus nomes citados por ela. O pequeno projeto não durou muito tempo, com apenas 13 anos, ela tinha várias outras coisas a se preocupar, menos com o futuro, que ainda não passava pela sua cabeça.&lt;br /&gt;Nos encontros de família e com a falta de assunto, sempre surgia a pergunta, “Gabriela, e ai? Já sabe o que vai ser quando crescer?”. Aquilo a matava por dentro. “NÃO, eu não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe” pensava a menina. Para ser simpática, acabava respondendo o que todos queriam ouvir: “Vou ser médica”, algumas vezes, “Vou ser dentista”, outras vezes, “Vou ser advogada”.&lt;br /&gt;A verdade é que ela não sabia o que ia ser, e naquela altura do campeonato, aquilo começava a perturbá-la. No colegial, tentou resgatar todos os seus gostos. Descobriu que era apaixonada por moda. Começou a desenhar roupas, e percebeu que também tinha certo dom para a coisa, mesmo sem nenhum curso, tinha os traços firmes e criava modelos que ela jurava que confeccionaria um dia.&lt;br /&gt;No último ano da escola era hora de escolher. A menina começava a se desencantar pela moda, não que aquilo não fosse seu sonho, mas será que ela seria alguém naquele meio? Relações internacionais também era uma opção. Gostava de inglês, francês. Apaixonada por cultura de qualquer lugar, começava a achar que aquele seria seu destino. Conhecer novas línguas e lidar com pessoas diferentes dela.&lt;br /&gt;Ao longo do ano, ela teve certeza de várias coisas. Começou com a certeza de cursar relações internacionais. Desistiu. Teria que sair de sua cidade, e ela não queria deixar o pai para trás. Eram apenas ela, ele e a irmã mais nova. Iniciou uma nova certeza, a de cursar administração. Desistiu. Queria trabalhar com pessoas, mas ainda não era aquela sua paixão. &lt;br /&gt;Motivada por seu passado rural pensou em agronomia. Desistiu. O pai tinha passado péssimas experiências na área, e ela não queria aquilo. A próxima certeza foi o curso de direito. Desistiu sem motivo aparente. Aquilo ainda não a agradava. O curso de moda já estava fora de cogitação, também teria que sair da cidade para esse. Teve um insight. Psicologia. Sempre gostou de ouvir e ajudar as pessoas com seus problemas. Agora era certeza.&lt;br /&gt;No dia da inscrição, marcou o curso, sem toda aquela certeza de antes, mas marcou. Todo dia ela examinava as profissões disponíveis na faculdade. Nada. Começava a sentir-se mal. “Não nasci para fazer nada, nada se encaixa no meu perfil” avaliava. No último segundo, do último dia para uma provável alteração no curso escolhido, ela tinha apenas uma certeza, não era psicologia.&lt;br /&gt;Olhou todas as opções de novo, leu as descrições, e não sabia o que fazer. Foi quando um nome ressaltou sobre os outros. Um nome que ela havia visto várias outras vezes e ignorado. Como não havia pensado nisso ainda? “Prontos ou não, lá vou eu”. Foi fazer a prova de vestibular feliz, acertou todas as perguntas de português, e fez uma redação que até ela se surpreendeu. Aprovada, deu início no curso. &lt;br /&gt;Hoje, Gabriela está no último período de jornalismo, e apesar da vida tê-la levado a novos desafios e oportunidades, pretende escrever um livro com seus textos e fazer sua pós-graduação em moda, já que sua paixão pelo assunto ainda está intacta. E finalmente tem certeza que está no caminho certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4656066035539292771?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4656066035539292771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/certeza-uma-cronica-sobre-mim-mesma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4656066035539292771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4656066035539292771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/07/certeza-uma-cronica-sobre-mim-mesma.html' title='Certeza - Uma crônica sobre mim mesma'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4314319736330744983</id><published>2010-06-25T05:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T10:40:56.421-07:00</updated><title type='text'>Grito de Socorro</title><content type='html'>Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.atarde.com.br/arquivos/2010/06/178340.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" ru="true" src="http://www.atarde.com.br/arquivos/2010/06/178340.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Rostos em prantos, olhares de desespero e expressões faciais implorando ajuda naquelas miseráveis cidades do nordeste, acometidas por uma destruição natural, onde perderam tudo, inclusive suas famílias. A única coisa que consigo perceber são gritos de socorro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí, do outro lado dessa tela, sentado em uma cadeira confortável, no aconchego do seu lar ou na sofisticação do seu ambiente de trabalho, já parou realmente para imaginar o que essas pessoas estão passando? Para se por verdadeiramente no lugar delas e sentir o que elas estão sentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto não, ao menos não é o que está parecendo. Não vi até agora nenhuma mobilização nacional para ajudar as vítimas de enchente em Alagoas e Pernambuco, nenhum auxílio que se compare ao que fizeram para ajudar a Tailândia com o Tsunami. E o pior, além desse descaso nacional, com um país concentrado somente em Copa do Mundo, tem seres humanos, nem sei se poderia denominá-los assim, explorando essas pessoas que perderam família, teto, lar, dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famílias e mais famílias sobrevivendo da boa vontade dos vizinhos, lavando roupas, bebendo água e tomando banho em um rio totalmente poluído, arriscando a própria vida, e a dos filhos, ingerindo água contaminada. E o que se tem visto? Comerciantes exploradores, vendendo produtos ao triplo do preço normal, um galão de água a R$ 15,00, uma caixa de velas a R$ 5,00, um botijão de gás custando a exorbitante quantia de R$ 65,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que isso? Para que? Que justificativas plausíveis essas pessoas tem para explorar&amp;nbsp;quem mais precisa de ajuda agora? É desumano. Isso é falta de compaixão, amor. Falta de sentir na pele o sofrimento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um desabafo gente, porque não consigo entender o que está acontecendo. Estou aqui para reavivar em todos o sentimento de solidariedade. Vamos fazer nossa parte. Aqui fica meu convite, e também meu protesto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4314319736330744983?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4314319736330744983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/grito-de-socorro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4314319736330744983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4314319736330744983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/grito-de-socorro.html' title='Grito de Socorro'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-1867827183658300059</id><published>2010-06-21T06:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T06:22:16.199-07:00</updated><title type='text'>Não-eclética, e daí?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9nC9RdN-I/AAAAAAAAAGI/TelZuP4Yb9Q/s1600/irritado.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9nC9RdN-I/AAAAAAAAAGI/TelZuP4Yb9Q/s1600/irritado.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify; "&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9nC9RdN-I/AAAAAAAAAGI/TelZuP4Yb9Q/s320/irritado.png" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava prestes a começar outra história de romance, de aventuras, de sofrimento e outros diversos fatores que recheiam as histórias interessantes. Foi então que prestei bastante atenção no meu ambiente para escrever, eu escrevo em qualquer lugar, mas não suporto escrever sem música. Taí um tema interessante de verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As músicas são a influência &lt;i&gt;mór&lt;/i&gt; da escrita, quando estamos ouvindo músicas que falam de relacionamento entre casais então ficamos muito mais sucetíveis a escrever sobre o assunto. As mais belas músicas, na minha opinião, são as que falam sobre a vida, é incrível a capacidade de síntese que aprendemos a ter quando estamos sob influência da música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Música faz parte da existência humana, que atire a primeira pedra quem nunca colocou músicas depressivas depois de levar um fora ou então de terminar um relacionamento complicado. A música é essencial sim! Nem por isso eu me julgo eclética, odeio determinados gêneros musicais e acredito que o preconceito contra pessoas não-ecléticas seja maior do que preconceito que essas pessoas não-ecléticas tem com os estilos musicais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivo escutando de amigas que eu sou chata por que não aceito ir em show de sertanejo com elas, bom, na minha opinião, prefiro ficar em casa vendo um bom filme ou procurar outro lugar para ir. O problema dos não-ecléticos é que acabamos nos isolando,  de certa forma, da sociedade. Vamos pensar: cidades pequenas, nada comparado com São Paulo ou Rio de Janeiro, são mais difíceis de encontrar opções. Se você é o único membro da turma não-eclético as probabilidades de ficar sozinho em um sábado à noite são bem maiores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas defendo-me ao dizer que realmente prefiro ser isolada e curtir coisas que gosto do que ir a lugares que não são a minha praia. Sinto-me desconfortável, deslocada e irritada, você já se sentiu assim? É muito estranho, e muito diferente de quando estamos em um ambiente familiar e agradável, são outros 500...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso escolho por ser não-eclética, mesmo que fique sozinha às vezes por falta de opção... bom... é sempre bom ter um tempo para curtir a si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-1867827183658300059?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/1867827183658300059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/nao-ecletica-e-dai.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1867827183658300059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1867827183658300059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/nao-ecletica-e-dai.html' title='Não-eclética, e daí?'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9nC9RdN-I/AAAAAAAAAGI/TelZuP4Yb9Q/s72-c/irritado.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-9175277975575693732</id><published>2010-06-21T06:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T06:03:46.485-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span id="goog_1524835008"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img border="0" height="98" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9i9ZmWuJI/AAAAAAAAAGE/dnIeK-phXog/s400/apagar.JPG" width="400" /&gt;&lt;span id="goog_1524835009"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki"&gt;Pensar Enlouquece, Pense Nisso&lt;/a&gt;. Neste blog Alexandre Inagaki escreve sobre os mais variados tipos de temas, mas tudo com fundamentos interessantes. No espaço você pode encontrar recomendações dele sobre textos, prosas, poemas, crônicas, blogs, cultura pop, livros e também ler as entrevistas concedidas a alguns veículos de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a nossa dica da quinzena, espero que se divirtam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-9175277975575693732?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/9175277975575693732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/blog-da-quinzena.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/9175277975575693732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/9175277975575693732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/blog-da-quinzena.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TB9i9ZmWuJI/AAAAAAAAAGE/dnIeK-phXog/s72-c/apagar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3478542555677825710</id><published>2010-06-07T13:44:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T06:05:51.757-07:00</updated><title type='text'>Vida...Amor...Vida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Lucida Grande&amp;quot;; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Por Sarah Menezes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/75/9100amor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/75/9100amor.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times; font-size: medium; line-height: 24px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nada melhor do que não fazer nada, só para deitar e rolar com você! Esse era o desejo diário de Antônia. Todos os dias ao acordar e se aprontar para ir para a faculdade ela planejava como seria maravilhoso não ter todas aquelas aulas só para poder dormir e acordar com Felipe. Queria se demitir do estágio a tarde só para fazer planos de uma vida inteira com ele. Sonhava com o dia em que todas as noites seriam ao lado do amado, curtindo com ele, descansando com ele, matando o tempo, à toa, mas com ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Era tudo o que ela queria, porém os compromissos de cada um permitiam somente que se encontrassem aos domingos, e, ao mesmo tempo em que era o dia mais perfeito e esperado da semana, era o mais dolorido também. Sentia um aperto no coração só de imaginar a saudade que sentiria dele depois dos maravilhosos momentos que tinham. A falta que o cheiro e o calor de Felipe faziam para o corpo de Antônia era gigante. A hora da despedida era&amp;nbsp;com choros, todas as vezes. Antônia vivia por Felipe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A jovem mulher tinha de 22 anos, e estudava gastronomia. A profissão escolheu também pensando em seu amado, uma outra maneira de lhe agradar. Optou por gastronomia para seguir os conselhos da avó, mãe e tias, que sempre diziam que homem se segura é pelo estômago. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antônia fazia contagem regressiva para que chegasse logo o início do próximo ano, quando já estaria formada, e com o dia do seu casamento bem próximo, 26 de janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Durante todo o decorrer do ano, que antecedia seu tão esperado sonho, ela se dedicava de corpo e alma aos preparativos do casamento. Juntava todo o dinheiro que ganhava no seu estágio, só abria exceção para gastá-lo quando era dia de presentear Felipe, ou para comprar alguma coisa que a deixasse mais linda para o namorado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na virada do ano viajou para a paria com o&amp;nbsp;amado e a família dele. Foram em dois carros, pois era gente pra caramba. Céu, praia, mar, calor, amor. Vida nova e cheia de felicidade era o que Antônia pedia e esperava para o ano que estava chegando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Cinco, quatro, três, dois, um. Um milhão de fogos de artifícios embelezaram o céu durante uns 5 minutos. Ainda mais apaixonado, Felipe pega Antônia no colo e sai correndo pela multidão, sequesrtando-a. Chegaram em um amontoado de pedras, com vários coqueiros ao fundo, embelezando ainda mais a paisagem. Felipe deita Antônia na areia, e ali eles tem a melhor noite de amor de toda a vida dos dois. Depois disso, a paixão e o amor consumia ainda mais o casal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na volta para casa Felipe trazia em seu carro a amada e sua irmãzinha mais nova, Natália, de 6 anos. Era noite, e Felipe se mantinha o mais atento que podia, enquanto Antônia e Nati dormiam. A 5km de sua cidade, o rapaz, de repente, enxerga uma pessoa pulando na frente de seu carro. No susto Felipe joga o carro para esquerda para desviar e bate com tudo na placa de sinalização. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Quando Antônia abre os olhos, vê Natália ao seu lado, gritando Nininha, para lhe acordar. Desesperadamente já começa a gritar por Felipe, sem saber exatmente o que tinha acontecido. Sem muitos ferimentos, e com nenhum grave, ela vai em busca do namorado. O encontra bem próximo ao carro, ainda vivo. Ela o segura junto ao peito, e ele diz a Antônia que para sempre a amaria, aqui ou em qualquer outro lugar, outro tempo, outra vida. E em seguida fecha os olhos e dá seu último suspiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antônia chora incontrolavelmente, faz juras de amor eterno, acaricia e beija o amado mesmo sem vida. Natália chega bem pertinho, põe a mão na barriga de Antônia e lhe diz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- Ele vai ficar com a gente Nininha. Vai dar para gente todo o amor que o Lipe daria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3478542555677825710?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3478542555677825710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/vidaamorvida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3478542555677825710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3478542555677825710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/vidaamorvida.html' title='Vida...Amor...Vida'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3362178252611164849</id><published>2010-06-01T06:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T06:37:55.286-07:00</updated><title type='text'>T - continuação</title><content type='html'>Por Mônica Salmazo&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que justo comigo?&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TAUMq7CZZJI/AAAAAAAAAGA/MWEm0Y2zJjo/s1600/casa-na-arvore-03.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TAUMq7CZZJI/AAAAAAAAAGA/MWEm0Y2zJjo/s200/casa-na-arvore-03.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela saiu pela porta da frente de sua casa, aflita e totalmente desnorteada, Tatiana percebeu as antigas bicicletas que ela e Valentina costumavam andar quando crianças, as bicicletas eram grandes para crianças, mas elas gostavam mesmo assim. Como um relâmpago ela subiu na bicicleta e saiu disparada para a rua.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedalou em direção ao sol, pedalou durante segundos, minutos, ou seriam horas? As lágrimas não paravam de rolar em seu rosto branco pálido. O vento gélido rasgava sua pele, como mil pontas afiadas de facas, todas cravadas em seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do nada Tatiana parou, largou a bicicleta no chão e subiu um morro, alto e quase impossível de se alcançar o topo para quem o desconhecia, mas ele era bem familiar para ela. Se passaram tantos anos. Era incrível como a infância desaparece e a adolescência toma lugar de tudo, substitui os lugares sagrados por festas e paqueras. Faz o mundo mudar, faz tudo o que era simples tornar-se extremamente confuso. Como ela queria a mãe. Não tinha mais ela, não tinha mais a melhor amiga, não tinha mais o namorado. Isso machucava tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pés eram arrastados cada vez mais inconscientemente, o sol estava se pondo, o céu era tingido por raios vermelhos e laranjas, o frio era cada vez mais forte, dentro dela era tudo tão oco. A grande árvore ainda era a mesma, a casinha de madeira ainda estava lá, o presente que seus pais lhe dera era lindo, muito caro, mas suas condições financeiras sempre foram muito boas, nas tábuas ainda era visível as inscrições:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"V e T amigas para sempre".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tatiana subiu no antigo esconderijo, o refúgio dela de infância, o único lugar onde poderia se esconder e planejar ficar ali até morrer de frio. Na verdade a morte seria algo muito exagerado, mas no momento ela não conseguia pensar em nada, nem mesmo em vingança, em raiva, em pena, em indiferença ou em palavras para dizer. Só queria ficar ali até a dor passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentada na velha tábua olhando o sol se por, na tentativa de se aquecer com aqueles filetes dourados vindos do horizonte, Tatiana quase caiu de lá quando ouviu uma voz masculina dizer:&amp;nbsp;"Quem é você?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao virar-se avistou na porta de entrada da casinha um garoto jovem, deveria ter uns 22 anos, vestia um uniforme verde e marrom totalmente brega com a inscrição "Jardinagem dos Freitas", o cabelo dourado como o sol e sensualmente ondulado, olhos verdes como safiras e lábios rosas como mangas. O corpo atlético era resultado de dias trabalhando com a inchada, o bronzeado deveria ser do sol diário e o cheiro doce de rosas era tão forte que parecia ser ele a própria flor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos olhos dele ela era uma completa estranha, uma estranha linda, que apesar de ter o rosto branco como a neve, manchado com a maquiagem, era evidente que ela estava chorando, era óbvio que ela estava sozinha. Meu Deus como ela era perfeita, as pequenas mãos estavam pousadas nas pernas que balançavam no ar, enrolada na grande saia que era lambida pela brisa da altura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como intuição ele sentou ao lado dela e ficou olhando o sol, ela se afastou um pouco e continuou calada, olhando o horizonte, não importava quem era ou o que faria com ela, nada mais importava mesmo. Era bom não estar sozinha, mesmo assim a dor continuava, não a abandonava nem um instante. A pele estava arrepiada por causa do frio, os olhos estavam secos agora, não havia mais lágrimas, não havia mais uma sequer lágrima para escorrer, os cantos dos olhos doíam de tanto chorar, estavam secos e ela não conseguia fechá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma blusa grande e pesada foi posta em seus ombros, ela havia esquecido por uns instantes que estava acompanhada. Ele se levantou e abriu uma parte do assoalho, tirou cobertores e uma lanterna. Como ele conhecia esse lugar? O SEU lugar? Não estava abandonado? Como ele conseguia ser tão lindo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele pegou suas mãos e a colocou nos cobertores. Sentou-se na porta e ficou ali olhando o manto negro que agora envolvia tudo. Sem ao menos perceber ela pegou no sono. Teve pesadelos perturbadores, não estava entendendo mais nada.Quando acordou viu a familiar mobília do seu quarto. Tudo não passava de um sonho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela ainda sentia a angústia, a dor, tudo o que havia sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou lentamente da cama, os pés quentes alcançaram o macio tapete persa que a mãe havia comprado antes de falecer, a camiseta grande do pai quase caía de seu corpo quando estava em pé. Os olhos ainda doíam, mas não estavam borrados e nem nada, o rosto não estava inchado, o que será que estava acontecendo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol fortíssimo do lado de fora entrava pela janela do quarto. Ela caminhou até a janela como todas as manhãs, para esquentar-se um pouco e, ao invés de ver o habitual quintal gramado, ela viu ele ali, o mesmo de seus sonhos, plantando margaridas em seu jardim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3362178252611164849?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3362178252611164849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/t-continuacao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3362178252611164849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3362178252611164849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/06/t-continuacao.html' title='T - continuação'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/TAUMq7CZZJI/AAAAAAAAAGA/MWEm0Y2zJjo/s72-c/casa-na-arvore-03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6806507193090039055</id><published>2010-05-21T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T06:19:52.858-07:00</updated><title type='text'>Só se divertir</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia tudo deu errado. Ela já acordou mal humorada depois de levantar da cama e tropeçar em um dos peep-toes laranja jogado no chão e torcer o pé. Ficou roxo. Pronto, agora ela não poderia usar salto alto para ir trabalhar, que beleza. Após o desastre sem tamanho, ela andou mancando até o banheiro para escovar os dentes, mas quem disse que tinha pasta dental? Ela procurou em toda a casa e nada. Teve que fazer um gargarejo com Cepacol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conformada em ir trabalhar de sapatilha e mau hálito, entrou no carro e seguiu caminho torcendo para que nada mais desse errado. No trânsito um ônibus tombou e travou toda a marginal em que ela estava. Não tinha para onde ir, só esperar. Tentou ligar para o trabalho e avisar que chegaria atrasada, mas a bateria do seu celular havia magicamente acabado. Chegou ao escritório e deu bom dia a todos, fazendo o possível para evitar o contato pessoal com alguém, já que não havia escovado os dentes e nem comido nada, então estava com aquele delicioso hálito matinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou em sua mesa, ligou o computador e pediu a assistente para comprar uns pães de queijo, o estômago estava gritando de fome. Quando o café da manhã chegou, ela praticamente devorou tudo de uma vez. Mal terminou a última dentada e o chefe a chamou para uma conversa em particular. Ela foi para a sala dele ainda terminando de mastigar o pão de queijo macio e quentinho. Estava até se conformando de estar de sapatilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no cômodo gigante e totalmente branco. Com as janelas tão grandes que pareciam paredes de vidro, da qual ela enxergava toda a cidade. Sempre gostou daquela vista, e imaginava o dia em que ocuparia o local, não como uma assistente de compras, mas como a compradora oficial do setor feminino da Ralph Lauren. Sentou na cadeira de couro em frente a mesa do chefe, pensando que seu dia talvez não estivesse tão ruim se ela ganhasse uma promoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele abriu a boca foi o mesmo que jogar um balde de água fria em sua cabeça. Ele queria demiti-la. Inacreditável! Ela podia ao menos estar usando salto alto. Quando ouviu a notícia, os olhos grandes, cor de mel tomaram uma cor dourada brilhante, e se encheram de lágrimas, mas ela segurou e saiu da sala. Saiu de lá com tanta raiva que não quis nem saber por que estava sendo mandada embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para seu cubículo e sentou-se em sua cadeira. Descansou a cabeça nas mãos por um tempo, depois levantou o rosto e fez um rabo-de-cavalo nos longos cabelos castanhos. Respirou fundo e recolheu seus pertences da mesa. Foi embora sem despedir-se de ninguém. Desceu do escritório pelas escadas. Quem sabe pelo menos assim sua bunda ficasse um pouco mais malhada. “Desempregada, mas com um bom traseiro”, pensou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao estacionamento entrou no carro e ligou-o. Saiu acelerando do prédio, e mostrando um dedo um pouco indecente a ninguém em especial. Abriu o vidro das quatro portas e ligou o som na maior altura. Parou em um sinal vermelho e em seguida outro carro encostou ao lado do dela. Foi aí que começou a tocar uma versão muito animada e divertida de “Girls just wanna have fun”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começou a gritar e cantar como uma louca e aumentou ainda mais o som. O cara do carro ao lado ficou olhando assustado para ela. Por um momento ela olhou para ele e ficou sem graça. Estava a ponto de abaixar um pouco a música e adquirir uma postura decente, mas logo passou. E quer saber? Ela não estava nem aí. O sinal abriu e ela seguiu gritando a música e pensando como Cyndi Lauper tinha razão, ela também só queria se divertir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6806507193090039055?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6806507193090039055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/so-se-divertir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6806507193090039055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6806507193090039055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/so-se-divertir.html' title='Só se divertir'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3155785320986403686</id><published>2010-05-21T06:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T06:04:50.110-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>O Blog desta quinzena provou ser bom de briga! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de cinco outros blogs que concorriam na Expocom Sudeste 2010, ele foi o escolhido e classificado para a Nacional!&lt;br /&gt;O Delírios era um de seus concorrentes, e apesar de não termos nos apresentado, reconhecemos que o &lt;a href="http://bangalodeflores.blogspot.com/"&gt;Bangalô de Flores&lt;/a&gt; foi merecidamente campeão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço está preocupado em informar ao seu leitor movimentos e organizações sociais da zona da mata mineira. "A idéia é que esta página se torne uma casa virtual dos movimentos sociais aqui presentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três blogueiros alimentam o site, e o Delírios os parabeniza pelo trabalho e esforço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns ao &lt;a href="http://o%20bangalô%20de%20flores%20traz%20para%20você%20informações,%20movimentações%20e%20especificidades%20das%20organizações%20sociais%20da%20zona%20da%20mata%20mineira.%20a%20idéia%20é%20que%20esta%20página%20se%20torne%20uma%20casa%20virtual%20dos%20movimentos%20sociais%20aqui%20presentes./"&gt;Bangalô de Flores&lt;/a&gt; pelo prêmio e pela qualidade de seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E galera, boa sorte em Caxias do Sul, estaremos torcendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3155785320986403686?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3155785320986403686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/blog-da-quinzena.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3155785320986403686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3155785320986403686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/blog-da-quinzena.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5550647660569378052</id><published>2010-05-14T08:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T08:26:27.588-07:00</updated><title type='text'>A Novata</title><content type='html'>Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IcjX9zfOyMw/S2TTvozpbCI/AAAAAAAAAkY/C0JTr27Kjek/s320/mulher-trabalhando-computador_~kch0046.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://2.bp.blogspot.com/_IcjX9zfOyMw/S2TTvozpbCI/AAAAAAAAAkY/C0JTr27Kjek/s200/mulher-trabalhando-computador_~kch0046.jpg" width="200" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ela já havia sido avisada. Mas não tinha noção que poderia ser daquela forma. Fazia apenas uma semana que Beatriz tinha conseguido um trabalho na prefeitura. Há alguns meses ela estava na busca por um emprego, quando este surgiu, ela se encheu de energias e começou a trabalhar com toda dedicação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bia estava empolgada, acordava todos os dias 1h30 antes de começar o trabalho, se preparava caprichosamente, deixava os problemas em casa e ia para ofício de cada dia com as energias renovadas, disposta a dar o melhor de si. Mas logo na chegada ela tomava um banho de água fria. Com 23 pessoas trabalhando no seu departamento, a um bom dia apenas 3 ou 4 gatos pingados respondiam, o restante continuavam com a cara fechada, concentrados em seus computadores, ignorando tudo e todos aos seus redores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novata não entendia o que estava acontecendo, se indagava sobre o que tinha feito para ser ignorada daquela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta energia negativa, Beatriz ficava atenta a todas as conversas, e quando começavam cochichar seu coração disparava, lhe vinha um medo que ela não sabia de onde. Pensava que estavam falando mal dela, de seu trabalho, desempenho, chegava até a achar que os olhares sobre elas eram tortos, de reprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigas de longa data, que já ocuparam a mesma função que Bia ocupa, no mesmo lugar, alertaram-na para esse clima de superioridade e prepotência dentro desse ambiente de trabalho. Ela só não imaginava o que poderia acontecer, não mensurava o quanto as pessoas são arrogantes e sem educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tanto olho gordo, invejoso e maldoso a jovem continuava seu ofício, tentando ignorar o que lhe fazia mal. Em seu segundo dia de trabalho Beatriz chega na sala e se depara com uma mudança, seu setor estava sendo transferido de local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa para um lado, computador para o outro, papéis e mais papéis junto com um monte de bagunças da mudança. Sala nova, o que restava agora era organizar tudo, cada coisa em seu lugar. Como em toda mudança, as coisas levam algum tempo pra se ajeitarem por completo, e nesse meio tempo Bia ficou sem computador, e seu chefe lhe permitiu que usasse quaisquer computadores que estivessem vagos no departamento. Durante 2 ou 3 dias ela ia para o trabalho apenas bater cartão, e ficava por lá para cumprir horários e a espera de um computador vago. Quando um ia embora, ou se ausentava por qualquer motivo, ela aproveitava pra usar o computador disponível, para checar e-mails e agilizar algumas coisas do seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses dias que ainda não tinha conseguido um computador próprio, uma manhã ensolarada, daquelas que desde as 8h você já se irrita com a intensidade do sol, a moça chega na Prefeitura e senta-se no sofá par ver os jornais. A responsável pelo administrativo, uma senhora com seus 40 e poucos anos, magra, alta, loira de cabelos encaracolados e curtos, dona de uma aparência não muito amigável, com o rosto cheio de linhas de expressão mais parecendo uma casca de mexerica, e totalmente démodé, com o nome de Horminda, se ausenta do departamento para ir ao médico, e estava precisando mesmo, para ver se melhorava aquela aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o ensejo, Beatriz senta-se no computador de Horminda, confere seus e-mails, conclui tarefas e fica navegando pela internet. De repente ela começa a sentir um desconforto, algo começa a se retorcer dentro de sua barriga, passa a sentir calafrios e, sem ter como controlar sai às pressas para o banheiro. Mal sabia ela que isso poderia ser um sinal do que estava por vir. Ao retornar encontra Horminda, prostrada em frente ao computador, com cara de muito poucos amigos e fúria. Bia foi logo se apressando para sair da internet e liberar o computador. Chegou perto de Horminda e disse com toda educação e delicadeza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, já estou saindo aqui para você usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com toda a falta de educação, mal humor e respeito ela responde em alto e bom som:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você está fazendo na frente do meu computador? Quem te deu permissão? Você está muito abusadinha para o meu gosto para quem é novata no ambiente. Não aceito pessoas do seu nível sentadas no meu lugar, nem mesmo ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bia, transtornada de vergonha e raiva, vira um tapa na cara de Horminda com toda sua fúria. Descontroladas elas caem no chão, aos tapas, murros e puxões de cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novata perdeu o emprego, mas saiu satisfeita por deixar um olho roxo na malvada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5550647660569378052?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5550647660569378052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/novata.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5550647660569378052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5550647660569378052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/novata.html' title='A Novata'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IcjX9zfOyMw/S2TTvozpbCI/AAAAAAAAAkY/C0JTr27Kjek/s72-c/mulher-trabalhando-computador_~kch0046.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3359237555091024516</id><published>2010-05-07T07:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T07:50:38.958-07:00</updated><title type='text'>V ou T?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: auto;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S-QojDPZUrI/AAAAAAAAAF8/CZ-yUoceufc/s1600/lagrimas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S-QojDPZUrI/AAAAAAAAAF8/CZ-yUoceufc/s320/lagrimas.jpg" width="201" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E se ela descobrir?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era tudo o que se passava na cabeça de Valentina enquanto Rodrigo dedilhava suavemente seus dedos sob sua meia 7/8. As pontas de seus dedos eram quentes, mas nada comparados aos lábios ardentes dele. A culpa remoia sua cabeça, mesclava-se com o desejo que tinha de devorá-lo inteiro. O que será que se passava na cabeça dele? Será que ele não tinha medo ou receio de estar fazendo isso? Por que doía tanto? Por que as coisas deveriam ser dessa forma?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em meio a perguntas e respostas vazias, suas mãos apertavam as costas dele de uma forma agressivamente delicada. Sua pele estava arrepiada de tanto sentir aquele corpo quente junto ao seu. Sua cabeça era jogada para trás enquanto seu corpo apoiava-se no sofá da sala de estar, o vestido estava na sua cintura e a camisa dele jogada ao chão, denunciando o óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seus lábios tremiam enquanto ela os mordia levemente, era tão bom, era tão gostoso. Os olhos claros de Rodrigo a olhavam com tal profundidade que parecia deixá-la nua, transparente, impossibilitada de pensar ou dizer qualquer coisa. A língua dele descia por seu pescoço fazendo-a revirar os olhos enquanto ele apertava sua cocha com as mãos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O zíper do seu vestido começou a abrir vagarosamente. Como uma provocação ele ia beijando cada centímetro do seu corpo. Se as pessoas soubessem o que estava acontecendo na sala ao lado talvez não ficassem muito orgulhosas de Valentina. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com uma experiência incrível Rodrigo a virou e mordiscou suas costas de modo delicado. Tão delicado que fazia Valentina esquecer do resto do mundo. Ela queria sentir apenas o hálito quente e refrescante que saía da boca dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O barulho dos convidados era cada vez mais alto. Pessoas embriagadas rindo falsamente uns para os outros, enquanto desejavam votos que acreditavam nunca tornarem-se realidade. O ser humano tem a péssima mania de seguir seus interesses ao invés de sua intuição. Mas isso não importava agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em um compasso constante ele a tomou no colo e sentou-se no sofá. Os cabelos bagunçados, sendo puxados para trás pelas mãos fortes dele, um jeito delicadamente selvagem de dizer que a desejava. Ela gostava disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A respiração estava cada vez mais ofegante, a pele mais quente, os lábios tremiam e as mãos queriam pegar algo que não sabia o que era, mas desejava. E como desejava! O vestido azul marinho de seda caiu dos ombros e se acumulavam na cintura enquanto mostrava suas pernas nuas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não agüentava mais toda aquela pressão, não agüentava mais estar ali, não agüentava mais ter que esconder toda essa vontade. Simplesmente não agüentava mais. E foi em meio a toda essa vontade que Tatiana abriu a porta e viu os dois abraçados e seminus no sofá da sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Toda uma história passou por sua cabeça. Como conhecera Rodrigo, todas as flores que havia ganhado, todos os beijos quentes, a noite que perdeu a virgindade com ele, o baile de formatura, as viagens, os acampamentos, as escapadas no barco da família, os passeios no meio do dia, a traição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dupla traição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como uma onda que surge do fundo do oceano e ganha força na superfície as lágrimas começaram a transbordar dos seus olhos. Valentina e Rodrigo pararam e a encararam. O silencio dominou o ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em questão de segundos Tatiana estava longe dali. Justo meu namorado e minha amiga? Justo no dia do meu aniversário? Justo comigo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era impossível isso estar acontecendo, simplesmente impossível!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;TO BE CONTINUED&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3359237555091024516?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3359237555091024516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/v-ou-t.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3359237555091024516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3359237555091024516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/05/v-ou-t.html' title='V ou T?'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S-QojDPZUrI/AAAAAAAAAF8/CZ-yUoceufc/s72-c/lagrimas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2532815222744616474</id><published>2010-04-30T11:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T07:03:00.553-07:00</updated><title type='text'>A vendedora</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias daquela última semana quando passava por aquela rua a caminho do trabalho ela o via. Ele ficava ali, estático esperando por ela à porta daquela boutiquezinha barata. O local era apenas uma entradinha feia e sem graça, perdida no meio daquela rua comercial movimentada de lojas e vitrines atraentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias vezes ela desejou parar, mas seu horário apertado não permitiu. Como era doído vê-lo tão lindo ali dando sopa para qualquer outra que poderia aparecer casualmente e arrastá-lo boutiquezinha afora. Naquela manhã antes de sair de casa, ela não suportou e prometeu parar e levá-lo embora com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha que ser seu! O percurso foi demorado. Ela estava tão ansiosa com a idéia de tê-lo só para ela que a barriga remexia insistentemente de uma maneira tão desagradável que a deixava enjoada. Passou esperançosa pela loja, mas ele não estava lá. Alguma vadia com certeza tinha visto nele a beleza exótica que ela avistou de primeira no começo daquela semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi embora derrotada e sem ânimo. Dali para frente suas manhãs seriam muito vazias e sem graça. No outro dia, triste como estava quase desistiu de passar por aquela rua que traziam tantas lembranças, mas pensou que seria inútil e uma hora teria que superar. Quando estava praticamente em frente à lojinha decidiu parar e perguntar. Às vezes alguém ali poderia ter notícias dele. Estacionou o carro e desceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessou a rua cheia de pensamentos positivos. Ela havia lido em um livro que o universo conspira a nosso favor quando pensamos positivos, talvez com ela funcionasse também. Entrou na loja e atrás do balcão estava uma mulher de uns 40 anos. Cabelos loiros bagunçados em um rabo de cavalo mal feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela usava um batom rosa escuro cintilante que com certeza não havia sido moda nem na década de 80. O rosto era redondo e muito branco. Vestia uma camiseta amarela regata apertada demais para seu corpo rechonchudo, e uma bermuda jeans azul clara de lycra que não lhe caia nada bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela perguntou por ele, e a vendedora respondeu com uma voz chata e aguda, que seria impossível de ouvir por mais de trinta segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Há querida, eu me lembro dele sim, acho até que ele está por aqui, espera um minuto que vou procurá-lo para você. – Grunhiu a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou extasiada com a idéia de poder vê-lo novamente. Sentiu de novo aquele embrulho no estômago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vendedora desapareceu atrás de uma parede e retornou após&amp;nbsp;alguns infinitos segundos.&amp;nbsp;Lá estava, ainda mais bonito do que ela se lembrava. Tinha que ser dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quanto é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-R$139,90, mas posso dar um descontinho à vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, o vestido era lindo, mas não valia mais do que uns quarenta reais, ainda mais naquela lojinha feia e com a pintura descascando. O vestido era curto, de um tecido vagabundo, mas com uma bela estampa de oncinha. O corte e o caimento eram legais, mas com certeza não valia aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo a indiginação da moça,&amp;nbsp;a vendedora pegou a calculadora e fez algumas contas que só ela mesma entenderia, e disse que faria o vestido por&amp;nbsp;noventa reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Leva querida, vai ficar lindo em você. – Que lábia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu to achando um pouco caro, esse tecido não é de boa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Querida, você não está entendendo, esse vestido é MGucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher disse aquilo como se ser “MGucci” fosse o que todo vestido quisesse ser. E o que era MGucci afinal de contas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça não valia o preço, e ainda era de uma marca totalmente desconhecida que agia como se fosse o auge do momento, mas ela não agüentava mais ouvir aquela voz irritante e preferiu não discutir moda com uma maluca que usava batom verão mil novecentos e nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprou o vestido e foi embora aliviada. Não por finalmente ter a peça, mas por ter se livrado da visão daquela breguice ambulante e de sua voz insuportável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa foi que ela se deu conta.&amp;nbsp;Realmente havia comprado o vestido. Desembrulhou o pacote e&amp;nbsp;olhou a peça.&amp;nbsp;Um pouco revoltada, um pouco feliz&amp;nbsp;e muito suspresa com a astúcia da mulher, pensou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vendedora esperta do c******!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2532815222744616474?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2532815222744616474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/vendedora.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2532815222744616474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2532815222744616474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/vendedora.html' title='A vendedora'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7559430526251747643</id><published>2010-04-26T07:48:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T11:42:57.046-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://misquilinas.wordpress.com/" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9bNq8fn-AI/AAAAAAAAAFQ/LdcH8px-EzI/s1600/misquilinas.bmp" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fluidez: A palavra que define o blog desta quinzena. O &lt;a href="http://misquilinas.wordpress.com/"&gt;Misquilinas &lt;/a&gt;de Bruno Reis mereceu este posto. O&amp;nbsp;blogueiro&amp;nbsp;usa o espaço como coluna, diário, jornal! Ele é um dos que realmente sabe aproveitar o blog.&amp;nbsp;Fala de&amp;nbsp;música, de cinema, de coisa importante ou de futilidades,&amp;nbsp;seja para criticar ou elogiar. &lt;br /&gt;Seu texto flui tão naturalmente que é impossível não ficar envolvido com a opinião dele.&lt;br /&gt;É com muita satisfação que indicamos o &lt;a href="http://misquilinas.wordpress.com/"&gt;Misquilinas&lt;/a&gt; para o leitor do Delírios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acessem que vocês vão gostar!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7559430526251747643?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7559430526251747643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/blog-da-quinzena_26.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7559430526251747643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7559430526251747643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/blog-da-quinzena_26.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9bNq8fn-AI/AAAAAAAAAFQ/LdcH8px-EzI/s72-c/misquilinas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-850884459634551826</id><published>2010-04-23T12:25:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T04:31:54.095-07:00</updated><title type='text'>Tudo em Família</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Por Sarah Menezes &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.fashionbubbles.com/wp-content/uploads/2008/03/000interativa2007-tarcila-familia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://www.fashionbubbles.com/wp-content/uploads/2008/03/000interativa2007-tarcila-familia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Em meio à estrutura familiar um tanto quanto confusa, Priscila cresceu uma menina recatada, séria, sem aquele brilho que a simpatia trás. No entanto, sua doçura, inteligência e esforço sempre despertaram admirações alheias. Além de ser dona de uma beleza invejável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Filha de pais separados, a jovem garota de 23 anos foi criada com a mãe Ana Cristina e a irmã Thaís que, por sua vez, é irmã de Priscila apenas pela parte materna. Priscila tem mais 3 irmãos e Thaís mais 2 irmãos. São filhas únicas, mas com uma penca de irmãos. Um rolo que até Deus se confunde na hora de tentar entender.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Apesar de não correr nas veias 100% do mesmo sangue, Priscila e Thaís cresceram muito unidas. A afinidade entre as duas sempre foi algo admirável. Na cabeça delas, quando o assunto é irmandade a primeira e única pessoa que vem a mente de uma, é a outra. Não que não gostem ou desconsiderem os outros irmãos, mas no fundo dos corações das duas, somente elas que são parte da mesma família (dentro de casa), afinal a vida inteira sempre foi Ana Cristina, Priscila e Thaís. Só. Mais ninguém participava dessa família que, por sinal, era muito unida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mesmo não sendo criadas com os pais, Ana Cristina sempre fez questão que suas filhas mantivessem um contato muito próximo com eles. Passavam alguns finais de semana em companhia dos irmãos, pai e madrasta. Em festas e datas comemorativas as famílias sempre se encontravam e os irmãos se misturavam. Nesse momento ficava difícil até para Priscila e Thaís distinguirem quem era irmão de quem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nascidas e criadas no interior do Paraná, foram para São Paulo ainda meninas. Apesar de deixar pai e irmãos na cidade natal, elas nunca os abandonaram, passavam todas as férias com eles. Priscila se sentia tão à vontade na casa do pai de Thaís quanto Thaís na casa do pai de Priscila e, por isso, passavam juntas às vezes uma temporada na casa do pai de uma ou de outra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com a adolescência e responsabilidades chegando, as irmãs perderam um pouco o contato uma com a família da outra. Apesar de sempre permanecerem unidas o convívio com pai e irmãos uma da outra foi ficando cada vez mais escasso. A infância e as histórias vividas juntas trataram de ficar na memória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Priscila estava se formando e, como era de se esperar, na lista de convidados apareciam o pai e irmãos de Thaís. Super lisonjeados, a família compareceu em peso, não faltou ninguém para prestigiar aquela menininha tímida, recatada, de poucas palavras e inteligentíssima, que agora tinha virado uma mulher linda, ainda séria e reservada, porém muito atraente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com a correria das festas e eventos, Priscila só teve oportunidade de encontrar todos os seus convidados no baile. Lá ela reencontra o pai e os irmãos de Thaís após 4 anos sem vê-los e, para sua surpresa, Leonardo (o irmão mais velho de Thaís) está irresistivelmente lindo. Ela não conseguiu entender o que passou dentro de si quando reencontrou o rapaz, mas soube que ele mexeu com ela. Mesmo assim, por causa de sua timidez e seriedade, não manifestou nenhuma reação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O que Priscila não sabia era que o mesmo havia acontecido com Leonardo ao vê-la. Porém, como um bom galanteador e cheio de atitude, não pensou duas vezes antes de tentar se reaproximar da bela moça que, em um passado não muito distante, era considerada como irmã pra ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Leonardo chegou com assuntos do passado, depois começou a questionar sobre o presente e futuro de Priscila. Uma gostosa conversa se desdobrava quando Priscila lembrou-se de que era sua festa de formatura e, portanto, deveria dar atenção à todos seus convidados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No dia seguinte todos partiram de viagem e as únicas palavras que trocaram foi um: - Adeus, até mais. Entre olhos tristes e coração apertado. A vontade de Leonardo era de envolvê-la nos braços e dizer o quanto ela havia mexido com ele, o quanto ela faria falta mesmo apesar de poucos minutos de conversa que mudaram-no.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Leonardo estava apaixonado, perdidamente encantado por Priscila, então decidiu desabafar e pedir ajuda para a irmã. Ao contar o que estava acontecendo, Thaís parecia não acreditar nas palavras que saíam da boca do irmão. Ficou confusa, começou a imaginar como seria se seus irmãos ficassem juntos. Ela acabaria sendo irmã e cunhada dos dois ao mesmo tempo. Que situção!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas por fim Thaís se livrou de preconceitos e hesitações, afinal, qual era o problema dos dois ficarem juntos se biologicamente não eram nada um do outro? Criou coragem e foi ter com a irmã uma conversa séria e sincera, contando a ela tudo o que Leonardo havia lhe dito. Priscila entrou em choque, não imaginava que a paixão era correspondida. Seu coração acelerado e a queda de pressão denunciavam um ar pálido, gélido e confuso. Não sabia se explodia de felicidade ou de tristeza. Era difícil decidir quando estamos em uma situação como essa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Por fim Priscila optou por seguir sua moral, isso ia contra seus princípios éticos, mesmo que isso significasse nunca ter a oportunidade de ser feliz com seu amado. Apesar da insistência de Thaís ao tentar convencer a irmã a ficar com Leonardo, Priscila estava irredutível e decidida, não ficaria com o irmão de sua irmã jamais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Decepcionado, Leonardo passa a perder as esperanças. Tenta interessar-se por outras mulheres, mas nenhuma mexe com ele, nenhuma é tão dedicada, delicada e graciosamente chata como Priscila. Não sabia o que fazer com aquele sofrimento dentro do peito, não dormia, não descansava, não conseguia estudar ou se concentrar. As saídas já não existiam mais, a depressão estava tomando conta dele. Foi quando Leonardo decidiu entrar para um seminário. Ali ele teria certeza de que pelo menos seu amor por Deus seria correspondido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Algum tempo após o ocorrido Priscila conheceu outro homem, apaixonou-se e viveu intensamente essa nova experiência. Apesar de sempre ter Leonardo na cabeça ela decidiu ser feliz com outro. Casou-se e deu início a outra fase de sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os anos se passaram. Leonardo estava indo bem no seminário, conseguira um posto confiável e liderava vários seguidores de Deus. Priscila tivera um filho e seguia sua vida familiar e profissional de forma bem tranqüila e simples. Tanto um quanto o outro ficaram extremamente chocados quando o convite de casamento de Thaís chegou. No lugar destinado aos nomes dos noivos cada um leu: Thaís Sodré e Diogo Galvão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Priscila desmaia em sua casa. Leonardo solta um pequeno sorriso de canto de boca, sugerindo uma aprovação. Diogo era irmão de Priscila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-850884459634551826?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/850884459634551826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/tudo-em-familia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/850884459634551826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/850884459634551826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/tudo-em-familia.html' title='Tudo em Família'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5150065191904082939</id><published>2010-04-16T07:33:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T07:34:30.890-07:00</updated><title type='text'>Je T'aimerai</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S8h0uWQ_SjI/AAAAAAAAAFM/0yzi-tMD2y4/s1600/grama.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S8h0uWQ_SjI/AAAAAAAAAFM/0yzi-tMD2y4/s1600/grama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À la francesa. Tinha cabelos curtos estilo Channel. Cantarolava músicas de Françoise Hardy, Edith Piaf, Mireille Mathieu, Carla Bruni, Raoul de Juglart, Charles Aznavour, Francis Cabrel entre outros. Cachecóis e botas altas vaziam parte da vestimenta. Acompanhada por óculos Claude. A onda era ser francesa. Pelo menos essa era a ideia que ela queria acreditar. Laura acreditava nisso e, portanto, seu mundo poderia acreditar também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passavam das onze horas da noite quando ela decidiu sentar-se em um bar. Ao som de La Question de Françoise Hardy ela avistou o pequeno nariz arrebitado pedir um Aligot (purê de batatas misturadas com queijo Tomme). O sotaque era inconfundível. As sapatilhas em tom terra combinavam com o chapéu de aba larga de mesmo tom. Seu vestido ia até os joelhos e formavam um profundo decote nas costas e na frente, preso pelo cinto costurado ao modelito. A bolsa creme era pequena e havia um chaveiro da Veuve Clicquot.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laura ficara hipnotizada, olhando a bela jovem sentada na mesa ao lado esperando sua refeição. Como ela era bonita. Após este dia ela passou a ir todos os dias ao mesmo restaurante para encontrar a tal francesinha. Nunca mais a vira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi deitada na grama da praça escutando seu mp3 que começou a escutar uma música muito conhecida por ela e desconhecida para o resto dos brasileiros: Je T'aimais, Je T'aime, Je T'aimerai de Francis Cabrel ao som de violão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali estava ela, sentada na grama com um violão e uma pasta de músicas, tentando tocar a canção. Sua voz era doce e aguda, fazia com que a frequência nos deixasse estasiados, na ansia de escutá-la cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando os pequenos olhos verdes sobrecaíram em Laura. A pequena francesa continuou cantando os versos "Quoi que tu fasses, l'amour est partout où tu regardes, dans les moindres recoins de l'espace...".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando Laura começou a acompanhar a música e as duas cantaram juntas tarde adentro. A amizade surgiu em forma de versos e melodias. Não haviam muitas conversas uma vez que nenhuma das duas sabiam o mesmo idioma. E durante semanas o encontro na praça era quase religioso. Duas garotas com seus violões e suas músicas francesas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laura reparava nas pequenas mãos da francesa. Tudo parecia pequeno e delicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faltavam apenas 2 horas para a francesa ir embora e esta tarde no parque não havia nada além do silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando Laura foi surpreendida quando a outra disse em sotaque arrastado e com as maçãs do rosto vermelhas de timidez: "Meu nome é Amery. É um prazer te conhecer. Vou sentir sua falta". Os pequenos lábios vermelhos tocaram a boca de Laura e como um súbito surto elas se beijaram suavemente. Os lábios formigavam e a espessura da grama nas mãos delas pareciam que poderiam ser sentidas em cada centímetro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante minutos a fio elas ficaram ali, entregues aos desejo infinito que haviam acumulado. Não ligaram para o que os outros deveriam falar delas. Não ligavam se as duas eram mulheres. Não ligavam se tudo parecia confuso. Só queriam sentir. Sentir cada intensidade e onda elétrica que percorria seus corpos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era realmente uma pena que Amery precisasse ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de ir embora Amery deu um gostoso sorriso para Laura e lhe entregou uma letra de uma música em francês e foi embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados alguns anos, Laura tornara-se uma famosa Chef de cozinha. Não casara. Não tinha ninguém além de sua gata chamada Amélie. Tornara-se professora de francês nas horas vagas e adorava tocar violão na grama de casa. Não esquecera a amiga e, para manter viva a lembrança, passara a compor músicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava em sua pequena casa em São Roque, quando escutou na televisão uma voz conhecida. Uma voz doce e aguda. A letra não era desconhecida. O prato de bolinhos que estava em suas mãos fora ao chão quando avistou Amery cantando. A mesma canção que entregara à ela anos antes. As lágrimas vieram aos olhos. Os lábios ficaram quentes e os olhos se fecharam, buscando na imaginação tudo aquilo que acontecera, a saudade que sentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amery não a havia esquecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5150065191904082939?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5150065191904082939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/por-monica-salmazo-la-francesa.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5150065191904082939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5150065191904082939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/por-monica-salmazo-la-francesa.html' title='Je T&apos;aimerai'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S8h0uWQ_SjI/AAAAAAAAAFM/0yzi-tMD2y4/s72-c/grama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3824515299523685528</id><published>2010-04-05T07:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T07:18:51.156-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>Quinze dias se passaram...e mais um blog foi escolhido para ficar em destaque no Delírios. &lt;a href="http://natpm.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na TPM&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;O blog é bem divertido. Evilyn, Lívia e Mara postam sempre pensamentos e piadinhas, ironizando o universo feminino, ou não. Vale a pena conferir, garanto que darão boas risadas!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://natpm.com/" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S7nwRXbzcjI/AAAAAAAAAFI/mc0YL4lXyy8/s320/natpm.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Bjo bjoo gente!!!.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3824515299523685528?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3824515299523685528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/blog-da-quinzena.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3824515299523685528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3824515299523685528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/blog-da-quinzena.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S7nwRXbzcjI/AAAAAAAAAFI/mc0YL4lXyy8/s72-c/natpm.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3140434949724193329</id><published>2010-04-05T06:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T06:14:15.600-07:00</updated><title type='text'>Sem preconceito</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o verão! Como ele amava o clima quente, o sol queimando e os temporais momentâneos que só serviam para deixá-lo molhado e com mais calor. Sentado na arquibancada da quadra de futsal da universidade ele babava nas lindas meninas bronzeadas que faziam questão de exibir todas as partes do corpo nessa estação tão caliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas meninas deixavam-no completamente louco, como se soubessem que usar um vestidinho curto e decotado era o suficiente para fazer cada célula do corpo dele se contorcer de excitação. Até as mocinhas mais branquelas traziam no rosto um ar saudável com bochechas rosadas e nariz avermelhado queimado de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ele não conseguia decidir o que mais mexia com ele. Aquelas belas garotas saradas e bronzeadas e seus longos cabelos brilhando a luz do dia, ou aqueles homens másculos e suados berrando e correndo sem camisa atrás da bola de futebol na quadra coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles rapazes joviais e cheios de energia enchiam a cabeça dele com pensamentos que sua avó com certeza consideraria muito mais do que pecaminosos. “O Diabo roubou e possuiu meu netinho com pensamentos do inferno!”, diria ela. A imagem da avó maníaca religiosa o fez soltar uma gargalhada que arrancou olhares curiosos de um grupo de amigas sentadas duas fileiras abaixo que soltaram risadinhas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas fofocavam e riam, jogando todo o charme possível para os atléticos jogadores de futebol. Deviam estar imaginando a mesma coisa que ele, sentindo o sangue correr por cada veia do corpo, causando um efeito eufórico e ansioso como quando ele estava nervoso antes de uma apresentação de trabalho misturado com a sensação de ver alguém pelo qual estava apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se apaixonava muito fácil. E também era fácil se apaixonar por ele, homens e mulheres. Era alto com seus 1,80 de altura e postura charmosa. Apesar de não ser muito atlético, tinha um porte elegante e esguio, digno de realeza. Os cabelos estavam sempre bem cortados, deixando fios lisos e pretos repicados com leveza que caiam charmosamente nos olhos escuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo era tão brilhante e sedoso que dava vontade de por a mão, só para ver se era de verdade. O rosto era firme e quadrado, porém um pouco delicado, com seus lábios finos e vermelhos e nariz pontudo e perfeito no conjunto. Era um jovem bonito que chamava a atenção de quem ele quisesse: homens, mulheres, gays, bi ou héteros. Era impossível não olhar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por isso ele não decidia. Não dava! Com tanta gente o desejando ele não poderia escolher. O ser humano era tão maravilhosamente perfeito e único que ele não podia e nem queria escolher. Ele achava que ter preferências não combinava com ele. Pra quê? Se ele poderia ter tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava para escolher entre aquelas jovens delicadas que clamavam por sua proteção, ou por aqueles homens deliciosos e tão perfeitos quanto ele, que também eram impossíveis de não serem admirados e desejados. Enquanto sorria misteriosamente para as mocinhas sentadas nas fileiras abaixo, observava os jogadores suados e ofegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não precisava se decidir. Queria todos! Estava tão apaixonado pela vida, pelo ser humano, que não pensava em tipos físicos, cor, sexo, não tinha preconceitos. “No fundo é todo mundo igual. Vamos todos ser caveiras que vão acabar virando pó um dia”, pensou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o celular e marcou um encontro depois da aula com um ex-namorado, mas também amigo colorido, daqueles que sempre quebram o galho. Depois recolheu seus livros de sociologia e desceu algumas fileiras. Foi dar toda a atenção que aquelas belas jovens estavam implorando. Ele não precisava decidir. E definitivamente não iria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3140434949724193329?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3140434949724193329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/sem-preconceito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3140434949724193329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3140434949724193329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/04/sem-preconceito.html' title='Sem preconceito'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5875896085903587685</id><published>2010-03-29T14:50:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T14:50:34.031-07:00</updated><title type='text'>Novos valores</title><content type='html'>Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da conquista, Beatriz dava aula de charme, beleza, discrição e sedução. Ninguém resistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se destacava e era sempre a mais cobiçada profissional do sexo no Leblon. Com 1,65m atraía todos os olhares quando calçava um salto 12cm, soltava os negros e longos cabelos que, de tão liso não parava presilha alguma, e se produzia para mais uma noite de trabalho. Tática infalível. Todos a desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Bia era diferente das demais. Escolhia seus homens criteriosamente antes de incluí-los na sua lista de clientes. Tinha que lhe agradar em diversos aspectos, caso contrário, dispensava trabalho mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudante de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a moça de 23 anos era bastante dedicada aos estudos, afinal foram dois anos ralando, durante as horas vagas na pastelaria de seu pai, e estudando freneticamente para passar no vestibular e ir morar na capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforço recompensado, Beatriz precisava se preocupar com seus gastos de universitária. Todo dia era festa e curtição. Bancar isso não era fácil. As duas colegas com quem dividia o quarto na casa dos estudantes eram mimadas e ganhavam uma gorda mesada dos pais, Bia só recebia o suficiente para se alimentar e pagar pequenas despesas pessoais. Letícia e Fabiana todas as noites convencia Beatriz a ir com elas para baladas enquanto se arrumavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bia começou a não ter mais dinheiro para comer bem todos os dias. Passava a semana comendo macarrão instantâneo para poder conseguir estar presentes em todas as festas. Sua saúde foi ficando frágil, foi internada por anemia, desenvolveu uma úlcera. Decidiu que encontraria uma forma de ganhar dinheiro para manter a saúde e não se sentir envergonhada, incomodada e excluída por não conseguir acompanhar a badalada vida das colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma tarde, quando saiu para passear e fazer os exercícios diários, percebeu que muitos homens também freqüentavam o Leblon, e reparou que a maioria deles se vestiam com roupas caras e iam embora de carro importado. Eles eram atraentes e não paravam de olhar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando teve a idéia de seduzi-los e cobrar-lhes por sua companhia e serviço. Com sua beleza estonteante, impunha regras a seus clientes e todos obedeciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fazia programas com quem não tivesse dinheiro, não fosse casado e nem elegante. Na hora da “H” era ela quem comandava a situação. Deixava os homens loucos e enfeitiçados, pois além dos estudos medicinais, Bia ocupava seu tempo com estudos sobre sexo. Ficou expert no assunto e garantiu a preferência de seus clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas que moravam junto com Beatriz nunca desconfiaram de seu ofício. Até porque não a viam com vários homens diferentes, já que ela era bastante rígida em sua seleção. Além disso, cobrava caro para não precisar fazer vários programas e levantar suspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, em um de seus “encontros”, Bia despertou por Eduardo uma paixão, que foi correspondida. Ele tinha um toque especial que encantou a deslumbrante moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu era lindo, e obviamente rico. Esbanjava carisma, simpatia e sedução. Beatriz engatou o namoro com o rapaz. Estava perdidamente apaixonada. Parou de trabalhar e Eduardo pagava todas as despesas da amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo que o envolvente rapaz escondia era que nunca conseguiu resistir a uma mulher bonita. Jogou todo seu charme e conquistou Fabiana e Letícia. Ambas se tiveram um caso com Edu, afinal ele era irresistivelmente encantador e milionário. Manteve um relacionamento com as três, sem que Bia desconfiasse de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um maravilhoso e relaxante final de semana em Angra dos Reis, Beatriz teve a maior decepção de sua vida. Ao sair para um passeio de lancha com o amado, esqueceu sua máquina fotográfica em casa, e seu celular estava sem bateria. Bia, com a maior inocência, pois não tinha o costume de vigiar o namorado, pegou o celular dele para registrar aqueles belos momentos. Edu não percebeu que era seu celular que a namorada usava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgada, ao final da tarde Bia começou a rever todas as fotos que tinha tirado. E sem se tocar começou a ver imagens de outros dias de Eduardo. Para sua surpresa e decepção, ela encontrou uma foto do amado com Fabiana, se beijando. E várias outras, com outras mulheres, onde ele as abraçava e segurava em seu colo. E entre tantas, mais uma apunhalada. Letícia também se envolvera com Edu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz foi embora sem que o canalha de seu namorado percebesse. Chegando em casa, foi até o quarto de Fabiana, que estava dormindo, picotou todo o cabelo da traidora. Em seguida, estava em busca de Letícia quando a encontrou no corredor. A garota veio sorridente em direção a Bia e tentou abraçá-la. Beatriz se desviou do abraço e não falou uma palavra sequer. Foi para o quarto, arrumou suas coisas, e quando estava na porta de casa, colocou suas malas no chão, foi até o quarto de Letícia, lhe deu um tapa na cara, virou as costas e foi embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A único vestígio que Bia deixou foi um recado para cada um que traiu ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que julgar as pessoas sendo que, hipocritamente, no final todo mundo acaba se vendendo por dinheiro, beleza, ou qualquer outro fator?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5875896085903587685?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5875896085903587685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/novos-valores.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5875896085903587685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5875896085903587685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/novos-valores.html' title='Novos valores'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7327584609342071311</id><published>2010-03-24T09:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T07:23:19.087-07:00</updated><title type='text'>Blog da Quinzena</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span id="goog_2072865803"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865805"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865806"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865807"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865808"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865809"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865810"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865811"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865812"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865813"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865814"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865815"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865816"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865817"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865818"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865819"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865820"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865822"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865823"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865824"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2072865825"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545766"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545767"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545768"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545769"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545770"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1686545771"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img border="0" height="55" nt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S7nv9OEYKYI/AAAAAAAAAFE/YltCC6A6dTk/s320/redatorasdemerda.jpg" width="320" /&gt;&lt;span id="goog_2072865804"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Galera, estamos mudando, agora é blog da quinzena! Afinal, os blogs que nós escolhemos são tão bons que merecem uma semana a mais como homenageado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dessa quinzena é um blog que inspirou a gente a começar o Delírios: &lt;a href="http://redatorasdemerda.blogspot.com/"&gt;Redatoras de Merda&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, sério, é o máximo! O perfil do blog é bem parecido com o nosso, apenas contos e crônicas. os assuntos são os mais variados, mas geralmente é sobre o que a gente também mais gosta de falar, relacionamentos, coração, amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale muitooooooooooooooooo a pena conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7327584609342071311?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7327584609342071311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-quinzena.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7327584609342071311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7327584609342071311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-quinzena.html' title='Blog da Quinzena'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S7nv9OEYKYI/AAAAAAAAAFE/YltCC6A6dTk/s72-c/redatorasdemerda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2336837531999166573</id><published>2010-03-19T09:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T09:36:16.341-07:00</updated><title type='text'>Pra sempre?</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu coração disparou de uma maneira que parecia estar prestes a sair pela boca. Ele estava logo ali, do outro lado da rua, em frente a uma banca de revistas. Provavelmente comprando cigarros ou uma daquelas revistas que ele gostava, com muita mulher pelada com cara de vadia. &lt;br /&gt;O fluxo de carros era intenso. A via de mão dupla não parava por um minuto sequer naquele horário de rush, às seis da tarde. Ela estava prestes a atravessar para o outro lado quando o avistou. Não podia ser vista por ele de maneira alguma. Ainda bem que o viu a tempo de mudar de caminho.  &lt;br /&gt;Engraçado como esses caminhos, que agora não podiam se cruzar, haviam sido o mesmo há um ano. Era um amor sem limites, de infância. Os dois ficaram juntos por sete anos. Eram amigos, irmãos. Cresceram e se descobriram juntos. O que eles tinham era puro, natural.&lt;br /&gt;E foi esse o problema. Juntos desde os 13 anos era impossível não saber exatamente do que o outro gostava, ou queria. Eles nem precisavam trocar palavras para conversar. Pode parecer legal na teoria, mas na prática não funcionava. Quer dizer, para ela sim, e pelo visto para ele não.&lt;br /&gt;Pouco antes de terminarem o namoro, ela descobriu que ele estava saindo com uma mocinha da turma dele na faculdade há cerca de seis meses. Uma de suas amigas fofoqueiras que a havia informado. “A irmã da prima de uma amiga minha é da sala deles”, contou a informante.&lt;br /&gt;Foi demais para acreditar. Ela dedicava-se inteiramente a ele. Tinha prometido toda a sua vida a ele. Não dava para engolir, e ela preferiu fingir que nunca havia escutado nada a respeito, afinal ele continuava o mesmo com ela. Além disso, eles eram feitos um para o outro, e iam se casar assim que terminassem a faculdade. &lt;br /&gt;Foi quando veio a confirmação. Os dois estudavam em lugares diferentes e em horários diferentes, e se viam quase que exclusivamente aos finais de semana. Mas naquele dia ela teve saudades e decidiu fazer aqueles biscoitos que ele adorava para surpreendê-lo no intervalo de suas aulas. &lt;br /&gt;Pelo horário, ele só poderia estar na cantina. E estava mesmo, como sempre. Mas não estava sozinho. O rosto estava a menos de um palmo de distância do rosto da outra. . As mãos entrelaçadas eram quase que uma só, e o olhar era de menino apaixonado. Até havia se esquecido daquele olhar. Doeu ver aquilo, mas foi embora sem falar nada.&lt;br /&gt;Deixou a caixinha de biscoitos com a mãe dele, junto com uma carta terminando tudo. Ele ligou insistentemente para ela por quatro longos e sofridos meses. Procurou-a na faculdade, em sua casa, mas eles não se encontraram. Ela preferiu assim. E agora ele estava ali, apenas a alguns metros dela.&lt;br /&gt;Apesar de não terem mais nada, eles nunca haviam conversado sobre o fim do relacionamento. Ela sofreu sozinha por todo aquele ano em que não se falaram. Mas ela não queria ser vista por ele, não fazia sentido ter que cumprimentá-lo casualmente, como alguém sem importância.&lt;br /&gt;O coração doeu como naquele dia em que o avistou com a outra. E disparou também, daquele mesmo jeito que disparava quando o via chegando perto dela no recreio da escola. Perguntou a si mesma se ele e aquela menina ainda estavam juntos. Torceu para estarem, e para serem felizes.&lt;br /&gt;Mesmo querendo ir embora dali, suas pernas insistiram em ficar alguns segundos travadas. Era ainda mais triste vê-lo e ignorá-lo. Como se sete anos não significassem nada, como se eles nem se conhecessem. Depois que saiu daquele transe, mudou sua rota, e partiu por um caminho contrário ao dele. Ela sabia que ele também iria preferir assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2336837531999166573?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2336837531999166573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/pra-sempre.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2336837531999166573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2336837531999166573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/pra-sempre.html' title='Pra sempre?'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5270836053135601263</id><published>2010-03-16T07:52:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T07:52:45.641-07:00</updated><title type='text'>Blue Key</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style=" ;font-family:Georgia, serif;font-size:16px;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QHYgYF4_sk/S5-Z3WikSyI/AAAAAAAAAZU/6_GHleo0Zt8/s1600-h/apagar+1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449243250364009250" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QHYgYF4_sk/S5-Z3WikSyI/AAAAAAAAAZU/6_GHleo0Zt8/s200/apagar+1.jpg" style="float: right; height: 200px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Camila já não entendia como fora parar ali. Tudo parecia tão distante agora. Olhava-se no espelho e não acreditava que aquela carinha de menina ainda estava ali apesar de todos os anos que se passaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Como eu sou velha para uma garota de apenas 20 anos” – disse para si.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A essa altura tudo começara a ser questionado. Teria feito a coisa certa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estava passeando no shopping com as amigas naquele dia. A calça era novinha em folha e, apesar de não ter dinheiro algum, conseguira comprá-la na promoção de ponta de estoque em algumas vezes no cartão da mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tentava se manter sempre atualizada, na moda, na “onda”. Apesar de ser a única de classe média da turma ela tentava de tudo para parecer “cool” como as outras garotas de sua idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Camila não era grande coisa, mas sua estatura chamava atenção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não agüento mais ser a girafa da turma, por que eu tenho que ser tão alta com apenas 13 anos hein?” – perguntava para Aline, sua melhor amiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não sei do que você reclama, quando você ficar mais velha vai agradecer ser alta assim, dizem que encolhemos quando velhos” – respondeu a amiga. Detalhe: era muito baixinha para sua idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na praça de alimentação do shopping havia uma sorveteria onde as meninas foram sentar e conversar. Ela não sabia, mas sua vida estava para mudar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Oi, meu nome é George, gostaria de entrevistá-la” – disse de repente um homem alto com mechas azuis no cabelo e um anel grande de caveira, vestia um blazer preto com uma calça jeans bem alinhada com o sapatênis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Porque me entrevistar? Eu sou motivo de sarro agora?” – respondeu ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Modelo, acho que você pode se tornar uma. E das boas.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Mas para isso tem que ser perfeita, eu não sou isso aí.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A perfeição não existe, tudo é criado pelo homem querida.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E agora estava ali, parada em frente à janela onde vazava o cheiro gélido dos jardins do Chateau Frontenac. Ao longe as luzes de natal eram incontáveis nos Champs-Elysees e nas avenidas que cobriam Paris. Será que teria feito a coisa certa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando tinha 13 anos fez sua primeira aparição: uma revista local. As fotos ficaram ótimas e George resolveu levá-la para São Paulo. Tudo fora difícil no começo, havia completado 14 anos a pouco tempo e ainda não sabia o que deveria fazer. Mas George cuidou bem dela, ensinou a desfilar, a estudar moda, postura, etiqueta, construiu um &lt;i&gt;network &lt;/i&gt;para ela e até mesmo a levava para passear e fazer compras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo ela fora crescendo, tanto de tamanho como no mundo da moda. Suas fotos já eram estampadas em revistas como &lt;i&gt;Nova, Cláudia, Capricho, TPM e Marie Clair, &lt;/i&gt;entre outras. A imagem de mulher já formara uma pequena menina de 15 anos. Ela já era desejada e poderosa de acordo com as entrevistas, revistas, fotos e &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt; da internet.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não suportava essa vida de modelo, odiava ter que ficar longe das amigas e da família. Dois anos se passara, mas ela não acostumara-se com tudo isso, na verdade só agüentava por que algo maior a prendia ali: George.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com seu jeito de vestir ele tentava aparentar ser mais velho do que era, mas 25 já era uma idade meio “avançada” para uma garotinha de 15 anos, e uma idade elevada para um modelo, por isso virara produtor. Ela não se importava com isso. E nem ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entre os desfiles na passarela e algumas seções de fotos, os dois começaram um caso de amor, de confiança, de cumplicidade e sexo. A fama era cada vez maior, entrevistas para revistas como&lt;i&gt;Vanity Fair, Vogue, Cosmopolitan, People, Loggia, Elle&lt;/i&gt; e etc. eram comuns. Desfiles para grifes internacionais era cotidiano: &lt;i&gt;Dolce &amp;amp; Gabbana, Louis Vuitton, H&amp;amp;m, Hermes, Gucci, Cartier, Zara, Chanel, Esprit.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em pouco tempo Camila conheceu o mundo inteiro, desde coquetéis em luxuosos hotéis em Paris, como festas em Tokyo, reuniões &lt;st1:personname productid="em New York" st="on"&gt;em New York&lt;/st1:personname&gt;, resorts em Sydney, passeios em Londres, compras em Milão, México, Peru, Rússia, Alemanha, Tailândia, África do Sul, Marrocos, Grécia, Espanha... ela era famosa e rica, finalmente rica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;George estava estranho agora que ia se formar na Scuola Leonardo da Vinci em Milão, resolvera virar estilista para lançar sua grife. Camila o apoiava em todos os aspectos. Chegou a fazer sucesso nas festas em que ia com algumas das roupas que ele desenhara exclusivamente para ela. Mas ele estava diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo sua vida de modelo foi aumentando na Europa, era o auge da sua carreira, agora tinha 18 anos e tudo em suas mãos, ou quase tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Vou me mudar” – anunciou George.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Para onde vamos?” – respondeu ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Eu vou. Você fica.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não estou entendendo George” – a voz aflita saía de sua boca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Você precisa ficar aqui. Sua vida está aqui na Europa. Estou me mudando para os Estados Unidos, pretendo terminar meus estudos por lá, recebi uma ótima proposta.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar das lágrimas começarem a congestionar seus olhos e a garganta, ela se virou e foi trabalhar. Ela sabia que ele não estaria lá quando ela voltasse, mesmo assim seguiu adiante. Sua vida deveria seguir em frente, ela não deveria ficar sempre à sombra de George.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora que voltara para o quarto de hotel em Paris percebera o quanto tudo estava silencioso e, pela primeira vez em anos, se sentiu abandonada, solitária, triste. Era dezembro e a cidade estava repleta de neve e, mesmo com a baixa temperatura, abriu uma das janelas e ficou admirando os Champs-Elysees. Teria feito a coisa certa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Teria tomado a decisão certa quando cedeu aquela primeira entrevista à George? Ou quando os pais a deixaram seguir sua carreira? Quando abandonou a família e as amigas para ir em busca de um sonho?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sonho. Agora que estava sozinha não parecia tão bom. Era uma mulher magra demais, alta demais, triste demais. “Nada disso foi o que eu imaginei pra mim.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora não tinha volta, tudo já havia acontecido, a solução era seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passados três anos a grife de George fazia fama mundial, &lt;i&gt;Du Poir &lt;/i&gt;era uma das marcas mais caras do mundo. Tudo havia sido superado. “O jovem estilista George Du Poir foi encontrado morto hoje em seu apartamento na Quinta Avenida de New York.Segundo relatório da polícia ele sofrera um ataque cardíaco enquanto dormia...”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As palavras entraram em sua mente como mil facas cortando sua pele. O coração pulsava enquanto ela tentava encontrar um lugar onde sentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“E agora?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seu celular toca e ela vê a mensagem recebida: “Querida, você sabe que eu sempre te amei, está na hora de te dar todo o esforço da minha vida. Espero que goste. Do seu amado George”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sem dizer uma palavra ela abriu a porta que era socada por um homem alto e de aspecto doentio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A Senhorita é Camila?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Sim”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Isto é para a senhorita” – entregou um envelope com uma chave. Uma estranha chave em formato de borboleta azul com pedras azuis e detalhes dourados. Dizia: “BOX 45, PORTO DA MARINHA”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aos tropeços ela correu para lá. Em um daqueles enormes &lt;i&gt;containers&lt;/i&gt; havia uma fechadura prata. Ela esperou alguns minutos, com medo de ver o que havia dentro. Ficou ali observando-o calada, ouvindo as ondas baterem contra os navios ancorados no porto. Seu sono foi leve e agradável. George aparecia nele. Nunca se esquecera. Nem um minuto sequer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando acordou era tarde. Tudo estava escuro. Ela finalmente resolveu abri-lo. Com um clique suave as portas foram destrancadas e lá dentro, havia toda a coleção de roupas que George desenhara. Todas com desenhos rabiscados em uma modelo perfeitamente como ela. Aliás, era ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que fizera durante estes anos foi desenhar roupas e acessórios que combinariam com Camila, com seu jeito, com seus pensamentos, ações, atitudes, movimentos e etc. E mesmo que tudo fosse sombra, Camila sabia que não estava sozinha. Nunca esteve. George sempre iria amá-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Camila usou em seu casamento o vestido que o ex-namorado fizera. Abandonara a vida de modelo, estava farta de aparentar ser o que não era, de passar fome, de ficar noites sem dormir, meses sem ver a família e tudo isso pra quê? Para ensinar às jovens que ser bela é ser magra, alta, rica, sensual, poderosa, inteligente... perfeita?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A perfeição não existe, tudo é criado pelo homem querida”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5270836053135601263?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5270836053135601263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blue-key.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5270836053135601263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5270836053135601263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blue-key.html' title='Blue Key'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QHYgYF4_sk/S5-Z3WikSyI/AAAAAAAAAZU/6_GHleo0Zt8/s72-c/apagar+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2085152288635124100</id><published>2010-03-08T06:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T09:06:07.882-08:00</updated><title type='text'>Blog da Semana</title><content type='html'>Galeraaaa&lt;br /&gt;O Blog dessa semana é de um cara que escreve pra "caralho" (com perdão da palavra)!&lt;br /&gt;Selecionamos o &lt;a href="http://infinito-pauloborges.blogspot.com/"&gt;Infinito Particular&lt;/a&gt;, de Paulo Borges, jornalista e colunista, apaixonado por esporte, que concentra seus textos geralmente nesse assunto, mas não abre mão de falar das coisas do mundo. &lt;br /&gt;Ele está sempre preocupado com o que acontece ao redor, e agora como repórter da editoria "polícia", tem convivido com história tristes, que ele&amp;nbsp;conta para o seu leitor por meio de ótimas crônicas.&lt;br /&gt;Ha! Sem contar o filho dele, que é um dos grandes personagens do blog.&lt;br /&gt;Parabéns pelo&amp;nbsp;trabalho Paulo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://infinito-pauloborges.blogspot.com/"&gt;&lt;img border="0" height="123" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S5UHlG4bEcI/AAAAAAAAAFA/gJ8dNevF77Q/s400/Infinito.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena conferir galera!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2085152288635124100?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2085152288635124100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-semana_08.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2085152288635124100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2085152288635124100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-semana_08.html' title='Blog da Semana'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S5UHlG4bEcI/AAAAAAAAAFA/gJ8dNevF77Q/s72-c/Infinito.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-155964969589910737</id><published>2010-03-06T06:37:00.000-08:00</published><updated>2010-05-10T12:39:05.329-07:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Por Sarah Menezes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os olhos se abrem, e nesse momento Luciano sente uma forte dor na cabeça, como se ela estivesse sendo martelada e fincada por um prego enorme. Ele tenta se concentrar para aliviar a dor, começa a reparar no quarto escuro, que era composto por mais três camas, uma ao lado da outra, todas vazias.&lt;br /&gt;O silêncio penetrou em sua, e em um piscar de olhos ele se deu conta que estava preso por um pano branco, que imobilizava seus braços. Começou a se debater, a lutar para se livrar daquilo, e de repente percebeu que não conhecia o lugar onde estava. E com os pensamentos fervilhando não conseguiu entender nada. Aos poucos foi adormecendo por causa do efeito do sedativo que usaram para tranqüilizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora do quarto estavam Paulo e Isabel, pais de Luciano, conversando com a equipe médica da clínica para pessoas com transtornos mentais. Ficaram ali à espera de notícias do filho e para receber orientações de como deveriam agir a partir daquele momento, pois haviam acabado de internar seu filho por acreditarem que a saúde mental dele não estava boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano, em outras oportunidades, tinha mostrado total descontrole ao tentar asfixiar a irmãzinha em uma briga, ao agredir a mãe, dando-lhe murro e ponta-pé em uma discussão, e ao ameaçar o pai com um canivete por não aceitar a proibição de pegar o carro, já que na semana anterior havia batido o veículo após uma briga com a namorada Daniela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o jovem rapaz de 23 anos extrapolou todos os limites quando sua namorada resolveu por um ponto final no romance dos dois, revelando que não agüentava mais seus descontroles e que estava apaixonada por outro. Luciano perdeu todo o senso, batendo em Daniela até ela ficar toda machucada e inconsciente. Quando viu o que tinha feito começou a berrar e a correr pelas movimentadas ruas de São Paulo. Gritava o nome da amada e coisas sem sentido. Chegou em casa e foi direto para o armário na cozinha onde se encontravam alguns venenos. Queria dar um fim em sua loucura, descontrole e dor. Mas sua mãe chegou a tempo de impedi-lo, mas vendo-o naquela situação deprimente mais uma vez, optou por interná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Quando Luciano recobrou totalmente a consciência e já não estava mais sob efeito do sedativo, percebeu que se encontrava numa clínica para loucos, pois dentro de seu quarto havia mais três pessoas, um que segurava um chaveiro na mão, murmurava coisas incompreensíveis e soltava saliva pelos cantos da boca, o outro se mantinha deitado e quieto na cama, com os olhos arregalados e fixos em um crucifixo pendurado na parede, e o último estava ao seu lado, cutucando-o e perguntando repetitivamente qual era o nome de Luciano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira intenção foi fugir daquele lugar, pois não aceitava estar ali. Achou todo o seu descontrole natural, pois era perdidamente apaixonado por Daniela. Mas com o passar dos dias Luciano começou a compreender que estava fazendo mal a todos ao seu redor e a ele mesmo, pois não conseguia encontrar paz. E ali, dentro daquele lugar onde qualquer um teme estar um dia, ele se sentiu tranquilo. Criou uma admiração e respeito por aqueles que eram tão diferentes, e soube que ali seria seu lugar para sempre, estando curado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Luciano seguiu o tratamento corretamente, tomava os remédios, freqüentava as consultas com o psiquiatra, participava dos cursos, eventos e de todas as atividades propostas pela clínica, e se sentia inteiramente bem e confortável quando estava em companhia dos outros pacientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Depois de nove meses, o filho de Paulo e Isabel ganhou alta da clínica e eles foram até lá buscá-lo. A despedida para Luciano foi muito bonita e cheia de chororô pela falta que sentiriam dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Dentro do carro Luciano segui quieto por uma boa parte do caminho até sua casa. Seus pais não paravam de indagá-lo. Eram perguntas sobre o presente futuro e passado. Eram cobranças do que viria de bom dali para frente. E em um subto ataque de nervosismo o jovem rapaz pula para o banco da frente e começa a se debater com seus pais, sem peceber que estavam na avenida mais movimentada da cidade. Paulo perde o controle e entra na frente de outro automóvel, que em alta velocidade não consegue frear e bate. Pai mãe e filho, mortos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-155964969589910737?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/155964969589910737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/recomeco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/155964969589910737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/155964969589910737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/recomeco.html' title='Recomeço'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7068605173541555825</id><published>2010-03-06T06:35:00.000-08:00</published><updated>2010-03-06T06:35:31.092-08:00</updated><title type='text'>De volta!</title><content type='html'>Olááá galera!&lt;br /&gt;Através desse post venho dizer que estou na ativa de novo no blog, queria me desculpar pela ausência.&lt;br /&gt;Agora estamos a todo vapor para ganharmos a Intercon 2010.&lt;br /&gt;A novidade do "Blog da Semana" é demais! Aqui vocês terão a oportunidade de divulgarem mais ainda suas&amp;nbsp;idéias. Envie o link do seu blog e fique sempre atento no &lt;em&gt;Delírios, &lt;/em&gt;pois o proximo blog em destaque pode ser o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, Sarah Menezes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7068605173541555825?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7068605173541555825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/de-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7068605173541555825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7068605173541555825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/de-volta.html' title='De volta!'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3020583967149363262</id><published>2010-03-01T15:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T15:59:15.997-08:00</updated><title type='text'>Blog da Semana</title><content type='html'>A partir de hoje, nós vamos escolher semanalmente blogs interessantes que merecem visitas.&lt;br /&gt;Os interessados em aparecer, podem nos enviar o link, quem sabe o próximo blogueiro da semana pode ser você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4xUtBPnPtI/AAAAAAAAAE4/kKA51FcIfTs/s1600-h/dacerto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="159" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4xUtBPnPtI/AAAAAAAAAE4/kKA51FcIfTs/s320/dacerto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O blog dessa semana é o Vinagrete Social, do aluno de jornalismo, Bruno Maffei.&lt;br /&gt;O blogueiro posta textos de autoria própria sobre vários assuntos, ele garante que sua preferência está em escrever crônicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vale a pena conferir!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse: http://www.vinagretesocial.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3020583967149363262?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3020583967149363262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-semana.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3020583967149363262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3020583967149363262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/03/blog-da-semana.html' title='Blog da Semana'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4xUtBPnPtI/AAAAAAAAAE4/kKA51FcIfTs/s72-c/dacerto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4190357545847208159</id><published>2010-02-26T09:48:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T05:12:03.974-08:00</updated><title type='text'>Anti antitabagismo</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que ele foi elegante, a estrela mais famosa e cobiçada de Hollywood. Quem nunca viu filmes em que a conversa entre dois amantes só teve início graças ao ato de acender um cigarro? E convenhamos, qualquer mulher iria querer Montgomery Cliff (considerado um dos astros mais bonitos na história Hollywoodiana), no auge da juventude, beleza e sucesso, correndo com seus fósforos na telinha do cinema para acender a brasa do tabaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante como a postura em relação ao cigarro mudou em um tempo relativamente curto. Hoje, ele não passa de um vilão dos piores.&amp;nbsp;O que antes era sinônimo de glamour, agora representa a solidão e o sofrimento. Mas não para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus que me livre tentar defender o vilão da história, e nem quero, aliás, como uma fumante assumida, garanto que já estou cansada de saber os problemas causados por esse produto, e como se já não bastasse, ainda recebo lembretes insistentes dos não-fumantes: “Larga disso! Isso ai faz mal!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom! Como se eu não soubesse. Mas obrigada mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso, é que graças ao cigarro estou em um emprego que muitos matariam para estar. Explico-me. Fumantes tendem a se identificar com outros fumantes, é como de fôssemos uma comunidade unida. Por exemplo, quem fuma sabe o desespero de ter um maço cheio, mas nenhum isqueiro, e quando finalmente achamos um, a pessoa que ofereceu é digna de gratidão eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha sorte, a pessoa que me entrevistou também era fumante, mas antes de ficar sabendo disso, ela me mandou aquela pergunta de praxe ao longo da entrevista: “Você fuma?”. Completamente embaraçada, não conseguia me decidir entre a verdade e a mentira, todos os avisos de como o cigarro era o vilão, fazia mal, e só trazia angústia e infelicidade, ficaram sobrevoando minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu queria muito aquele emprego, não podia me dar ao luxo de estragar tudo e começar uma relação baseada em mentiras, então falei quase que vomitando as palavras: “Fumo”. Foi a primeira vez que assumi o meu vício em uma entrevista de emprego, o que foi uma experiência no mínimo libertadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais segura de mim e assumindo total responsabilidade sob o que poderia acontecer, repeti “Fumo!”. Percebendo meu embaraço com a situação, a entrevistadora solidarizou-se dizendo: “Eu também”. Foi o suficiente para ficarmos na mesma sintonia, e a entrevista fluir como uma conversa. E aqui estou eu: Contratada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nem todo mundo conseguiria ter a mesma sorte que eu, então para os não-fumantes o meu conselho é: Permaneçam assim! E tá legal, eu confesso, talvez não tenha sido graças ao cigarro, vai vê eu me encaixei mesmo no perfil da empresa, mas sendo uma fumante que tenta largar o vício todo mês, preferi acreditar que ele foi o mocinho, pelo menos desta vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe como é, diz a sabedoria popular que a gente gosta mesmo é do que não presta, e quem sou eu para discutir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4190357545847208159?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4190357545847208159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/anti-antitabagismo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4190357545847208159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4190357545847208159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/anti-antitabagismo.html' title='Anti antitabagismo'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-998617547212600402</id><published>2010-02-26T06:59:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T09:47:35.061-08:00</updated><title type='text'>É nóis no Conecta!</title><content type='html'>Bom galera, é com muito orgulho que informamos que fomos citadas no Conecta, um newsletter do curso de comunicação social da Uniube, que é enviado para todos os profissionais e alunos da área.&lt;br /&gt;O nosso próximo passo é ganharmos a Intercom 2010!&lt;br /&gt;Torçam por nós!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4fheGn5bwI/AAAAAAAAAE0/4ZV6raCDxvE/s1600-h/coneta2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="482" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4fheGn5bwI/AAAAAAAAAE0/4ZV6raCDxvE/s640/coneta2.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-998617547212600402?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/998617547212600402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/e-nois-no-conecta.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/998617547212600402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/998617547212600402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/e-nois-no-conecta.html' title='É nóis no Conecta!'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4fheGn5bwI/AAAAAAAAAE0/4ZV6raCDxvE/s72-c/coneta2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5404908646700073418</id><published>2010-02-22T06:57:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T06:58:00.354-08:00</updated><title type='text'>Será que é?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Será a vida universitária um Axé Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Exatamente, será mesmo que as relações entre os jovens devem realmente limitar-se entre o "me-beija-na-boca" e "me-leva-pra-cama"?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4KbK1MAz3I/AAAAAAAAAEo/JlUj3JUHa98/s1600-h/apagar%204.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4KbK1MAz3I/AAAAAAAAAEo/JlUj3JUHa98/s320/apagar%204.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Às vezes tenho a impressão de que o mundo vai acabar em festa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A modernidade trouxe com ela mudanças bem significativas e comportamentos mais estranhos ainda. Por mais que tenhamos que observar e tentar sugar ou filtrar alguma explicação sobre o comportamento em pauta, com o tempo torna-se impossível e claro aos nossos olhos que tudo não passa de uma trama inexplicável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Talvez tenhamos tendência a acreditar que vulgaridade é atitude adulta e, portanto, o importante torna-se aumentar o máximo possível o número de pessoas que beijamos na boca e levamos pra cama, na esperança de que isso te torne "experiente" ou pelo menos famoso entre as rodas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Digo pessoas por que o mundo não tem um preconceito absurdo como antigamente, ainda é aterrorizante o quanto de preconceito ainda existe, mas nos grandes centros ou pelo menos um pequeno grupo em cada cidade acredita em vertentes diferentes e, no caso, estamos falando do homossexualismo. O número de nomes que se junta à listinha de beijos e sexo também inclui experiências homossexuais, bissexuais, transsexuais e etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fazemos o que temos vontade e julgamos o próximo por cometer as mesmas atitudes. Homens não gostam de mulheres "rodadas", mas eles podem ser "garanhões". Mulheres nunca admitem que são "rodadas" mas também são hipócritas quando decidem dar tudo de si a um desses "garanhões", pois foi este mesmo "garanhão" que chamou você de "rodada" quando teve algo contigo. Ou seja, não querem ser vulgarizadas mas também não implicam o preconceito com os homens o mesmo da mulher, talvez o dia que perceberem isso as coisas possam andar-pra-frente, ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não por que creio que o mundo se tornou um Axé Brasil quando elas se deram conta disso e decidiram, ao invés de optar pela inteligência, optar por serem iguais. Igualmente "rodadas", igualmente "pegadoras", igualmente "espertas", igualmente "vividas" e etc., mas se esqueceram que o julgamento não é "igual".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As pegadoras se tornam "pervas", as espertas se tornam "burras", as vividas se tornam "rodadas-demais-para-pegar-de-novo" e com isso elas se tornam apenas "pegáveis-para-levar-para-a-cama-e-nunca-sair-em-público".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Com o simples pensamento de que o mundo vai acabar a amanhã então vamos fazer festa, o Governo acaba lucrando, pois a economia do país gira quando apenas um desses estudantes decide gastar em média 900 reais em quatro dias de carnaval, ou então quando decidem fazer 366 festas nos 365 dias do ano e, para isso, são necessárias bebidas, decoração, publicidade e etc., isso faz a economia ir pra frente (e os jovens para trás).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Enfim, acorde pessoal, o mundo vai acabar, mas não vai ser em festa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Pegue" moderadamente, a modernidade não está no tamanho da liberdade e sim na construção de seu marketing pessoal. Pense!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5404908646700073418?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5404908646700073418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/sera-que-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5404908646700073418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5404908646700073418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/02/sera-que-e.html' title='Será que é?'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S4KbK1MAz3I/AAAAAAAAAEo/JlUj3JUHa98/s72-c/apagar%204.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4000129818478740412</id><published>2010-01-11T11:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T10:17:51.813-08:00</updated><title type='text'>O casamento</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0uAeR2bnuI/AAAAAAAAAEk/mRcHcB1SlgQ/s1600-h/noiva1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0uAeR2bnuI/AAAAAAAAAEk/mRcHcB1SlgQ/s200/noiva1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Deu mais uma boa olhada no espelho. A sala era gigante e bonita, com espelhos por todos os lados emoldurados de madeira. No centro, uma mesa com morangos, sua fruta predileta, e champagne, que segundo sua mãe iria ajudá-la a relaxar. Em volta da mesa ficavam um sofá imenso de couro preto e duas poltronas que pareciam extremamente confortáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de encher uma taça até a borda, ela afundou-se em uma das poltronas, levantou as milhares de camadas do vestido branco e esticou os pés sob a mesa, avaliando se aquela havia sido realmente a decisão certa. Lembrou do pedido de casamento. Lindo. Lucas ajoelhou e fez exatamente como manda a tradição. Ela não conseguia decidir o que mais a atraiu na hora: a idéia do casamento ou a pequenina caixa da Tiffany´s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles namoravam desde o colegial, e Lucas havia sido o único homem em sua vida. Sim. Ela era apaixonada por ele, mas era pecado desejar outro homem que não fosse Lucas? Encheu outra taça de champagne, pegou um morango e continuou imersa em seus pensamentos. Será que Lucas era bom de cama mesmo, ou é porque ela nunca havia provado outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias dúvidas enchiam a cabeça de Estela. Ela estava ali, naquela sala tão bonita, toda arrumada. O cabelo curto estava preso em um meio-rabo que a deixava com a aparência muito refinada. Um pequeno arranjo de flores brancas davam o acabamento nas madeixas. O vestido tomara-que-caia era colado até a cintura e abria formando uma linda e delicada armação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ela queria tudo aquilo? Vinte e seis anos, formada em direito, fluente em inglês, italiano e francês, além do português. Futuro brilhante pela frente, e a partir daquele dia deixaria de ser Estela Aguiar para ser a esposa de Lucas, senhora Lucas Fontoura. Por um momento teve vontade de sair correndo da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se da poltrona, quase tropeçou, e encheu outra taça. Começava a se embriagar. Lembrou de Gustavo, amigo do casal. Ele havia dado umas indiretas para ela. “Bem que eu podia dar para o Gustavo”, pensou enquanto tomava um gole da sétima taça, “só para experimentar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando o dito cujo bateu na porta. Ela deu permissão para a entrada. Quando se deu conta de quem se tratava, fez questão de se endireitar e disfarçar a embriagues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está tudo bem Estela? Sua mãe disse que você estava nervosa, vim ver se queria conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade queria sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele sentou no grande sofá preto, Estela se jogou como uma louca em seus braços. Foi o suficiente para os dois se beijarem loucamente. Nenhum deles entendeu muito bem como aconteceu, mas de repente ela estava de costa e todas as camadas de tule do vestido estavam para cima. Ele puxava o cabelo dela e nem tomou cuidado com o pequeno arranjo de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ato tão intenso, sequer antes de qualquer um dos dois gozar, Estela surtou. Levantou-se correndo, abaixou e endireitou o vestido, foi em frente ao espelho, retocou a maquiagem, tirou o que restava das flores no cabelo, deu mais uma puxada no meio-rabo de cavalo, certificou-se de que estava apresentável. Gustavo ficou ali, parado, com as calças abertas, sem entender muita coisa, foi aí que a noiva o mandou embora do cômodo e pediu que não falasse mais com ela além do necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu em choque e não conseguiu ter nenhuma reação. Minutos depois do episódio, a mãe a chamou. Era agora. Ela entrou no altar e viu Lucas esperando por ela. Derreteu-se ao vê-lo. Enquanto caminhava sob todos os olhares ao som da marcha nupcial, percebeu que era ele o amor de sua vida e talvez por isso ele fosse tão melhor de cama que Gustavo, e talvez que qualquer outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4000129818478740412?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4000129818478740412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/01/o-casamento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4000129818478740412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4000129818478740412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/01/o-casamento.html' title='O casamento'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0uAeR2bnuI/AAAAAAAAAEk/mRcHcB1SlgQ/s72-c/noiva1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-601808843380266749</id><published>2010-01-05T17:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T17:08:35.445-08:00</updated><title type='text'>Aline de Queiróz - Julho de 1972</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mônica Salmazo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0PiLkx1tvI/AAAAAAAAAEg/88LHyiV4vbQ/s1600-h/dsc02499ot3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0PiLkx1tvI/AAAAAAAAAEg/88LHyiV4vbQ/s320/dsc02499ot3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A melhor coisa do mundo é se sentir bem consigo mesmo. Nada paga isso!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a pior certamente é a incerteza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da nossa vida conhecemos diferentes pessoas com diferentes jeitos e filosofias, devemos aceitá-las do modo como são e amá-las conforme seus costumes, independente de qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não julgo o modo como foram criadas, mas sim como levam a vida. Amizades devem ser pesadas, avaliadas e então levadas a sério, pois são poucas as amizades verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo que existe o amigo certo, acredito que exista o amor certo. Não existe um verdadeiro amor, mas sim vários, e sou grata a cada um deles, pois sem as decepções eu não saberia o quanto eu sou feliz por aprender tudo o que sei hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era verão e eu estava longe, viajando, quando aprendi que o tempo não é nada, e que o que conta são as experiências, e que algumas pessoas podem ser mais importantes para você em um segundo do que outras que estiveram ali a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amar é um gênero substantivo, é um adjetivo, é um verbo. É também uma condição de se fazer existir e se fazer compreender, de viver e de sentir, de aprender e de seguir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando Aline aprendeu tudo isso. A orla da rio parecia transbordada, chovia muito esses dias, mas hoje o dia estava calmo, tranquilo e a garça surfista passava toda hora boiando em pedaços de madeira que decia o rio, chegava a ser uma cena hilária.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando ela viu passando um estranho muito interessante, muito mesmo. Não deu muita moral no início, mas conforme passavam os dias ele não saía de sua cabeça. Decidiu falar com ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao descobrir quem ele era ela ficara ao mesmo tempo feliz e decepcionada, como poderia alguém tão maravilhoso já ter um grande amor assim tão novo - ela se perguntava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não saía de sua cabeça e as fantasias jorravam de sua mente, os sonhos invadiam o espaço e seu corpo tomava uma jarra de novas sensações, não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo verão era para ser divertido, mas este tinha sido particularmente intrigante. Ela sentia que algo mais havia acrescentado. Sentou e esperou, esperou e esperou. De tanto esperar acabou se fechando para o mundo, e sofria por um amor não correspondido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando descobriu que apesar de amar alguém que não a amava não significava que não poderia seguir em frente e amar totalmente outro alguém, ela tinha condições de ser quem quisesse, e não colocaria mais nas mãos de ninguém sua felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passou e ela percebeu que apesar do sofrimento era grata com tudo o que aprendera. Consideração é algo para poucos, e oportunidade são momentos raros de felicidade que jamais irão voltar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor é algo inexplicável, principalmente quando se aprende a amar a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aline de Queiróz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julho de 1972&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-601808843380266749?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/601808843380266749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/01/aline-de-queiroz-julho-de-1972.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/601808843380266749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/601808843380266749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2010/01/aline-de-queiroz-julho-de-1972.html' title='Aline de Queiróz - Julho de 1972'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S0PiLkx1tvI/AAAAAAAAAEg/88LHyiV4vbQ/s72-c/dsc02499ot3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7581787601875969611</id><published>2009-12-15T12:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T12:21:30.296-08:00</updated><title type='text'>De tarado a namorado</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyfvGwf42NI/AAAAAAAAAEc/yFdjYlTNRzc/s1600-h/beijo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyfvGwf42NI/AAAAAAAAAEc/yFdjYlTNRzc/s200/beijo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-Aquele Tarado me paga! – pensou Luiza morrendo de raiva de Fernando, logo que ele a deixou em casa.&lt;br /&gt;Ela havia ido ao cinema com ele pela primeira vez. Fernando escolheu um filme de terror de propósito, assim, quando ela se assustasse, ia cair em seus braços. No fim das contas, quem mais levou susto foi ele. Ela também se assustou, não com o filme, mas com aquelas mãos bobas (que ela tinha certeza que iam muito além de apenas duas!). Ele parecia mais uma centopéia do que um garoto de 14 anos.&lt;br /&gt;Nunca mais se viram após o episódio. Fernanda nem pensava em ficar com ele de novo. Arrumou uns dois namoradinhos depois daquilo, e um terceiro pelo qual ela se apaixonou de verdade. Ele também estava apaixonado, e os caminhos não se cruzaram mais. Só que o destino é engraçado.&lt;br /&gt;Dez anos após o incidente do cinema, duas pessoas completamente diferentes daquelas crianças voltaram a se encontrar, assim, bem por acaso. Já tinham vivido experiências boas e ruins. Amadurecido. Não foi amor à primeira vista, e nem à segunda, mas depois de muitos encontros, algo começava a balançar os dois.&lt;br /&gt;Muita coisa havia mudado, mas outras continuaram iguais: Fernando ainda era uma centopéia, mas o que foi para Luiza um defeito aos 14 anos, passou a ser uma qualidade aos 24. E agora com uma diferença, ela estava apaixonada por ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7581787601875969611?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7581787601875969611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/12/de-tarado-namorado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7581787601875969611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7581787601875969611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/12/de-tarado-namorado.html' title='De tarado a namorado'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyfvGwf42NI/AAAAAAAAAEc/yFdjYlTNRzc/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4694510419224970731</id><published>2009-12-10T05:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T05:59:43.242-08:00</updated><title type='text'>Só na Malandragem</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyD9cY5JQEI/AAAAAAAAAEM/iEyNybKFRSY/s1600-h/malandro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyD9cY5JQEI/AAAAAAAAAEM/iEyNybKFRSY/s320/malandro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Caramba! Existe gente malandra para tudo nesse mundo. Esses dias, conversando com meus amigos sobre festas e de como é complicado não ter dinheiro para curtir todas essas farras, ouvi um a história muito inusitada e não pude conter a risada&amp;nbsp;e o espanto.O camarada estava na porta de uma dessas festas badaladas da cidade, esperando para entrar. Vendo a desorganização do evento na portaria, ele resolve aproveitar o incejo para tentar entrar de graça.Foi então que ele teve a brilhante idéia. Vendo os seguranças atrapalhados com o movimento, o rapaz se junta a "muvuca" e se posiciona com o pé e a perna atrá do segurança, como se estivesse saindo da festa. No meio da confusão os caras realmente acreditaram que ele estava saindo do evento: &lt;br /&gt;&amp;nbsp;-Onde você está indo rapaz?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;-Calma, calma, só ia pegar meu celular que esqueci no carro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;-Não, não pode sair não. Se sair não entra mais. Vamos, vamos vamos, entra aí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;-Mas cara, é só pegar o celular e voltar, 2 minutinhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;-Não, já disse que não pode. Agora entra ou eu vou te tirar daqui de vez!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;-Tá bom, tudo bem então.&lt;br /&gt;E foi assim, com toda essa cara de pau, que o malandro conseguiu se divertir a doidado e sem gastar um real. E tam mais, ainda passou a noite regado a vodka e energético, bancado pelo dinheiro adiquirido na venda do ingresso que havia comprado antecipadamente.&lt;br /&gt;Realmente, o mundo é dos espertos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4694510419224970731?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4694510419224970731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/12/so-na-malandragem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4694510419224970731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4694510419224970731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/12/so-na-malandragem.html' title='Só na Malandragem'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SyD9cY5JQEI/AAAAAAAAAEM/iEyNybKFRSY/s72-c/malandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7469889197923675527</id><published>2009-11-24T04:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T04:28:28.815-08:00</updated><title type='text'>"Eu quero terminar..."</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava deitada ao lado dele o encarando dormir. Deu um profundo suspiro e virou-se bruscamente para o outro lado.&lt;br /&gt;- Seria aquilo amor?&lt;br /&gt;Simplesmente não conseguia definir o que sentia por ele. Com certeza já o havia amado, mas agora estava tudo tão sem graça. Ele não havia feito nada de mal a ela, pelo contrário, era maravilhoso, perfeito (até demais) então porque sentia aquilo?&lt;br /&gt;Voltou-se para ele, que continuava dormindo tranquilamente. Não conseguia tirar a idéia de terminar o namoro de sua cabeça. Ela já havia pensado a respeito do assunto, e aquilo a assombrava há alguns meses, mas sempre desistia de falar com ele na hora H.&lt;br /&gt;Mas hoje ia ser diferente:&lt;br /&gt;- Quando ele acordar eu falo tudo o que sinto e termino! – Pensou ela tão decidida que a idéia ecoou pelo quarto de uma maneira que fez o namorado acordar.&lt;br /&gt;- Você disse alguma coisa amor?&lt;br /&gt;Ela assustou-se quando ele acordou, e ele mais ainda quando abriu os olhos e deu de cara com a namorada o encarando. Após o silêncio como resposta, ele repetiu um pouco sem paciência:&lt;br /&gt;- Você disse alguma coisa?&lt;br /&gt;- Eu não! Volta a dormir, a gente tem que acordar cedo amanhã. – disse ela sem graça e envergonhada, dando as costas para ele, sem ter coragem de dizer o que sentia.&lt;br /&gt;- Então ta. – Disse ele, que sem desconfiar de nada,  pegou no sono novamente, enquanto ela simulava um ronco de sono pesado, mas na verdade estava bem acordada bolando seu plano para terminar o namoro.&lt;br /&gt;-Hoje não deu porque ele tinha acabado de acordar cedo, ia ser sacanagem... – pensou.&lt;br /&gt;Mas das outras vezes não foi diferente, sem coragem para admitir que não estava mais apaixonada, e com medo de ficar sozinha inventava desculpas, e o pior, a mentira era para ela mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7469889197923675527?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7469889197923675527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/11/eu-quero-terminar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7469889197923675527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7469889197923675527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/11/eu-quero-terminar.html' title='&quot;Eu quero terminar...&quot;'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6166368457446453265</id><published>2009-11-04T12:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T12:28:20.277-08:00</updated><title type='text'>O segredo do sucesso</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã quando sai de casa, vi uma menininha pegando uma flor do jardim para dar a mãe dela. Achei aquele gesto tão simples e ingênuo. A mãe muito sem graça, me pediu mil desculpas pelo ato e ainda brigou muito com a filha. Aquilo me fez pensar que somos podados o tempo inteiro e desde sempre. Parece tão difícil sermos nós mesmos.&lt;br /&gt;Aquela mãe nem percebeu que a filha havia dado a florzinha a ela. Penso que a menina deve ter se sentido diminuída. Assim é no mercado de trabalho. Parece que nunca somos bons o suficiente para nada. É um bombardeio de informações e dicas de como ser um profissional melhor, como ser o que as empresas procuram. Fica difícil saber por onde caminhar. &lt;br /&gt;Hoje é preciso saber mais de duas línguas fluentes, porque o inglês, que já foi um diferencial, não é mais. E o diploma que também já foi importante, hoje não vale nada, se a pós, o mestrado, doutorado não estiverem ali para acompanha-lo. Além disso, temos que conhecer informática, entender de política, economia, natureza, estar atualizado, bem equipado, ter boa aparência, ser criativos, inovadores. É difícil ser tudo isso ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que as empresas querem? Tenho certeza que elas também ficam confusas ao escolher um profissional qualificado para determinado cargo, porque hoje, todo mundo sabe de tudo um pouco. É aqui que entra outro problema de sermos seres em busca da perfeição sempre. Os sonhos estão cada vez maiores, e muitas vezes chegam a ser utopias de tão impossíveis. &lt;br /&gt;É como diz uma professora minha, “temos que ter metas possíveis”. As pessoas estão sempre querendo mais, e quando aquele sonho, que parecia tão distante, é conquistado, não é mais o suficiente. É difícil ficar satisfeito. Damos pouco valor ao que temos e muito valor ao que queremos, e assim as pequenas coisas vão ficando tão distantes. &lt;br /&gt;A meta deixa de ser “carpe diem” (aproveite o dia) para ser: conquistar aquele tão sonhado emprego, ter uma vida perfeita, com carro do ano, filhos felizes e uma casa linda. E o pior, para conquistar tudo isso, ter todas as qualificações já citadas neste texto não é o suficiente. Além disso tudo, temos que mostrar nosso lado humano, mas sem demonstrar fraqueza, sem errar. &lt;br /&gt;Cansei de ouvir que sou um produto à venda, e que preciso estar sempre bem vestida, sempre sorrindo, não posso errar nunca. Faz parte da construção do meu marketing pessoal. Só que não é todo dia que eu estou a fim de dar um bom dia empolgado para todos que vejo pela frente, e nem é todo dia que vejo passarinhos cantando pelo caminho.&lt;br /&gt;Somos humanos, caímos, levantamos, sorrimos, choramos. Escolhemos caminhos errados às vezes, e outras, com sorte, caímos no certo. É difícil saber. E com tanta novidade, com tanta coisa que precisamos ser para conseguir aquilo que achamos ser a meta de nossas vidas, eu cheguei a uma conclusão, que pode parecer clichê, mas é a verdade. Hoje, o diferencial, e talvez o segredo do sucesso, seja sermos nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6166368457446453265?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6166368457446453265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/11/o-segredo-do-sucesso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6166368457446453265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6166368457446453265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/11/o-segredo-do-sucesso.html' title='O segredo do sucesso'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-7482810417362608183</id><published>2009-10-08T08:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T08:50:15.489-07:00</updated><title type='text'>Falar até ouvir</title><content type='html'>Por Mônica Salmazo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a style="CLEAR: left; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em; cssfloat: left" href="http://papagaio.files.wordpress.com/2007/02/chorar.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img src="http://papagaio.files.wordpress.com/2007/02/chorar.jpg" border="0" r="true" /&gt;&lt;/a&gt;Aprender a ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela deveria ter aprendido a ouvir desde cedo mas não, falar era sua especialidade. Agora estava cabisbaixa, abismada pelo incontável número de burradas que havia feito na vida apenas por falar demais, e não saber ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Escutar todo mundo escuta, pensava ela. Somente agora, anos e anos de erros é que ela foi entender a diferença entre escutar e ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Escutar é escutar, nada demais, a gente escuta os sons e diálogos, mas ouvir, nãooo, ouvir é diferente, é processar a informação, é raciocinar sobre o assunto, é pensar antes de agir, ouvir antes de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Rubem Alves já dizia que "nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade", agora ele tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Glória levantou a cabeça, pesada após horas de culpa e vergonha que a obrigara a abrigar seu rosto em suas mãos, talvez como uma escapatória, uma camuflagem para a vergonha que sentia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela avistou a razão de sua dor: ele ainda a fitava com os olhos cheios de ódio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não adiantava pedir para voltar, não adiantava querer cair nos braços dele, não adiantava tentar, e pela primeira vez na vida ela não sabia o que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lembrou da avó que lhe dizia que sábios são os que sabem ouvir e medir suas ações, esperto é aquele que ouve mais do que fala, mas para quê??, para que é que tinham que citar frases ao invés de explicá-las?, tornou-se uma forma mais conveniente para as pessoas sair recitando frases filosóficas ou poéticas e esperar que um dia, talvez, a pessoa aprenda na prática?, por que não a fizeram entender isso antes?, quantas e quantas palavras ela poderia ter economizado, quantas lágrimas, quantos arrependimentos, ai meu Deus, agora não adiantava mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O silêncio dominou o quarto, apesar dos raios invadirem as janelas, a escuridão dominava os pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela sempre fora fiel, sempre amou de verdade, sempre deu o melhor de si, mas também poderia ter aprendido a ouvir, falava coisas que machucavam, falava desnecessariamente, mas acima de tudo ela achava que estava certa, que ele não precisava dizer o que havia de errado, sua consciência se encarregaria de filtrar as informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Como estava errada, Glória estava errada, até mesmo em seu nome de batismo. "Glória, glória, ha, fracasso seria mais adequado", pensava ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify"&gt;E isolada em seu próprio fracasso e mergulhada em sua própria vergonha, ele a deixou sentada ali, sozinha, sendo devorada pelo negro véu que a Lua trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A última gota de lágrima caiu no travesseiro quando ela adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordou ela não sabia mais falar, Glória aprendera, finalmente, a ouvir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-7482810417362608183?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/7482810417362608183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/falar-ate-ouvir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7482810417362608183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/7482810417362608183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/falar-ate-ouvir.html' title='Falar até ouvir'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5709461841382311426</id><published>2009-10-06T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T10:32:29.193-07:00</updated><title type='text'>Reforna delirante!</title><content type='html'>Povoo,&lt;br /&gt;Em breve o Delírios estará de cara nova!&lt;br /&gt;Continuem acompanhando o blog, já colocamos em prática a reforma, dentro de alguns dias o Delírios estará ainda mais atraente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijão galera,&lt;br /&gt;Sarah, Mônica e Gabi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5709461841382311426?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5709461841382311426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/reforna-delirante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5709461841382311426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5709461841382311426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/reforna-delirante.html' title='Reforna delirante!'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4252971528724434859</id><published>2009-10-06T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T09:33:32.643-07:00</updated><title type='text'>O Cara do Honda Civic</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu na sua motoca às 5 horas da manhã indo direto para o trabalho. Era isso que fazia todos os dias de segunda a sábado. Era cobrador de ônibus. Ele passava por aquelas ruas todas as manhãs. Era rotina, sem surpresas, sem novidades. Até que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh amigo! Psiu! Ow!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou a moto, olhou para trás e viu aquele Honda Civic zerado, e pensou “Que inveja desse filho da puta!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala ai amigão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, o que tem pra fazer nessa cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou bem para o cara do Honda Civic. Não acreditava naquilo. “Mas que cara filho duma puta! 5 horas da matina de uma baita quarta-feira, esse desgraçado vem me perguntar que que tem na cidade? Só pode ser brincadeira!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha só amigão, num sei não... To indo pro trampo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achei que você talvez pudesse me mostrar o que tem pra fazer na cidade. Eu não sou daqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobrador só conseguia imaginar como a vida do playboy era boa! O cara procurava farra em uma madrugada fria de uma quarta-feira, enquanto ele estava indo para o trabalho. “Quando é final de semana e folga minha, ninguém me chama pra sair!”, pensou revoltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha só amigão, num dá mesmo, tenho que tá no trampo daqui 15 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por 350, você topa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobrador olhou assustado para o cara do Honda Civic e pensou morrendo de raiva, “O desgraçado é bicha!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ê meu irmãoo! Ta doidoooo? So homem uai! Êêeeeeê! Nem fudendo, vô vaza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por 550, topa?&lt;br /&gt;- Ta maluco me’irmão! Vira homem sô! Eu, neguim, baxinho, de motoca, pego geral, se você fosse homem, nesse Honda Civic ia passá o rodo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Última oferta, 1000 reais, e ai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns segundos o cobrador ficou olhando meio em dúvida para o cara. “Nó! Dá pra pagar as duas últimas parcelas da minha motoca, e ainda sobra uma graninha praquele tênis doido que eu queria comprar...”. Mas o pensamento só durou alguns segundos. Ele balançou a cabeça como quem quer afastar uma mosca e gritou revoltado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ta maluco cara? Nem fudendo! Aliás, muito menos fudendo!&lt;br /&gt;Colocou o capacete, montou na sua motoca e saiu revoltado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4252971528724434859?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4252971528724434859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/o-cara-do-honda-civic.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4252971528724434859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4252971528724434859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/o-cara-do-honda-civic.html' title='O Cara do Honda Civic'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4708077727823244324</id><published>2009-10-02T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T13:19:22.224-07:00</updated><title type='text'>Tecendo sobre habilidades, ou não!</title><content type='html'>Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;Escrever! Presumo que seja esse o meu destino por vários anos de minha vida, afinal escolhi o como profissão o Jornalismo.&lt;br /&gt;Contar histórias e sucitar discussões, essa é a minha função através dos textos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SsZf6Q58d_I/AAAAAAAAADA/CCue0Nhb_y8/s1600-h/escrevendo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SsZf6Q58d_I/AAAAAAAAADA/CCue0Nhb_y8/s200/escrevendo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mas como todo jornalista, não me contente em tão somente relatar os fatos, no ato de escrever gosto de explorar a imaginação, viajar por pensamentos e lugares, inventar histórias de amor, desilusão, esperança. Expôr minhas idéias também é algo que me interessa. Conseguir, através das letras, explicar o que idealizo é deslumbrante. Posso fazer isso da maneira que eu quiser, com as palavras que eu quiser e, se mesmo assim, as pessoas me entenderem, saberei que tenho habilidade com a escrita, ferramenta que surgiu desde os primórdios da humanidade e que até hoje é fundamental para a comunicação.&lt;br /&gt;É... inventar, relatar, expôr. Sobre todas essas maneiras de escrever eu já consegui obter um certo domínio. Mas escrever sobre amor e todos esses sentimentalismos é complicado, pelo menos para mim.&lt;br /&gt;Eu fico me perguntando como que Renato Russo, Arnaldo Jabour e todos esses escritores inspiradérrimos conseguem traduzir exatamente o que sentem. Será mesmo mesmo que conseguem? Bom, mas não é para levantar essa questão que estou escrevendo.&lt;br /&gt;Se eu não consigo nem definir meus sentimentos, falar deles trona-se muito mais complicado.&amp;nbsp;Mas uma coisa eu descobri: muito mais complicado do que escrever sobre sentimentos, é escrever sem sentí-los.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Se ele está dentro de você, uma hora ou outra você acaba encontrando uma maneira de tecer algumas linhas sobre, mesmo que complexamente. Mas se você não sente e nem nunca sentiu, aí as coisas complicam. Como falar de algo que não se sabe como é? Como definir? Através de conceitos que outros fizeram?&lt;br /&gt;Cada um é diferente, e sente diferente. Definir sentimento me dá a impressão de limitá-lo, enquanto, na verdade, teria de ser ilimitado para ser sentindo por inteiro. Ou será que estou errada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4708077727823244324?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4708077727823244324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/tecendo-sobre-habilidades-ou-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4708077727823244324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4708077727823244324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/10/tecendo-sobre-habilidades-ou-nao.html' title='Tecendo sobre habilidades, ou não!'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SsZf6Q58d_I/AAAAAAAAADA/CCue0Nhb_y8/s72-c/escrevendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6107076758226181685</id><published>2009-09-14T10:07:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T10:07:35.943-07:00</updated><title type='text'>A vida começa aos 30</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.coolmagazine.com.br/images/2008/set/600px/deslumbrados.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" mq="true" src="http://www.coolmagazine.com.br/images/2008/set/600px/deslumbrados.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que hoje tudo é motivo para falar em dinheiro ou tempo. Dois fatores essenciais para quem deseja ter uma vida sossegada nos dias atuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas será que tudo gira em torno disso? Tudo gira em ganhar um dinheirinho e investir? Para todos os lados as pessoas falam em investir, até mesmo os jovens. Cada vez mais aumenta o número de jovens preocupados com o futuro, que juntam um dinheirinho e começam a investir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A educação que se adquire dentro de casa é fundamental quando o tema surge, geralmente adolescentes preocupados com o futuro tem pais que falam sobre o assunto em casa. Os maiores investidores tem os pais como exemplo, e ver jovens discutindo sobre ações já não é coisa de outro mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mercado é tão extenso que quando decide começar, a maioria das pessoas se perdem com tantas opções. Investir em empresas privadas ou em títulos públicos? Taxas e mais taxas&amp;nbsp;e mais taxas e&amp;nbsp;cada vez mais taxas. Parece&amp;nbsp;ser resistente o&amp;nbsp;número de informações que insistem apenas em avançar. Livros sobre como cuidar do dinheiro, como investir dinheiro, como conseguir dinheiro e investir no tempo, organizar tempo, planejar seu tempo para ganhar mais dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Investir em títulos do Banco Itaú ou Banif, do Socopa ou Spinelli, investir talvez nos Prefixados (LTN-NTN-F) ou indexados ao IPCA (NTN-B), atrelados à taxa Selic (LFT) ou indexados ao IGP-M (NTN-C). As informações são tantas que confunde a cabeça do novo investidor*.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar demais no tempo é outra preocupação. O dia parece durar 36 horas e questões urgentes aparecem o dia inteiro. Falta de planejamento, para isso podemos ler o que fazer com o tempo, o tempo é precioso, ganhe mais administrando seu tempo, o tempo é seu melhor amigo, o tempo, o tempo, o tempo é tudo o que temos e precisamos sempre planejá-lo para que talvez ele passe a ser as velhas 24 horas da época dos nossos avós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já acabou o tempo que vivíamos de amor, que as aventuras eram permitidas, que o normal era casar e ter filhos jovem. A vida só começa depois dos 30, quando já gastamos a nossa juventude administrando o futuro, nos certificando que ao chegar nessa idade vamos ter uma vida tranquila, com conforto, com tempo, com dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sufocante! Muitas vezes me pego pensando no que será de mim se chegar aos 30 e não tiver tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo está criando pessoas estranhas. O mundo pede todas as habilidades imagináveis para preencher um cargo muitas vezes simples, depois de exigir que cada pessoa se especializasse em algo (especialista em planejamento financeiro de empresas médias do ramo agroindustrial, especialista em história do Brasil período colonial, especialista em limpar o baldinho de lixo do banheiro, especialista em servir batatas fritas palito, especialista em arrumar o broche do terno de marca específica), após toda essas exigências agora o assunto são os especialistas "gerais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora temos que ser GERAIS, temos que saber colocar o broche e servir batatas, temos que saber história e sobre investimentos, saber de física avançada, de economia doméstica, saber escrever teses acadêmicas e reciclar o material em casa. Responder a todos sobre tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso sufoca, sufoca quem está no mercado, quem está fora dele, quem quer entrar e quem quer sair, sufoca a família, os colegas, sufoca a sociedade. Daqui alguns anos as crianças vão nascer com seu planejamento de &lt;em&gt;marketing pessoal &lt;/em&gt;construído e falando 10 idiomas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tem como reverter este processo, a globalização tomou conta. Eu, como jovem, esperava ao menos que me ensinassem isso, me ensinassem a fazer meus planos, me ensinassem na escola que eu devo saber e o que eu devo fazer, por que não me disseram que&amp;nbsp;eu deveria&amp;nbsp;saber&amp;nbsp;de tudo senão eu vou ser pobre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Educação básica é coisa do passado, a educação tem que ser ultra mega hiper avançada e, dessa forma, TALVEZ, você consiga um emprego, TALVEZ consiga tempo, TALVEZ consiga dinheiro, TALVEZ consiga uma família, e TALVEZ consiga começar a viver aos 30.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6107076758226181685?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6107076758226181685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/09/vida-comeca-aos-30.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6107076758226181685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6107076758226181685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/09/vida-comeca-aos-30.html' title='A vida começa aos 30'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2244475953754623945</id><published>2009-09-02T06:00:00.003-07:00</published><updated>2009-09-02T06:00:42.003-07:00</updated><title type='text'>Banho</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou o dia inteiro capinando jardins de casas chiques, não cobrava caro e fazia o serviço com amor e muito cuidado. Talvez tenha limpado uns 10 quintais naquele dia, e ganhado alguns bons 60 reais que pagariam a conta de luz do mês passado, a deste mês e talvez ainda desse para comprar comida. &lt;br /&gt;Estava sujo e cansado quando terminou a última casa. Subiu em sua bicicleta e pedalou por longos e intermináveis sete quilômetros, distância equivalente entre os bairros nobres da cidade e a semifavela onde morava. Sua vida era medíocre, mas ele nunca reclamou, era muito simples pra isso.&lt;br /&gt;Suas costas doíam, mas a vida o calejou o suficiente para não dar atenção a qualquer tipo de dor. As mãos pareciam estar mais grossas, típicas de um homem que trabalhou desde menino. Tudo para sustentar sua esposa e os quatro filhos pequenos.&lt;br /&gt;Finalmente estava perto de casa, a barriga roncava de fome. Pensou se a mulher havia feito aquela sopa de jiló e moranga com muita água para ter o suficiente para a família de seis pessoas. Pensar no cardápio da janta deu água na boca.&lt;br /&gt;Chegou suado na porta, já estava anoitecendo. Imaginou aquele banho relaxante que ia tomar. Banho relaxante que nada, pobre não tem banho relaxante, era só pra limpar mesmo. Tinha que racionar, o bairro andava sem água nos últimos dias.&lt;br /&gt;Abriu a porta e viu a mulher na cozinha. A barriga doeu de fome, mas queria mesmo era aquele banho gelado, com os poucos fios de água desordenados que caiam do chuveiro. Foi direto para o banheiro, parou já sem roupa, ansioso, em frente à torneira. Rodou até as últimas e nem uma gota de água caiu.&lt;br /&gt;Ficou chateado por um momento, mas foi dormir conformado e sujo mesmo, sem comer sopa. No outro dia acordou do jeito que foi dormir, sujo. Seu café da manhã foi a sopa aguada e fria da janta. Montou em sua bicicleta e foi dar continuidade à sua subvida, torcendo apenas para que quando voltasse naquela noite, tivesse água para tomar banho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2244475953754623945?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2244475953754623945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/09/banho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2244475953754623945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2244475953754623945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/09/banho.html' title='Banho'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5505812799970874764</id><published>2009-08-17T13:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T14:37:39.592-07:00</updated><title type='text'>Acabou a Luz</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SonCi6wXiiI/AAAAAAAAAC4/xXcYcR5mAUQ/s1600-h/apagao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" sj="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SonCi6wXiiI/AAAAAAAAAC4/xXcYcR5mAUQ/s320/apagao.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eles estavam casados há 30 anos e tinham apenas um filho adulto que havia construído sua vida e família em uma cidade vizinha. A conversa entre os dois há muito tempo era curta e objetiva. “Você já foi ao supermercado? Acabou meu creme de barbear”, ou ainda, “A encanação do banheiro não está boa, depois chama um encanador”.&lt;br /&gt;Não se ouvia mais os “eu te amo” do começo do relacionamento quando os dois tinham apenas 18 anos. Tornaram-se completos estranhos que dividiam a mesma casa, a mesma história e&amp;nbsp;por incrível que pareça, a mesma cama. A única coisa que ainda tinham em comum era o filho. &lt;br /&gt;Cada um tinha rotinas distintas, e há muito tempo o programa de um já não incluía o outro. A noite ela lia um livro na cama e ele assistia ao futebol na sala, as visitas ao filho eram feitas separadas, nenhum dos dois sabia porquê, mas acabou que um dia ficou assim e não mudou mais.&lt;br /&gt;Todas as noites eram a mesma coisa, os dois moravam juntos, mas cada um sentia uma solidão imensa dentro de si. Em uma dessas noites comuns e rotineiras a casa ficou sem energia. Ela morria de medo de escuro, tanto é que a única atitude carinhosa que ainda existia entre eles, era que ele apagava a luz apenas depois que ela dormisse.&lt;br /&gt;Na hora do ocorrido, ela saiu do quarto correndo e&amp;nbsp;gritando pelo marido, ele foi ao encontro dela para acalmá-la. Os dois saíram de casa e&amp;nbsp;perceberam que a luz havia sido cortada no bairro inteiro. Voltaram juntos para dentro, procuraram uma vela e sentaram na sala em um silêncio ensurdecedor.&lt;br /&gt;Depois de 15 minutos que pareciam ter durado horas, ela finalmente puxou assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que dia você vai visitar o Júnior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei, por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Há... sei lá, tava pensando da gente ir junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou bem espantado e surpreso com a proposta da esposa, mas não viu motivos para recusar. O silêncio voltou por mais alguns segundos, quando foi quebrado mais uma vez por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi que aconteceu com a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sinceramente não soube responder. Os dois ficaram parados, pensando e olhando para o nada, pensando no amor intenso, no amor romântico, depois no amor sólido, o respeitoso, depois no amor conformado e agora? Qual era o amor deles? A verdade é que nenhum dos dois sabia se existia amor, o que os dois haviam construído era muito maior que isso, mas será que ainda significava alguma coisa?&lt;br /&gt;Depois de 30 anos juntos, enfrentaram todas as adversidades e alegrias que a vida podia oferecer. Eles se criaram juntos, aprenderam a viver, juntos. Pela primeira vez em muitos anos os dois pararam para pensar nos dois, e a conclusão que chegaram? Ainda dava tempo de cada um correr atrás de sua própria vida.&lt;br /&gt;A luz da casa voltou alguns minutos depois, cada um voltou para sua rotina noturna, no&amp;nbsp;dia seguinte ele saiu de casa e procurou um advogado. Depois do divórcio a luz também voltou para a vida deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5505812799970874764?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5505812799970874764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/08/acabou-luz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5505812799970874764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5505812799970874764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/08/acabou-luz.html' title='Acabou a Luz'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SonCi6wXiiI/AAAAAAAAAC4/xXcYcR5mAUQ/s72-c/apagao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5850753901610778299</id><published>2009-07-15T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T12:30:00.476-07:00</updated><title type='text'>Lábios vermelhos</title><content type='html'>&lt;div style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;a href="http://www.culturalivre.net/wp-content/uploads/2009/01/boca-vermelha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="http://www.culturalivre.net/wp-content/uploads/2009/01/boca-vermelha.jpg" border="0" height="188" src="http://www.culturalivre.net/wp-content/uploads/2009/01/boca-vermelha.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Por Mônica Salmazo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com grandes olhos negros e um cabelo cor-de-fogo ela seguia em direção ao horizonte. Em sua cabeça os fatos ficavam se repetindo sem parar, sem lhe dar ao menos alguns minutos para descansar sua mente e seu coração ferido.&lt;br /&gt;Não entendia como tudo aquilo acontecera, não era possível que algo assim pudesse existir, mas finalmente decidiu ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fim de outono e o vento frio passeava pelas ruas, prestes a colorir tudo de branco com a chegada do inverno, o único som que se ouvia era o sapato marrom velho que apertava os pés de Juliana.&lt;br /&gt;Entregar jornais nunca fora o sonho dela, mas sabia que para chegar onde queria era necessário algum sacrifício, se calava e continuava seus afazeres. Ela escutou um latido e correu para a rua, assustada, ela não havia visto que a casa abandonada tinha novos moradores. Um cheio estranho invadiu seus pulmões e uma boca desconhecida estava lhe beijando os lábios, a sensação era de que tudo estava tudo fora do normal e que o mundo havia enlouquecido, ou ela tinha enlouquecido.&lt;br /&gt;Ao abrir os olhos viu um belo par de olhos verdes água e um cabelo preto, liso, comprido que ajudavam a contornar o rosto delicado do garoto que estava a sua frente. Seus lábios eram grossos e vermelhos e quentes, muito quentes.&lt;br /&gt;Ele pegou em sua mão e levou-a até a casa e a fez sentar nas escadas de entrada, era estranho como nenhuma palavra havia sido dita ainda. Ela tentou falar algo, mas imediatamente os dedos do garoto calou-a, pedindo simbólicamente silêncio.&lt;br /&gt;Após alguns minutos ele se levantou e entrou em casa, ela foi embora sem saber o que fazer ou pensar.&lt;br /&gt;Durante 5 meses ela passava todos os dias na porta da casa pontualmente às 10 horas da manhã e todos os dias o garoto saía da casa e lhe dava um beijo, sentavam-se durante alguns minutos na escada sem dizer nada e ela ia embora.&lt;br /&gt;A paixão aumentava e ela não sabia quem ele era, mas estava perdida de amor.&lt;br /&gt;Mudara tudo, seu jeito de andar, de vestir, de pensar, de agir, havia mudado até mesmo o seu jeito de falar pensando no dia em que conversaria com ele.&lt;br /&gt;O verão havia chegado e as noites se tornaram insuportavelmente quentes, e ela sonhou. Sonhou que estava tudo escuro e apenas uma luz no centro, o garoto aparecia, seus lábios estavam tão vermelhos que pareciam arder, ela tentava o alcançar mas não conseguia, tentava falar, gritar, berrar para que ele a escutasse. Acordou toda suada às 11 horas. Levantou desesperada e saiu correndo para a casa dele. Bateu três vezes na porta mas ninguém atendia.&lt;br /&gt;Tentou dar a volta e entrar mas não adiantou, tudo estava bloqueado. Voltou para casa e esperou até o outro dia. Nada no dia seguinte, e também no outro, e no outro, e no outro e foi assim durante a semana inteira. Ela esperou o outono, o inverno, a primavera e quando o verão voltou novamente ela já não falava, não comia direito e não levantava mais da cama.&lt;br /&gt;Recebeu uma foto estranha, com uma boca vermelha e um dedo na frente, fazendo um sinal de silêncio. Seu coração acelerou e ela imediatamente procurou saber se era ele, foi correndo até a casa mas não havia nada, procurou por todos os lados informações de onde viera a foto. Passou um mês procurando e finalmente descobrira que a foto vinha da França.&lt;br /&gt;Arrumou suas coisas e jurou ir embora, em busca de seu amor, e não iria olhar para trás, não importasse o que acontecesse. Sofrera demais e estava na hora de correr em busca de seus sonhos ao invés de ficar entregando jornais para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu de casa e começou a andar em direção ao horizonte. Só precisava dizer à ele: Eu te amo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5850753901610778299?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5850753901610778299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/07/labios-vermelhos.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5850753901610778299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5850753901610778299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/07/labios-vermelhos.html' title='Lábios vermelhos'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-8688202548684629656</id><published>2009-07-03T04:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T05:12:26.957-07:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sk3yC94btRI/AAAAAAAAACw/aozJ7fpijSo/s1600-h/pensando+no+pouco+que+ha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sk3yC94btRI/AAAAAAAAACw/aozJ7fpijSo/s200/pensando+no+pouco+que+ha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Já namoravam há quatro anos. Por ela largou o cigarro, a bebida, as drogas, o mundo da farra e bagunça. Agora andava de cabelo bem penteado. Deixou o all star e a calça larga de lado. Usava sapatos e camiseta pólo. Ele amava muito ela, e por ela mudou. Para o mundo, ele havia mudado para melhor, para ele... Bom, ele nem se lembrava mais dele.&lt;br /&gt;Um dia ela chegou e disse:&lt;br /&gt;- Eu te amo, mas não como antes, sinto que minha missão com você está cumprida. Você é uma pessoa melhor, com a cabeça no lugar. Desculpe, mas não posso mais, quero terminar.&lt;br /&gt;Seu mundo desmoronou naquele instante. Anos esforçando-se para ser alguém melhor, alguém bom o suficiente para ela. &lt;br /&gt;Uma semana depois não conseguiu segurar, foi chorar suas mágoas no boteco da esquina. Jogou sinuca com amigos que não via há algum tempo, comprou um maço de cigarro, fumou sozinho em 42 minutos. Bebeu 10 garrafas de cerveja, quatro doses de pinga e uma dose de tequila.&lt;br /&gt;Dormiu no bar e só acordou no outro dia em casa, não lembrava como havia chegado até lá, mas se deu conta de que estava com uma puta ressaca. Levantou cambaleando, tomou um Dorflex e três Engov. Preparou um café bem forte e bebeu sem adoçar. Sentou na sala de televisão e debruçou a cabeça nas mãos.&lt;br /&gt;Percebeu que estava com saudades. Não dela. Tratou de colocar um sorriso no rosto e seu all star no pé, saiu dali direto para o boteco da esquina. Foi matar a saudade dele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Imagem:&lt;/i&gt; http://renatoprospero.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-8688202548684629656?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/8688202548684629656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/07/saudade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8688202548684629656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8688202548684629656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/07/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sk3yC94btRI/AAAAAAAAACw/aozJ7fpijSo/s72-c/pensando+no+pouco+que+ha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-1471493748517053984</id><published>2009-05-29T10:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T04:40:31.244-07:00</updated><title type='text'>O cego</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia ele saiu nervoso de casa. O olhar estava pesado e abatido. A noite mal dormida refletiu no rosto que exibia uma expressão cansada. Deixou o carro na garagem e decidiu ir de ônibus para o trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestia um terno preto e andava sob o sol escaldante. Por um momento se arrependera de ter deixado o carro com ar condicionado em casa. Sentou-se no ponto no aguardo do coletivo. Naquela hora lembrou da esposa que ficara em casa preparando o café que ele recusara. Ele nem se despediu dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateu nele uma tristeza imensa. O casamento já não era um mar de rosas. A luta para ter um bebê transformara o relacionamento em um fardo. Nenhum dos dois conseguia entender o que os fazia continuar com aquilo. Ela já não o via como antes e ele nem mesmo a via mais. Os diálogos eram objetivos e a conversa curta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar no casamento fez o homem ficar chateado. Ele queria entender o que fizera de errado e se fora ele o culpado. Perdido em seus pensamentos não percebeu que o ônibus passara. Quando se deu conta, já era tarde, o veículo dobrava a esquina. Deu um suspiro profundo e decidiu ir a pé mesmo, afinal eram apenas meia hora de caminhada e ele precisava se exercitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos havia largado a academia, além disso, começara a fumar. E foi o que ele fez naquele momento. Ficou em pé e procurou na maleta de couro marrom o maço. Acendeu um cigarro e pôs-se a caminhar. Quando foi firmar o passo, uma mão veio lhe apertar o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto para descontar toda a raiva acumulada naquele ser ele percebeu que se tratava de um jovem cego. “Senhor, me ajuda a atravessar essa rua? Movimentada, né?” falou o rapaz que não devia ter mais de 17 anos. Sentindo-se um pouco embaraçado por quase desaguar um mar de problemas no moço, ele se prontificou a ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foram os dois lentamente pela movimentada avenida. O rapaz cego não falava nada e pensava sabe-se lá no quê. O empresário antes nervoso ia ficando mais calmo a cada passo. Observava o rapaz que exibia um curioso sorriso estilo Mona Lisa, daqueles indecifráveis. Ele parecia verdadeiramente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação o deixava cada vez mais envergonhado. O jovem caminhou tranqüilo e sorridente até o outro lado da rua, enquanto ele reclamou a manhã toda da vida que levava. Finalmente os dois chegaram à calçada. Ele estava mais leve. O moço agradeceu e se despediu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou para trás apenas observando o cego seguir adiante, abrindo espaço por entre toda aquela gente com sua bengala. Depois daquela situação uma maré de positivismo se abateu sobre ele. Olhou para o relógio e viu que ainda dava tempo. Tempo de chegar ao trabalho, tempo de se despedir da esposa e quem sabe, tempo de salvar seu casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem cego de alguma forma o afetou, fazendo-o ver o que estava perdendo. Sua vida passava diante de seus olhos e ele mantinha-se cego a tudo que acontecia ao seu redor. Ele correu, correu o máximo que pôde. Brecou em frente uma floricultura, comprou uma rosa vermelha e pôs-se a correr de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa transpirando, parou em frente a porta, ajeitou a gravata e entrou. A mulher estava no quarto arrumando a cama. Ele entrou e beijou-a intensamente, em seguida entregou a ela a rosa. A esposa emocionada chorou. Naquela manhã ele viu a esposa como nunca vira antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois veio a confirmação da gravidez. Nove meses mais tarde o mundo dava boas vindas a Vitória. E o executivo nunca mais viu a vida da mesma maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-1471493748517053984?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/1471493748517053984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/05/o-cego.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1471493748517053984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1471493748517053984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/05/o-cego.html' title='O cego'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6469181153998110740</id><published>2009-05-12T09:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T09:30:09.323-07:00</updated><title type='text'>Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais</title><content type='html'>Por Mônica Salmazo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bolcidades.nafoto.net/images/photo20090116142751.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://bolcidades.nafoto.net/images/photo20090116142751.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Gisele sempre foi uma garota reservada para os desconhecidos e bem popular entre os amigos. Seu jeitinho de boneca encanta a todos, é o lado positivo de qualquer pessoa. Sua inteligência e instinto de maternidade com todos sempre foram notáveis, é a pessoa certa para se divertir ou chorar junto. Um leve dom para moda e uma incrível paixão pelo jornalismo, estilo e educação refinados, de dar inveja à muita gente por aí. Cabelos claros, curtos, talvez seja inspirado em uma de suas heroínas: Coco Chanel. Pele clara, cheiro doce e andar únicos, bem diferente e ao mesmo tempo parecida com sua amiga Samanta.&lt;br /&gt;Samanta era radical, adorava festas, e era melhor ainda se as festas fossem de segunda a domingo, uma bebida nunca poderia ser dispensada ou desperdiçada, mas é uma garota carinhosa, atenciosa e única. Já passou por muita coisa em sua vida mas continua sempre de bom humor e com a cabeça erguida. Não tem hora para a diversão, mas sempre tem em mente a responsabilidade. Famosa pelo cheiro dos seus cabelos, negros como um céu sem lua mas cheio de estrelas, e pelo tamanho de seu bumbum (atrativo para muitos homens). Um exemplo para aqueles que são apaixonados pela vida. Louca e apaixonada pelo jornalismo também, foi por isso que conheceu Gisele e Monalisa.&lt;br /&gt;Essa última sempre foi aberta a aventuras, apesar de manter os pés no chão. Não é louca pelo jornalismo como as amigas, mas diz ter uma vocação para ser escritora. No amor nunca teve muita sorte, mas já se entregou inteiramente à ele, sem medo do que poderia vir depois, sem medo das consequências, como sempre, aventureira. Se sofreu? Muito. Mas diria que valeu a pena, cada tombo foi um aprendizado. Apesar das quedas não desiste de procurar pelo amor, ela acredita nele. Sedenta por conhecimento. O termo "loira burra" com certeza não se encaixara a ela.&lt;br /&gt;Seus cabelos longos balançam quando ela caminha, e irradiam uma graça e luz tão grandes que conquista o recinto por onde passa. Os olhos são profundos e abertos, o caminho de sua alma.&amp;nbsp; Se encarados de verdade, é possível saber quem ela é. Doce e meiga por um lado, dura e sincera quando precisa. A "do meio", mais velha que Gisele e mais nova que Samanta. Formavam um trio insdiscutivelmente... indiscutível!&lt;br /&gt;Em uma tarde de sábado resolveram viajar, ir descansar com a turma no rancho do Márcio, paquera da Samanta. Vivia jogando charme e criava coragem de chegar perto dele quando bebia nas festas, mas nunca havia acontecido nada entre eles.&lt;br /&gt;A tarde foi gostosa, enquanto os homens faziam o almoço as mulheres ficaram bebendo e jogando cartas na varanda. Eram no total de oito pessoas, Samanta, Gisele, Monalisa, Beatriz, Mariana, Márcio, Leonardo, Tiago e Felipe, uma galerinha bem animada, resultado das festas de faculdade.&lt;br /&gt;Não estavam preocupados com horários, responsabilidades, pais ou qualquer outra coisa que não fosse se divertir, aproveitar o final de semana e voltar relaxado para encarar o stress da cidade. Samanta já estava guardando a segunda caixa de cerveja quando deixou cair a garrafa e a cerveja se espalhou pelo chão. Sua expressão foi de total perda, com a boca aberta Monalisa foi abraçar a amiga que estava chocada.&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos levantou e disse que teria que compensar o erro e voltou para a mesa e continuou bebendo com a turma. Leonardo se levantou e resolveu "desbravar" o rancho e convidou a galera toda. Munidos de todo o material necessário foram para o meio do mato que era iluminado pela lua cheia.&lt;br /&gt;A trilha seguia inclinada para baixo, um após o outro, em fila indiana, descendo a ladeira. Alguns tombos pelo caminho, ou pelo grau alcoólico, dificultavam e atrasavam o restante da trupe. Um sapo surgiu e pulou no caminho, foi o suficiente para Gisele entrar em desespero junto com Mariana, as duas irmãs se abraçaram e praticamente fizeram em 30 minutos o trajeto que levara 2 horas para se fazer até ali. De volta à casa o pessoal começou a cair, um de cada vez, e as três sobraram.&lt;br /&gt;Nessa hora Monalisa se levantou e sugeriu um passeio até o laguinho a alguns metros de distância da casa, as amigas toparam na hora. O barquinho foi munido de tudo o que era necessário para continuar mais uma longa noite, e lá estavam as três locas. Remaram lago adentro e pararam. Ficaram lá curtindo e cantando.&lt;br /&gt;Faltavam apenas alguns minutos para o céu começar a clarear quando os meninos escutaram as loucas no meio do lago cantando:&lt;br /&gt;"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos... ainda somos os mesmos... e vivemos... ainda somos os mesmos... e vivemos... como os nossos pais...", de um salto o remo caiu no lago e a cantoria parou.&lt;br /&gt;Tudo ficou em silêncio, o pessoal da borda olhavam para elas e elas para eles. Após alguns minutos o pessoal da borda começou a soltar: "Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não... você diz que depois deles não apareceu mais ninguém... você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando...", e naquele ritmo a manhã foi surgindo. Raios de sol vermelhos como fogo envolvidos em uma corrente amarela ouro, a brisa do vento só foi aumentando, levando a voz deles ao longe, até onde Elis Regina estaria, mesmo não estando aqui.&lt;br /&gt;Naquela hora eles perceberam que não há nada melhor do que a juventude, fazemos burradas, decepcionamos os amigos, assustamos os pais e tropeçamos a maior parte do tempo. A amizade é algo que deve ser cuidado com muito carinho, cultivado a cada passo. A frase "os amores vem e vão, mas as amizades são eternas" é totalmente discutível, afinal, o que é a amizade a não ser uma forma de amor?&lt;br /&gt;E foi na manhã de verão que elas perceberam que apesar de todos virem e irem embora elas sempre tinham umas as outras. De que as amizades vão embora às vezes por necessidade e que isso é inevitável. Mas que elas, ah elas, elas sempre seriam elas, sempre seriam as três loucas cantando que sempre foram as mesmas e sempre viveriam como seus pais, sempre serão três e sempre serão indiscutíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não quero lhe falar,&lt;br /&gt;Meu grande amor,&lt;br /&gt;De coisas que aprendi&lt;br /&gt;Nos discos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lhe contar como eu vivi&lt;br /&gt;E tudo o que aconteceu comigo&lt;br /&gt;Viver é melhor que sonhar&lt;br /&gt;Eu sei que o amor&lt;br /&gt;É uma coisa boa&lt;br /&gt;Mas também sei&lt;br /&gt;Que qualquer canto&lt;br /&gt;É menor do que a vida&lt;br /&gt;De qualquer pessoa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso cuidado meu bem&lt;br /&gt;Há perigo na esquina&lt;br /&gt;Eles venceram e o sinal&lt;br /&gt;Está fechado prá nós&lt;br /&gt;Que somos jovens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abraçar seu irmão&lt;br /&gt;E beijar sua menina na rua&lt;br /&gt;É que se fez o seu braço,&lt;br /&gt;O seu lábio e a sua voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me pergunta&lt;br /&gt;Pela minha paixão&lt;br /&gt;Digo que estou encantada&lt;br /&gt;Como uma nova invenção&lt;br /&gt;Eu vou ficar nesta cidade&lt;br /&gt;Não vou voltar pro sertão&lt;br /&gt;Pois vejo vir vindo no vento&lt;br /&gt;Cheiro de nova estação&lt;br /&gt;Eu sinto tudo na ferida viva&lt;br /&gt;Do meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tempo&lt;br /&gt;Eu vi você na rua&lt;br /&gt;Cabelo ao vento&lt;br /&gt;Gente jovem reunida&lt;br /&gt;Na parede da memória&lt;br /&gt;Essa lembrança&lt;br /&gt;É o quadro que dói mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dor é perceber&lt;br /&gt;Que apesar de termos&lt;br /&gt;Feito tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Ainda somos os mesmos&lt;br /&gt;E vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos os mesmos&lt;br /&gt;E vivemos&lt;br /&gt;Como os nossos pais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos ídolos&lt;br /&gt;Ainda são os mesmos&lt;br /&gt;E as aparências&lt;br /&gt;Não enganam não&lt;br /&gt;Você diz que depois deles&lt;br /&gt;Não apareceu mais ninguém&lt;br /&gt;Você pode até dizer&lt;br /&gt;Que eu tô por fora&lt;br /&gt;Ou então&lt;br /&gt;Que eu tô inventando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é você&lt;br /&gt;Que ama o passado&lt;br /&gt;E que não vê&lt;br /&gt;É você&lt;br /&gt;Que ama o passado&lt;br /&gt;E que não vê&lt;br /&gt;Que o novo sempre vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sei&lt;br /&gt;Que quem me deu a idéia&lt;br /&gt;De uma nova consciência&lt;br /&gt;E juventude&lt;br /&gt;Tá em casa&lt;br /&gt;Guardado por Deus&lt;br /&gt;Contando vil metal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dor é perceber&lt;br /&gt;Que apesar de termos&lt;br /&gt;Feito tudo, tudo, tudo&lt;br /&gt;Tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Nós ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Como os nossos pais..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6469181153998110740?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6469181153998110740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/05/ainda-somos-os-mesmos-e-vivemos-como-os.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6469181153998110740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6469181153998110740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/05/ainda-somos-os-mesmos-e-vivemos-como-os.html' title='Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-53246684507308040</id><published>2009-04-16T14:19:00.001-07:00</published><updated>2009-04-17T06:22:40.422-07:00</updated><title type='text'>A decisão</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Seejy90R7NI/AAAAAAAAACg/m934SkvupjU/s1600-h/interrogation.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Seejy90R7NI/AAAAAAAAACg/m934SkvupjU/s400/interrogation.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre levou a vida na indecisão. Enquanto era criança até era compreensível, mas já na adolescência, mal conseguia escolher o que comer no almoço. Apesar desse problema, era inteligente, passou em vários vestibulares, cada um, um curso diferente. Sem conseguir escolher entre economia e veterinária optou por fazer os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça levou os dois cursos numa boa. Depois de formada saiu da casa dos pais. Para variar não conseguia escolher um apartamento. A mãe sugeriu um e logo a idéia foi aceita. Na hora da decoração, não sabia se queria um estilo rústico ou moderno, acabou ficando com os dois, o que deixou o apartamento bastante diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite saía com amigos, mas ela nunca escolhia aonde ir. Não seria capaz. Em uma dessas baladinhas encontrou Felipe. Rapaz bonito, alto e bom de papo. Quando ele se ofereceu para pagar uma bebida ela se apressou a dizer que ele podia escolher. Conversaram por horas e acabaram se entendendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe gostou do jeitinho meigo dela. Aquele vestidinho curto e sapatilhas caiam muito bem com os cabelos longos e castanhos com discretos cachos nas pontas. Apesar de ser indecisa, não era difícil se encantar por ela. E foi o que aconteceu com Felipe. Começaram a sair. Nesse meio tempo, ela conheceu Pedro, amigo de uma amiga. Charmoso e sedutor. Dessa vez foi difícil para ela não se encantar por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi levando o caso com os dois e simplesmente não conseguia escolher com qual ficar. A situação já estava insustentável. Saía para divertidos jantares com Felipe, e Pedro a levava a festas badaladas. Felipe já havia declarado seu amor, e até o duro coração de Pedro estava claramente amolecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite qualquer Felipe a convidou para um restaurante japonês, e mais tarde Pedro a esperaria em uma boate nova que tocava samba rock. Parada em frente o espelho, não conseguia decidir que roupa vestir. Trocava e trocava, mas não chegava a lugar nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou seu reflexo e observou profundamente suas feições, ela tinha cara de indecisa. Começou a pensar qual era seu problema e porque não conseguia decidir nada. Teve raiva dela mesma por um instante. Precisava escolher com quem iria ficar, não podia continuar com aquela situação. Era ruim para eles, e principalmente para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora sentiu uma força vindo sabe-se lá de onde. E se olhando no espelho, finalmente tomou uma grande decisão, talvez a primeira e maior de sua vida. Ela gostava do Pedro e gostava do Felipe, mas gostava ainda mais de uma terceira pessoa, e resolveu ficar com essa: ela mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-53246684507308040?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/53246684507308040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/04/decisao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/53246684507308040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/53246684507308040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/04/decisao.html' title='A decisão'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Seejy90R7NI/AAAAAAAAACg/m934SkvupjU/s72-c/interrogation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-342163083461000483</id><published>2009-04-07T11:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T11:42:02.863-07:00</updated><title type='text'>Histórias que temos de contar</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMARLIA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMARLIA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMARLIA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por Sarah Menezes &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sdudr0cmrkI/AAAAAAAAACY/IPwZ_0Yyyvk/s1600-h/sarah.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sdudr0cmrkI/AAAAAAAAACY/IPwZ_0Yyyvk/s200/sarah.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As férias acabaram tem algum tempo, mas recordando os momentos bons que tive nela, um eu faço questão de deixar registrado, o acampamento na chuva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era uma quinta-feira, e eu estava em um bar com meus amigos, o que é de costume durante todo o período de folga que nós temos, nos encontramos todos os dias para recompensar o tempo que passamos longe, pois todos estudam fora. Em meio a conversas e brincadeiras alguém sugere um acampamento para o final de semana, mais do que animados, todos já se organizam e combinam a viagem para o dia seguinte, a sexta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem realmente botou fé no combinado, e, que mesmo com chuva, acreditou que o acampamento iria vingar estava em frente ao supermercado às 9h da manhã. Todos reunidos, compramos os apetrechos para passar dois dias acampados, e seguimos viagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Durante todo o percurso estávamos empolgados,fazendo planos para quando chegássemos, contando histórias e nos divertindo. Ficamos mais ou menos uma hora perdidos, tentando achar o camping, mas graças a uma força maior conseguimos achar o local, e já estava na hora do almoço. Mais do que depressa começamos a montar as barracas, eram três, estávamos em seis pessoas, cada dupla foi montar a sua, antes que o temporal que estava ameaçando cair não deixasse terminarmos o serviço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi exatamente quando todos acabaram que a tempestade caiu, então saímos correndo para uma área coberta e lá ficamos até o tempo melhorar. Preparamos nosso almoço, que era pão, lingüiça e refrigerante. Para todas as refeições tínhamos o mesmo cardápio. O dia inteiro estava nublado. Ficamos conversando, bebendo, ouvindo música, jogando até o fim da tarde. Por volta das 17h30 o sol se abriu, e empolgadamente todos quiseram ir até a cachoeira. O caminho não era muito logo, porém era mata fechada, o que dificultava o nosso passeio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estávamos numa colina, e a cachoeira era em um vale, entre duas colinas. O chão estava encharcado, as árvores e pedras que tínhamos para nos escorar estavam escorregadias, e mesmo com esses obstáculos nós chegamos ao nosso destino. Entramos debaixo daquela água congelante, todo mundo junto, e ali eu senti que minha alma estava mesmo sendo lavada, que todas as coisas ruins estavam indo embora com aquela correnteza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois desse momento decidimos achar a outra cachoeira que tinha no local, encontramos só que nessa não dava para entrar, pois chegamos pela parte de cima, e não tinha como pular porque era alto demais, tanto que havia vários equipamentos de rapel ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O cansaço foi se abatendo pela galera, e já estávamos loucos por água, afinal, havíamos levado uma Camelbak apenas com vodka e refrigerante, esquecemos de comprar água. No caminho de volta houve confusão na hora de decidir a direção a seguir, mas por fim chegamos a um consenso, e depois de uns 30 minutos de caminhada chegamos ao topo da colina, mortos. Olhamos para a frente, para um lado, para o outros e nada de acharmos nossas barracas. Quando de repente um amigo meu grita, olha meu carro lá atrás. Quando vimos a distância do nosso acampamento até onde estávamos todo mundo ficou desolado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sentamos na grama, relaxamos, ficamos curtindo aquela brisa de mato, fresquinha. Era 20h e já estávamos de banho tomado, todos enfiados dentro de uma só barraca por causa da chuva que caía, e por lá ficamos até de madrugada. Na manhã seguinte acordamos tarde, fizemos as ultimas lingüiças que restaram e nos apressamos para ir embora, porque o temporal prometia ser pior do que o do dia anterior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E assim como terminamos de montar as barracas com chuva, ao desmontar, a cena se repetiu. Com medo que o temporal não passasse pegamos estrada, só por esse detalhe demoramos uma hora a mais para chegarmos em casa. No caminho quase atropelamos uma capivara que estava tranqüila a tomar seu banho de chuva no meio da estrada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E esse foi um dos casos entre tantos outros que aconteceram nas minhas férias de verão, que sempre marcam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-342163083461000483?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/342163083461000483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/04/historias-que-temos-de-contar.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/342163083461000483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/342163083461000483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/04/historias-que-temos-de-contar.html' title='Histórias que temos de contar'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/Sdudr0cmrkI/AAAAAAAAACY/IPwZ_0Yyyvk/s72-c/sarah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-8859166244354518011</id><published>2009-03-30T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T08:03:56.175-07:00</updated><title type='text'>O Sonho</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SdYkwL9Q3FI/AAAAAAAAACQ/r1lym99Aq5c/s1600-h/sonho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SdYkwL9Q3FI/AAAAAAAAACQ/r1lym99Aq5c/s200/sonho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Chegou muito tarde e cansado do trabalho, foi direto para a cama. A mulher estava ali, deitada, dormindo profundamente. Ele lembrou da discussão horrível que tiveram mais cedo. Mal se falaram o dia todo. Ele a observou com nojo e com raiva, teve vontade de matá-la. Não matá-la no sentido figurado, mas ele se viu colocando as mãos ao redor daquele pescoço delicado e apertando até ela ficar sem fôlego algum.&lt;br /&gt;A mulher teve coragem de traí-lo, de dar para outro homem na cama que ele havia comprado. A cena não parava de lhe vir à cabeça. Ele chegou no meio do ato, escutava os gemidos de sua mulher, aqueles mesmos que ela fazia quando começaram a namorar. O homem possuindo o corpo da amada com toda força, dando bufadas de tesão. Aquele homem já fora seu amigo, seu melhor amigo.&lt;br /&gt;Ele deitou ao lado dela, quase vomitando de repulso. Não queria mais brigar, queria paz. Adormeceu. Lembranças de bons tempos ao lado dela vieram à tona. A imagem do amigo penetrando a mulher voltou à cabeça, fazendo-o acordar suado em um pulo. A mulher estava com a cabeça adormecida em seu peito, e os braços envolvendo-o pela barriga. Ele olhou com desprezo para ela e sem pensar começou a beijá-la, com tanto desejo e ódio que nem ele ou ela compreendiam.&lt;br /&gt;Acariciou o corpo dela, a mulher desesperou-se, não sabia o que ele queria com aquilo. Ele beijou todo o corpo da esposa, pequenas mordiscadas nas orelhas a fizeram arrepiar. Passou a mão devagar pelas curvas acentuadas. Beijava sua boca com tanta sede que ela sentia dor. Arrancou-lhe a calcinha no dente, e levantou-lhe a camisola. Subiu em cima dela e esteve tão dentro como nunca antes. Ele fechou os olhos e seguiu com o ato enquanto ela gritava para ele parar.&lt;br /&gt;Na euforia ele não percebeu, mas cobria a boca e o nariz dela com uma das mãos e com a outra ele comprimia forte o pescoço. A esposa cada vez mais em pânico não tinha mais como gritar, ela debatia os braços e fazia o possível para sair dali. Ele continuava perdido no corpo dela, como se o mundo estivesse a um fio para acabar. &lt;br /&gt;Ele terminou o ato e não se deu conta. A mulher estava morta. O pescoço roxo e machucado. A boca entreaberta, como se mesmo no corpo desfalecido, a alma buscasse o ar. Ele se jogou para o outro lado da cama quando percebeu. Ficou parado, assustado, olhou para suas mãos em pânico. Levantou e deu uma volta pelo quarto. A mulher estava estirada logo ali. Aquele corpo sem vida, havia sido sua amada um dia.&lt;br /&gt;Ele sentou em um canto do quarto e aterrorizado não sabia o que fazer. Inebriado pela euforia, ele cometeu aquele crime. Aquela mulher era uma droga, um vício, era tudo culpa dela, por tê-lo amado e traído. Ela o havia enfeitiçado, o envolvido. Ele levantou e seguiu para perto do corpo, ajoelhou e segurou uma das mãos da morta. Naquela hora flashs e mais flashs do amor intenso que viveram estavam pairando sobe sua cabeça. &lt;br /&gt;Ele fechou os olhos, lágrimas escorreram pelo seu rosto e ajoelhado ao lado da cama, afundou a cabeça no colchão e adormeceu. Para ele apenas segundos haviam passado quando o despertador tocou.&lt;br /&gt;Estava deitado, enrolado no edredom. Sentou-se e esfregou os olhos. Olhou para os lados e se deu conta de que a mulher não estava na cama. Pensou ter ouvido barulhos no banheiro. Deu mais uma boa olhada pelo quarto, e aliviado pensou “foi um sonho”. Levantou-se devagar ainda abatido pelo pesadelo e foi em direção a porta do quarto.&lt;br /&gt;No susto, levou um tombo e bateu a cabeça na cômoda. Durante o sono agitado empurrou o corpo da mulher para o chão. Não havia sido um sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-8859166244354518011?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/8859166244354518011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/o-sonho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8859166244354518011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8859166244354518011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/o-sonho.html' title='O Sonho'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SdYkwL9Q3FI/AAAAAAAAACQ/r1lym99Aq5c/s72-c/sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-4039995414411912640</id><published>2009-03-24T18:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T18:11:52.624-07:00</updated><title type='text'>Um dia a gente descobre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScmEmzL95eI/AAAAAAAAABw/XMan2s1oGe8/s1600-h/jornalismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScmEmzL95eI/AAAAAAAAABw/XMan2s1oGe8/s320/jornalismo.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pequena era comum ouvir como eu era simpática, falante e extrovertida. Há quem apostasse que eu teria uma carreira brilhante na política devido a minha desenvoltura e ao meu grande círculo de amizade.&lt;br /&gt;Na infância não é comum refletir sobre o futuro, ainda mais sobre o futuro profissional, afinal, temos coisas mais interessantes para fazer e, pensar no que ser quando crescer pode esperar. Mas esse tipo de questionamento é sempre feito pelos adultos, e quando isso acontecia, a primeira resposta que me vinha era dentista.&lt;br /&gt;Queria seguir essa carreira para poder cuidar daqueles dentes maltratados dos meus avós, pois eles necessitavam e não tinham dinheiro para este “luxo”. No decorrer da minha vida escolar desisti de ser dentista, não tinha a menor delicadeza e paciência para cuidar dentes, mexer com sangue, sentir mau hálito e etc. Definitivamente isso não era para mim.&lt;br /&gt;Pensei em inúmeras outras carreiras como as de bióloga ou biomédica, pois sempre me sobressaí nessa área. Pensei também em história ou filosofia, amava ler e saber detalhes de pensamentos e histórias que constituíram e constituem a minha vida até hoje. Mas nenhuma dessas pretenções vingaram, no final descobri que a minha vocação, o sentido da minha vida profissional sempre fora outro.&lt;br /&gt;Decidi ser jornalista!&lt;br /&gt;Percebia que só seria completa se pudesse passar o resto da vida conhecendo pessoas e histórias, podendo mostrar para o mundo inteiro as minhas vivências, as minhas histórias e, consequentemente, a vida de outras pessoas.&lt;br /&gt;Escolhi o jornalismo para fazer a minha parte por um mundo melhor, denunciando, mostrando a verdade, fazendo do meu habitat um lugar mais justo e ideal para se viver. Tenho certeza que cada pessoa que escolher essa linda profissão é para poder colaborar com o bem estar da humanidade e deixar sua marca na história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-4039995414411912640?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/4039995414411912640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/um-dia-gente-descobre.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4039995414411912640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/4039995414411912640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/um-dia-gente-descobre.html' title='Um dia a gente descobre'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScmEmzL95eI/AAAAAAAAABw/XMan2s1oGe8/s72-c/jornalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-1183006827189658625</id><published>2009-03-11T16:03:00.001-07:00</published><updated>2009-03-25T10:45:15.154-07:00</updated><title type='text'>Príncipe</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Crédito Imagem: ImageBank-Bruno Muff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpGIFEmB5I/AAAAAAAAACA/25VpM1F3V_w/s1600-h/sb10063205k-001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpGIFEmB5I/AAAAAAAAACA/25VpM1F3V_w/s320/sb10063205k-001.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;Ela nunca foi o tipo de garota que se apaixonava fácil. Aliás, nunca tinha se apaixonado até conhecer Denis. E o filha da mãe nem era bonito como os caras que ela costumava pegar. Viram-se um dia num boteco e Denis a xavecou até cansar. Ela acabou cedendo pela insistência.&lt;br /&gt;Depois do primeiro beijo conversaram durante o resto da noite. Ela não acreditava, ele era perfeito pra ela. Sempre foi o tipo de garota que julgava as outras que beijavam um e no outro dia não sabiam falar de outra coisa. Até tinha algumas amigas assim. Mas depois de Denis, ela entendeu. Aquilo era diferente de tudo que ela já havia experimentado.&lt;br /&gt;Trocaram telefones e ela mal conseguiu dormir pensando nele, lembrando de seu toque e seu beijo. No outro dia não descolou do celular. Ela não sabia o que estava acontecendo, o cara tinha mesmo mexido com a cabeça dela. “Gente, o que eu to fazendo?” pensou inconformada. Decidiu deixar o celular de lado e ir fazer alguma coisa produtiva.&lt;br /&gt;Na academia não conseguiu se concentrar, aquilo estava estranho. Ela&lt;br /&gt;tinha certeza que o cara tinha lançado magia negra nela. Voltou para casa tentando pensar na paisagem, no tempo, no cabelo que precisava cortar. Nada. Nada fazia ela esquecer. Chegou e correu para o celular: 13 chamadas não atendidas – todas dele.&lt;br /&gt;Ela praticamente surtou. Não sabia o que fazer, se ligasse pra ele, será que podia parecer desesperada? Mas e daí? Ela estava mesmo desesperada! Enquanto uma nuvem de dúvidas pairavam sua cabeça, o celular tocou. Era ele. Ela respirou fundo e atendeu tentando parecer normal.&lt;br /&gt;“Oi?”&lt;br /&gt;“Bela? Tudo bom? É o Denis, tentei te ligar algumas vezes e você não atendeu”.&lt;br /&gt;Conversaram um pouco e marcaram de se ver no outro dia. Bela tinha certeza que não ia conseguir dormir de ansiedade para revê-lo. Mas pelo menos agora ela tinha uma pista, aparentemente ele também queria ela. Finalmente depois de toda a espera, os dois se encontraram em um restaurante italiano, tomaram um pouco de vinho e conversaram até sobrarem apenas os garçons no lugar.&lt;br /&gt;Bela olhava fixamente para ele, e tinha certeza de que aquele seria o homem de sua vida, seu marido e pai de seus filhos. Em apenas três dias ele fez com ela o que nenhum outro homem jamais havia feito. E olha que tentaram. A meiguice dela era cativante, além do mais era um mulherão. Devia ser objeto de estudo e motivo de inspiração para outras mulheres.&lt;br /&gt;Mas algo em Denis mexeu com ela. Indecifrável. O sorriso? Era bacaninha, mas ela já havia conhecido melhores. O olhar? A fala? “Acho que era pra ser”, pensou. Saíram do restaurante e acabaram em um motel, onde os dois tiveram a melhor noite de suas vidas. No dia seguinte, Bela esperou pela ligação de Denis o dia todo. Nada. Nem no outro dia e nem no dia depois do outro dia. Ligou uma vez e sua chamada foi rejeitada, depois disso, ela decidiu não ligar mais, não ia dar esse gostinho pra ele.&lt;br /&gt;Ele havia sumido do mapa e partido o coração da jovem. Bela acabou se recuperando, mais rápido do que imaginava. Foi usada, se sentiu usada, mas resolveu se reafirmar pensando, “pelo menos eu dei”. Depois ela voltou a ser ela mesma, cativante por fora e uma pedra por dentro. Além disso, também aprendeu uma lição: Príncipe encantado, só em filme e em conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Crédito Imagem: ImageBank-Bruno Muff)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-1183006827189658625?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/1183006827189658625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/principe.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1183006827189658625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1183006827189658625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/principe.html' title='Príncipe'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpGIFEmB5I/AAAAAAAAACA/25VpM1F3V_w/s72-c/sb10063205k-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6840417843414495403</id><published>2009-03-05T12:27:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:05:19.181-07:00</updated><title type='text'>A Praia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Mônica Salmazo &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SbA1njK9hmI/AAAAAAAAABg/YwEVmqJlQdw/s1600-h/174_2635-praia5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SbA1njK9hmI/AAAAAAAAABg/YwEVmqJlQdw/s320/174_2635-praia5.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O litoral. O sol, as ondas, as pessoas e o cheiro agradável da maresia misturado com o pastel gorduroso da tia Paula, aquela mulher fantástica com suas calças justas, levantando toda aquela formosura de 50 anos e 200 quilos impecáveis. Seu pastel vende bem na praia, virou atração, assim como o vendedor de coxinha, quibe, esfirra, enroladinho e tudo o que tiver de mais gorduroso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Na ponta da praia as pessoas são mais econômicas, levam seu alimento da própria casa. Aaaaaaaai que beleza! Não tem nada melhor do que ver aquela tia passando maionese no pão e enchendo de condimentos inimagináveis. Coloca tudo na sacola junto com o frango, a farofa, o pão com atum, o refrigerante e a cerveja foram colocados no isopor, comprado no mesmo supermercado da cidadezinha natal, pois lá é mais barato né.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Vão todos para a praia, leva a sacola com o almoço e o café da tarde, com as bebidas pro dia todo, as cadeiras de supermercado, os chinelos, os maiôs gigantes cor “celulite viva” e biquínis “vejam minha coleção de estrias”. As crianças levam bóias pra brincar no raso e as mães começam um ritual sagrado de passar protetor na mulecada. Após longos e infindáveis minutos sendo amaçadas, esfregadas, cuspidas pelas broncas do “fica parado menino”, “assim eu não consigo passar”, “vê se não responde a sua tia, ela só está te oferecendo um frango com guaraná”, então, finalmente, elas ficam prontas: um bando de anões brancos correndo pela praia gritando “mãããããããããããeeeeeeeeee, olha pra mim mãããããããããeeeeeeee, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe...”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A sacolinha do lixo começa a encher, embalagens de papel alumínio e papel filme se misturam às garrafas de refrigerante e os copinhos plásticos, as latinhas de cerveja já foram recolhidas para a prima da roça fazer bolsas e roupas com anéis da lata e o resto da embalagem vai para a coleta da cidade que paga 0,0000002 centavos por cada uma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Na praia você pode encontrar também os tradicionais camelôs, vendem óculos escuros a “10 reaus e 20 reaus os bãos”, tem de tudo, até mesmo a bolsa de anéis da sua prima do interior. Tem saia-cinto, daquelas que você não descobre se era pra ser uma saia ou então um cinto, mas que todas as piriguetes usam; tem o vestido cortina, você não sabe se era pra ser um vestido pra ficar limpando casa ou se coloca na janela pra fazer de cortina; cangas ma-ra-vi-lho-sas que se parecem com calças, na verdade elas podem ser os dois, ora saia, ora calça, o importante é que tem tecido pra se fazer uma rede das boas e deitar a tarde toda enquanto come o bolo de fubá delicioso que trouxeram lá de casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Com todas as suas belezas o litoral brasileiro ainda é um ponto turístico muito visado pelos estrangeiros, que podem comprar mercadorias a preço de bananas, ou em pastéis da tia Paula.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6840417843414495403?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6840417843414495403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/praia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6840417843414495403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6840417843414495403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/praia.html' title='A Praia'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SbA1njK9hmI/AAAAAAAAABg/YwEVmqJlQdw/s72-c/174_2635-praia5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2743617456915793844</id><published>2009-03-05T11:52:00.000-08:00</published><updated>2009-03-25T08:04:53.975-07:00</updated><title type='text'>Sessão nostalgia</title><content type='html'>Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpIAus_a8I/AAAAAAAAACI/hAhbewnJyk4/s1600-h/730865.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpIAus_a8I/AAAAAAAAACI/hAhbewnJyk4/s320/730865.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A mola-maluca, é difícil encontrar alguém que em sua infância não tenha se divertido com esse brinquedo. Ao iniciar uma sessão nostalgia a primeira coisa que me veio a mente foi esse brinquedo peculiar, colorido, no qual eu passei inúmeras tardes brincando. &lt;br /&gt;Mergulhando em minhas lembranças um brinquedo que marcou várias aventuras surgiu, a minha motoca, ou velotrol como também é bastante conhecido. Lembro de andar em cima dela por toda a casa, rodeando a mesa da cozinha, zanzando de lá para cá na sala enquanto minha mãe assistia TV, e toda minha euforia vinha à tona quando eu podia correr para cima e para baixo com toda a velocidade pelas calçadas do meu bairro, isso realmente me deixava alegre.&lt;br /&gt;Lembro de cada detalhe daquele brinquedo que eu adorava, ela era azul com  as três rodas vermelhas, pequenina, com vários adesivos de desenhos que eu própria colei para dar um toque final em seu estilo e deixá-la com a minha cara.&lt;br /&gt;Me diverti tanto com esse brinquedo que, quando já estava mais velha e crescida lembro de vê-la toda acabada, com alguns furos em suas rodas, toda desbotada, os adesivos já haviam se descolado, e os que restaram já estavam todos rasgados, pela metade, sobrando apenas a cola grudada na motoquinha, a deixando ainda mais acabada.&lt;br /&gt;Foram vários momentos divertidos que eu passei em cima daquele brinquedo, e os guardarei   com toda a felicidade e carinho em minha memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2743617456915793844?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2743617456915793844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/sessao-nostalgia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2743617456915793844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2743617456915793844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/03/sessao-nostalgia.html' title='Sessão nostalgia'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpIAus_a8I/AAAAAAAAACI/hAhbewnJyk4/s72-c/730865.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-1947197164735042719</id><published>2009-02-19T12:54:00.001-08:00</published><updated>2009-03-25T11:02:51.219-07:00</updated><title type='text'>Os outros</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpElj79_7I/AAAAAAAAAB4/tbceLNLiXSg/s1600-h/fofoca3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpElj79_7I/AAAAAAAAAB4/tbceLNLiXSg/s320/fofoca3.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;De sua turma nunca foi a mais bonita, porém Carol sabia o que queria, e acreditava nela mesma para conseguir. Além disso, tinha um instinto de liderança, e sua personalidade visível a deixava mais atraente. Ela se preocupava com todos ao seu redor, e sempre ficava satisfeita quando os outros estavam satisfeitos.&lt;br /&gt;Quando tinha lá seus quatorze anos, estudava em uma escola próxima a um cursinho pré-vestibular. Todos os dias ela via passar por ali um rapaz lindo de mãos dadas com sua namorada. Carol gostava de ter metas e fazer o seu melhor para atingi-las. Falava para suas amigas que aquele deus grego seria dela um dia. &lt;br /&gt;Carol não voltou a ver o rapaz depois daquele ano, mais tarde acabou mudando de escola, nem lembrava mais dele. Fez novas amizades, que acabaram tornando-se eternas. Os antigos amigos também não ficaram para trás. Como já dito antes, ela era o tipo de pessoa que não deixava ninguém para trás. &lt;br /&gt;A jovem estava em uma fase boa. Gostava de curtir um happy hour com as amigas no final de semana. Em uma dessas noitadas de sábado, ela e mais duas amigas foram aproveitar a &lt;i&gt;night &lt;/i&gt;em uma balada da moda. Dançavam empolgadas quando uma das meninas deu um grito ao ver um grande amigo que não via há anos. Carol deu um grito ao ver que seu antigo deus grego acabava de entrar na boate. A outra deu um grito ao se assustar com o grito das outras duas.&lt;br /&gt;Carol acabou descobrindo que o rapaz que ela sempre via com a namorada no final da aula era o grande amigo de sua amiga. “Que bom que esse mundo é pequeno”, ela pensou. Naquele dia ela agarrou a oportunidade e conseguiu o que tanto queria há algum tempo. Depois daquilo não se viram ou se falaram mais. Ela até pensou em ligar algumas vezes, mas muitas outras coisas aconteciam em sua vida e ela o esqueceu novamente. &lt;br /&gt;Quando estava no último ano da escola, aquele belo rapaz reapareceu em sua vida. Ficaram e ficaram, começaram a namorar. Formavam um belo casal. Carol e Fernando davam certo onde estivessem. Foram se apaixonando cada vez mais um pelo outro. Qualquer um podia sentir amor quando estava na presença deles. Ele não vivia sem ela, e ela não vivia sem ele.&lt;br /&gt;Naquele ano o pai de Carol faleceu, e sua mãe mal parava em casa, mas Fernando esteve ao seu lado em cada segundo. Ela havia mudado um pouco, tornado-se mais nervosa, mas ele nunca perdeu a paciência com ela, por mais que ela o tentasse. As brigas eram constantes e normais como em todo relacionamento. Quando ela terminou a escola, os dois entraram juntos na faculdade, entretanto, cada um em uma cidade, ele saiu da terra natal, e ela ficou. &lt;br /&gt;O amor dos dois ainda estava lá, só que eles não sabiam mais onde procurar. As brigas foram aumentando devido à distância física e tornaram-se cada vez mais sérias, várias pessoas começaram a se envolver e dar palpites. Ela pisava na bola com ele, e ele já não mais tão paciente não deixava em branco e dava o troco cinco vezes pior. Todos queriam saber o que acontecia entre eles, e que crise era aquela que afetava aquele amor antes tão intenso e tão bonito.&lt;br /&gt;Na verdade o amor era o mesmo, mas eles começavam a crescer e o relacionamento continuava imaturo. Muita gente falava para Carol esquecer Fernando, dizendo que ele só fazia mal para ela. Talvez aquilo fosse verdade, e ela decidiu terminar. No fundo não parecia certo. Vários meses depois Fernando voltou para a cidade, dessa vez para ficar, desistiu da faculdade. A partir de então, os dois passaram a se encontrar escondidos. Nem a família e nem os amigos de Carol aprovavam o relacionamento deles. &lt;br /&gt;A menina já não suportava mais esconder o que sentia por Fernando, decidiu lembrar quem ela era: autoconfiante! Assumiu para todos novamente um relacionamento com ele que prometia dar certo dessa vez. Um ano se passou diante dos olhos deles, e o namoro começava a desandar novamente. Os palpites alheios enchiam a cabeça de Carol, e ela via que não podia mais agradar a gregos e troianos.&lt;br /&gt;Com tanta gente envolvida em seu relacionamento, ela não sabia que caminho tomar. De um lado estava Fernando, e aquele sentimento que era muito mais forte do que ela, de outro estavam os outros, que não sabiam o que passava na cabeça da jovem e nem como ela se sentia de verdade. Pela primeira vez na vida ela não era líder de nada e não conseguia decidir o que fazer. Não tinha forças para lutar por ele. Ela terminou novamente. Mais uma vez, aquilo não parecia certo. &lt;br /&gt;Durante anos Fernando procurou Carol, ela o ignorava o máximo que conseguia, mesmo que aquilo a machucasse demais, principalmente por saber como o machucava. Algumas vezes ela não resistiu e saiu com ele sem que ninguém soubesse. Fernando pedia desculpa por tudo que acontecera entre eles, e implorava para tê-la de volta. Ela sabia que o desfecho daquilo era culpa dela, mesmo ela fazendo parecer ser culpa dele. &lt;br /&gt;Depois de tudo, ela escolheu ser infeliz e deixar os outros felizes, como havia feito a vida inteira. Acabou se casando com outro, mas nunca esqueceu ou deixou de amar Fernando. Ele por outro lado, escolheu esperar Carol por toda a vida, na esperança de que um dia ela voltasse para ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-1947197164735042719?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/1947197164735042719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/02/os-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1947197164735042719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/1947197164735042719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/02/os-outros.html' title='Os outros'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/ScpElj79_7I/AAAAAAAAAB4/tbceLNLiXSg/s72-c/fofoca3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2861355031442310158</id><published>2009-01-03T05:19:00.000-08:00</published><updated>2009-03-25T07:39:18.629-07:00</updated><title type='text'>O Osama de Copacabana</title><content type='html'>&amp;nbsp;Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compartilhava um espírito de renovação com mais um milhão e meio de pessoas que aguardavam ansiosas pela contagem regressiva para a chegada de 2009. Com pés descalços nas areias de Copacabana eu me divertia com pessoas que conheci. Observei alguns, ignorei outros, mas entre aquela multidão vestida em branco, um senhor abatido me chamou a atenção.&lt;br /&gt;Sem sapatos, bermuda tactel surrada e uma camiseta enrolada na cabeça. A peça de roupa parecia um turbante, e quem estava em volta não pôde deixar de apelidá-lo de Osama Bin Laden. Os que olhavam para ele achavam que era mais um mendigo bêbado, talvez drogado. Mais um louco num mundo rotulado “normal”. Confesso que simpatizei com Osama, que mais tarde se apresentaria como Antonio, o arquiteto. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SWOChaXOwMI/AAAAAAAAABI/49fDL5zo6EQ/s1600-h/osama.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SWOChaXOwMI/AAAAAAAAABI/49fDL5zo6EQ/s320/osama.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Quando veio conversar comigo, esquivei, fiquei com medo e não vou mentir, realmente o rotulei. Entretanto, resolvi dar uma chance àquele senhor. “Qual é tua graça?” foi o que ele me perguntou. Acabei descobrindo que no Rio, ele queria saber meu nome. “Gabriela” retruquei. Ele repetiu em voz alta como quem procurasse o que dizer em seguida. &lt;br /&gt;Esperei ouvir idiotices, mas aproveitei para dar boas risadas. O caso é que Osama disse que tinha alguns recados para mim. Em um ambiente de comemoração ele me fez sentar na areia daquela praia e ouvir o que ele tinha a dizer. Olhando firmemente nos meus olhos ele disse que uma Santa cuidava de mim: Maria de Fátima. Fui informada por amigos, que ela também é a Nossa Senhora do Rosário, ou Virgem Maria, ou como preferir, já que tem mil derivações de nomes que se referem exatamente a mesma santa. &lt;br /&gt;Ele seguiu afirmando com todas as forças que alguém me ama muito e está muito próximo, mas eu não sou capaz de enxergar. Continuou dizendo que um familiar preza a minha felicidade, podia ser um tio ou avô. Ouvi com atenção, apesar de estar achando tudo extremamente irrelevante. Foi quando ele me disse uma coisa que realmente me tocou.&lt;br /&gt;“Você ainda vai fazer muito bem para o mundo”. Se isso é verdade ou não, ainda não sei, mas quando chegou a hora da contagem regressiva e todos esperavam ansiosos por aquela maravilhosa queima de fogos, eu pensei no que ele me disse. Talvez ele fosse mesmo um louco falando bobeiras da boca pra fora. O caso é que a situação misturada com a vontade recomeçar em mais um ano novo, me fez realmente querer fazer bem para o mundo. &lt;br /&gt;A energia que a passagem do ano trás causa em cada um uma vontade de seguir em frente, trás forças. Alguns aproveitaram para fazer promessas, outros pedidos e simpatias. Eu pulei as tradicionais sete ondinhas (pra mim e pra algumas amigas). Nem todos tiveram um Osama para ler o futuro (diga-se de passagem, o meu promete ser grandioso), mas cada um a sua maneira buscou meios de ser melhor em 2009.&lt;br /&gt;Durante os 10 segundos para a chegada do novo ano, eu senti que o Rio de Janeiro compartilhava comigo aquele espírito de paz e renovação. Naquela hora eu percebi que o mundo podia ser melhor, bastava cada um fazer a sua parte. E o Osama já garantiu que eu vou fazer a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2861355031442310158?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2861355031442310158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/01/o-osama-de-copacabana.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2861355031442310158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2861355031442310158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2009/01/o-osama-de-copacabana.html' title='O Osama de Copacabana'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/SWOChaXOwMI/AAAAAAAAABI/49fDL5zo6EQ/s72-c/osama.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-3872729989524164142</id><published>2008-12-15T08:13:00.000-08:00</published><updated>2009-03-25T11:06:04.324-07:00</updated><title type='text'>Maria</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasceu sua mãe não pensou duas vezes ao escolher seu nome: “Maria, como a santa”. O pai era um pobre coitado que mal tinha onde cair morto, a mãe era uma órfã herdeira de uma grande fortuna. Despreparado e apavorado, o pai fugiu sem deixar rastros, abandonando Maria e sua mãe.&lt;br /&gt;As duas eram a única família uma da outra. Maria foi criada no conforto e no carinho da mãe. Estudou nas melhores escolas. Porém, a menina sempre fora meio perturbada, a ausência do pai e a falta de outros familiares mexiam com a cabeça dela. Na formatura do terceiro colegial, Maria observou as mesas de seus colegas: lotadas. A dela: duas cadeiras, ela e a mãe.&lt;br /&gt;Aos dezessete anos, não agüentava mais aquele ambiente, ela e a mãe, ela e a mãe. Era muito grata a tudo que possuía, havia sido muito bem criada, mas aos poucos foi saindo de casa e procurando outras bandas. Começou a freqüentar boates gays, onde a moral era outra e a orgia corria solta. &lt;br /&gt;Beijou meninas, beijou meninos, beijou gays, cheirou pó. A mãe não percebia a situação em que a filha estava. Maria sabia disfarçar: o nome e a cara eram de santa. Começou a vender seu corpo. Conheceu meninas que faziam o mesmo, porque ela também não podia? Dinheiro era a última coisa que ela precisava, mas ela gostava de um capricho.&lt;br /&gt;Maria era um prato cheio para qualquer psicólogo, a ausência do pai causava nela uma busca incessante por uma presença masculina. Aos dezoito anos, sexo era tudo o que passava pela sua cabeça. A faculdade particular de engenharia mecatrônica fora mais um motivo para procurar homens. O curso era formado por 94% de homens e 93% já haviam passado a noite com Maria.&lt;br /&gt;Aqueles gritos a enfeitiçavam enquanto ela estava em ação: “Maria!”. Ganhou muito dinheiro com o que fazia. Ás vezes ela não cobrava. Passou a freqüentar novos lugares, conhecer homens mais velhos. Aqueles meninos já não sabiam satisfazer seu desejo. A mãe já era uma completa ausente em sua vida. Maria nunca estava em casa, inventava trabalhos e trabalhos para manter-se afastada e a noite procurava quem iria saciá-la. &lt;br /&gt;Foi em um desses botecos baratos que Maria conheceu Humberto. Quarentão atraente. Cabelos semi-grisalhos bem aparados, rosto jovial, pele morena e corpo de trintão. Maria não hesitou em puxar papo. Humberto logo se atraiu pelas pernas grossas e torneadas e seios fartos de Maria. A pele branca e os cabelos escuros, deixavam visíveis os olhos verdes marcantes, realçados por lápis e rímel preto.&lt;br /&gt;A conversa foi longe, Maria não conseguia mais conter a vontade de ter aquele homem dentro dela. Convidou-o para ir até sua casa, onde sua mãe dormia tranquilamente. Ao entrar pela porta grande de madeira, Maria deparou-se com uma luz acesa, a mãe estava concentrada na leitura de um livro, Maria tentou subir para seu quarto sem barulho, mas Humberto ficou parado observando a casa.&lt;br /&gt;“Adriana?”, falou Humberto indignado. A mãe de Maria, sentada de costas para a porta por onde eles entraram, olhou por cima dos ombros e não pode acreditar no que seus olhos estavam vendo. O pai de Maria. Adriana viu os dois de mãos dadas e descontrolada perguntou o que Maria fazia com ele. A garota sem saber o que fazer, fitou os dois e soltou a mão de Humberto agressiva.&lt;br /&gt;“Quem é ele mãe?”. “Mãe?”. Humberto não podia se conter mais diante da presença da filha que ele abandonara vinte anos atrás. “Seu pai” falou a mãe já não conseguindo esconder as lágrimas de pavor pela situação. “O que você fez com ela?”-“eu não encostei nela, Adriana”.&lt;br /&gt;Maria observou a cena que sempre quis vivenciar: uma briga de pai e mãe, mas aquilo não era bem o que ela imaginava, quase fora para cama com seu pai, sentiu tesão por ele, aquilo era repugnante. O tão esperado encontro entre pai e filha aconteceu da pior maneira possível. Adriana mandou Humberto para fora de suas vidas e afirmou que ele já havia causado sofrimento o suficiente. &lt;br /&gt;Humberto, que ainda não queria a responsabilidade de uma filha, sumiu mais uma vez, sem deixar rastros. Maria e a mãe nunca mais tocaram no assunto. Maria graduou-se com vinte e dois anos e nem o mundo, ela ou a mãe a consideravam mais uma santa como quando nasceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-3872729989524164142?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/3872729989524164142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/12/maria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3872729989524164142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/3872729989524164142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/12/maria.html' title='Maria'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-8459715122651061620</id><published>2008-12-09T05:07:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:07:20.751-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orkut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convergencia digital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='messenger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Oito horas de internet</title><content type='html'>&amp;nbsp;Por Sarah Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais um dia amanhece, e, como de costume, me apronto e vou trabalhar. Chegando à empresa, a primeira coisa a se fazer é ligar o computador para assim poder começar a trabalhar, pois trabalho com assessoria de imprensa de uma empresa de tecnologia. Todos os dias seguem a mesma rotina.&lt;br /&gt;Com o computador ligado, entro no Messenger (sala de bate papo online), dou uma olhada no Orkut, e uma conferida nos e-mails, e duvido que a primeira coisa que você faça ao ligar o PC não seja exatamente o que eu faço, se não for, que atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;Trabalho 8 horas por dia na frente de um computador, e praticamente todas as minhas tarefas são executadas nele, e no intervalo de uma hora e outra sempre vou dar uma espiadinha para ver se alguém me deixou um recado na tão viciante rede social chamada Orkut, afinal preciso saber dos acontecimentos, programações que me enviam através dele, quero ver até mesmo quem me escreve só por estar com saudade, ou só mesmo por escrever, porque dou uma descontração no meu dia, e assim ele não fica tão pesado, e de certa forma se torna mais agradável, afinal ninguém é de ferro para aguentar um dia de trabalho sem nenhuma hora de descontração.&lt;br /&gt;Tenho de confessar que o meu Messenger fica online o tempo todo, claro que cumpro com as minhas obrigações no trabalho, mas sempre estou a conversar com um amigo sobre a noite de ontem, ou o que faremos hoje, e incrivelmente, através dele ficamos sabendo de todas as fofocas, festas e ainda há um jogo de sedução nas conversas com quem nos interessamos. &lt;br /&gt;Falando dessa forma, até parece que o meu dia se resume a Orkut e MSN né? Mas não é bem assim, trabalho o tempo todo conectada à internet, o que me proporciona estar antenada com as informações, que chegam ao internauta praticamente em tempo real, o que é excelente para mim e principalmente para minha carreira, pois o mínimo que uma jornalista tem que fazer é estar por dentro de todos os acontecimentos do mundo.&lt;br /&gt;Outro benefício deste veículo de comunicação para eu poder desenvolver meu trabalho é que toda dúvida que eu venha a ter é sanada na mesma hora, pois tenho em mãos, ou nas pontas dos dedos, como preferirem, um grande universo de informações, onde encontro praticamente tudo o que pesquiso. Essa vantagem faz com que eu desenvolva um trabalho consistente e sem perder tempo.&lt;br /&gt;Entre vantagens e desvantagens, por fim acredito que tal tecnologia veio para nos auxiliar, trazer conforto, conhecimento, praticidade e entretenimento, e quando é utilizada de maneira erronia é que surgem os prejuízos, maldades, trapaças, prejuízos à saúde. O importante é explorar todos os benefícios oferecidos por ela, utilizando-a a nosso favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-8459715122651061620?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/8459715122651061620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/12/oito-horas-de-internet.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8459715122651061620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8459715122651061620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/12/oito-horas-de-internet.html' title='Oito horas de internet'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-592511206510647120</id><published>2008-11-28T10:33:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:07:47.565-07:00</updated><title type='text'>90% de popularidade e 10% de carisma do presidente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/STA6tlm4lKI/AAAAAAAAABA/zJAaWSqCe5o/s1600-h/33707097.VacationonBrazilFriasnoNordestedoBrasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/STA6tlm4lKI/AAAAAAAAABA/zJAaWSqCe5o/s320/33707097.VacationonBrazilFriasnoNordestedoBrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por Mônica Salmazo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“A ligação de Lula com o PT é de criatura e criador, de pai e filho”, acho que devemos perguntar para Gilberto Carvalho se ele tem certeza dessa relação, pois está mais para ligação entre banco e fornecedor. Em uma entrevista o chefe-de-gabinete fez esta e várias outras afirmações sobre o presidente, o “baixinho” - apelido carinhoso pelo qual Lula o chama – o conhece tão bem que fizera comentários até mesmo sobre o humor e jeitinho do nosso governante. Disse que a cabeça de Lula é a do peão do ABC, será que todos os peões do ABC realmente tem um palácio, ternos, viagens, mesa farta, escritório e um país inteiro para governar? E o dedinho? Onde fica? Ou não fica? Balela não? É difícil mas não é impossível certo?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O presidente têm estado preocupado com a economia, “que representa 90% de sua popularidade”, não Luiz, não Gilberto, espera aí, é Luiz ou é Gilberto?, seja quem for está errado, economia não é popularidade, é muito dinheiro na mesa de poucos, e muita mesa no troco de muitos. Será mesmo? “Só os outros 10% vêm do carisma”, carisma?, verdade, somos bem simpáticos a feriados, pois sempre tem o tio que junta todo mundo para tomar umas cervejinhas, pinguinhas, ou seria cachacinhas? Bem popular o senhor presidente. Agora parou? Para não, afinal, vamos imaginar a mãe do Lula dizendo: “Você pensa que sem estudar, sem trabalhar e bebendo cachaça vai conseguir ser alguém na vida?”. Sim, é difícil mas não é impossível certo?! Vamos todos melhorar os setores de bebidas e de promoção de eventos, quem sabe assim não nos tornaremos ótimos governantes pelo menos em nossas próprias cidades ou casas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Vavá, irmão do Luiz, foi acusado de tráfico de influência e por pedir dinheiro a lobistas, “méol déols”, prefiro nem comentar. AH, e o Lulinha? Provavelmente não tenha sido muito diferente dos homens da família, foi bem sucedido, tem até associação com o presidente da Telemar para uma concessionária pública, o pai não vê problemas, afinal, o filho tomou uma “iniciativa pessoal e está batalhando”. Sim, ele é outro dos famosos peões do ABC, todos são batalhadores. (?!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um terceiro mandato, diz Gilberto que Lula não pensa ou cogita essa possibilidade, mas que “o presidente até pode tentar voltar em 2014”, o que será que ele irá fazer até lá? Segurem-se e guardem a água-ardente debaixo do colchão. Festinha no ABC!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não sei como está por aí, mas por aqui estou parcialmente satisfeita (ou seria insatisfeita?), com as decisões do senhor presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. Quero me candidatar à presidência. Mensalinho vale? Cartão é muita tecnologia, mas cheque corporativo seria interessante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ow Lula, manda cheque corporativo para os peões do ABC, não se esqueça do meu endereço. Quando precisar de uma ajuda, talvez uma cueca com alguns dólares, não é a do petista, mas talvez sirva como creme hidratante. Afinal, é difícil, mas não é impossível!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-592511206510647120?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/592511206510647120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/90-de-popularidade-e-10-de-carisma-do.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/592511206510647120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/592511206510647120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/90-de-popularidade-e-10-de-carisma-do.html' title='90% de popularidade e 10% de carisma do presidente'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/STA6tlm4lKI/AAAAAAAAABA/zJAaWSqCe5o/s72-c/33707097.VacationonBrazilFriasnoNordestedoBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-6568581974921116482</id><published>2008-11-17T03:19:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:08:09.482-07:00</updated><title type='text'>Positivo</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou de um lado para o outro no banheiro. Parou cabisbaixa em frente a pia, levantou os olhos e observou no espelho seu rosto inchado de tanto chorar. Passou os dedos entre os cabelos louros e cheios, os cachos subiam e desciam em movimento de mola. Resolveu sentar. Fechou a tampa da privada e acomodou-se ali mesmo. A cabeça debruçada sob as mãos latejava muito. &lt;br /&gt;“Positivo...” pensou ela. O pensamento apoderou-se de sua mente fazendo sua cabeça latejar mais um pouco. “Positivo! Positivo? Positivo...”. Ela não sabia o que pensar, a imagem do teste de gravidez sinalizando positivo simplesmente não saia da cabeça dela. As lágrimas escorriam por seu rosto, fazendo a cor azul de seus olhos ficar ainda mais azul.&lt;br /&gt;Levantando a cabeça, procurou o teste pelo banheiro. Estava jogado sob o tapete rosa berrante bordado com os escritos “Barbie” em branco e uma estrelinha ao final da palavra. Por um momento ela observou o tapete. “Patético”; pensou. “Pa-té-ti-co” falou em voz alta seguida de uma risadinha desesperada. Olhou ao seu redor. O banheiro era todo “patético” como ela mesma havia definido.&lt;br /&gt;O piso era rosa bebê, as paredes eram em ladrilhos brancos rodeadas por duas fileiras ao meio em ladrilho rosa escuro. A cerâmica da pia, vaso sanitário e bidê, assim como toalhas de rosto e banho, além da moldura do espelho, também eram rosa. Em cima da pia haviam cremes, uma pasta dental sabor tutti-frutti e uma escova de dente, é claro, rosa.&lt;br /&gt;“Rosa, porque essa cor?” raciocinou afastando por alguns segundos a imagem do teste de gravidez. Logo ela lembrou: rosa era a cor do teste ao indicar positivo. Aquela ligação fez com que a menina desabasse em lágrimas novamente. “Não pode estar certo, foi só aquela vez”. Ela lembrou do dia em que saiu mais cedo da escola e andou alguns quarteirões até a casa do namorado, que havia faltado a aula.&lt;br /&gt;Os pais estavam no trabalho. Conversa vai, conversa vem, beijos e amassos; mãos e pernas. Gemidos. “Foi bom”. Aquela lembrança a fez arrepiar inteira. Um suspiro a trouxe de volta a realidade de seu banheiro adolescente. Ainda sentada na tampa do vaso ela decidiu levantar. Deu uma boa olhada no espelho e jogou uma água fria no rosto. Ficou parada por alguns instantes observando seu rosto redondo e infantil.&lt;br /&gt;“Pareço um bebê” pensou. “Um bebê cuidando de outro bebê”, a idéia a fez rir um pouco. Olhou para baixo e passou as mãos sob a barriga lisinha. Ela levantou a blusa e se observou no espelho. O piercing refletiu a luz e brilhou um pouco. Abaixou a blusa e sentou no seu tapete da Barbie abraçando as pernas e escondendo o rosto em uma das mãos. Mais calma começou a pensar no próximo passo.&lt;br /&gt;“Vou ter que contar para minha mãe e depois ela conta pro meu pai” por um momento ela esqueceu do namorado. Não queria contar pra ele. Queria esquecer ele, queria distância dele. “Ele não vai querer, eu também não quero...”. Analisou as possibilidades. “Não vou conseguir fazer isso”. Ela simplesmente não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo com ela. &lt;br /&gt;Já havia visto em filmes situações assim, lido em revistas, mas não havia imaginado com ela. Era ela agora. Ela era a personagem de filmes, ela era a menina da revista. Resolveu sair do banheiro e dar uma volta no quarteirão. Tirou a camiseta de uniforme e vestiu uma regatinha azul que exibia parte de sua barriga. Manteve a calça que estava e o all star xadrez de azul e lilás.&lt;br /&gt;Saiu de casa sem se despedir de ninguém. Andou um pouco e se deparou com uma farmácia. Pensou. Pensou de novo. Entrou e comprou outro teste. Voltou correndo para casa como um maratonista a segundos da vitória. Entrou no local da aflição novamente: o banheiro. Fez tudo o que o teste dizia, esperou um pouco e minutos depois o resultado: negativo. Depois daquele dia, ela não quis mais saber do namorado e fez de tudo para aproveitar o que restava de sua infância. Que ainda fazia parte dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-6568581974921116482?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/6568581974921116482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/positivo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6568581974921116482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/6568581974921116482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/positivo.html' title='Positivo'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-2559483493351656331</id><published>2008-11-10T02:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:08:33.596-07:00</updated><title type='text'>Conseqüências de uma paixão</title><content type='html'>Por Sarah Menezes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota normal, na verdade uma menina-mulher: no auge de seus 22 anos. Virginiana convicta, tímida, perfeccionista, sem muitos amigos e cheia de esperança na vida. Buscava a felicidade e a libertação da casa dos pais. Lá, ela se sentia reprimida e impossibilitada de fazer suas vontades. Assim era o mundinho de Tatiana. &lt;br /&gt;Dentro da família nunca foi a mais bela,media 1,55 m, pesava 42 kg, cabelos quase sempre presos em um rabo-de-cavalo. Longos e ondulados eram mesclados em mexas loiras, destaque para o visual. Não tinha nada que chamasse muita atenção, era recatada, porém de personalidade forte. &lt;br /&gt;As brigas com seu pai eram constantes. Ele sempre lhe fazia inúmeras proibições, à ela e às suas irmãs, por isso todas desejavam casar para saírem logo debaixo das asas do pai conservador. As duas filhas mais velhas conseguiram isso, uniram-se aos seus parceiros e constituíram a própria família, e Tatiana, ainda mais nova, continuou ali, presa, sonhando com o dia que teria sua liberdade.&lt;br /&gt;Com o caráter e seriedade de mulher, e a inocência e timidez de uma menina, Tati (como todos a chamava), começou a trabalhar, tornando-se um pouco mais independente. Passou por alguns empregos, começou dois cursos na faculdade e nenhum foi concluído, teve alguns romances, uns mais sérios, outros só por curtição, mas mesmo tendo uma vida comum ela não estava satisfeita. Queria ter a liberdade de fazer suas próprias escolhas e segui-las, sem repressões ou proibições do pai severo, no entanto não tinha encontrado ninguém que se dispusesse a casar para ela poder se ver livre do inferno que tanto a incomodava. Sua busca era incessante, mas, até o momento, em vão.&lt;br /&gt;Certo dia estava em casa, ajudando sua mãe com os a fazeres domésticos, quando sua irmã Lúcia, o marido Walter e os filhos pequeninos apareceram para uma visita. Conversa vai, conversa vem, Walter falava empolgado de sua nova loja no shopping, contava como andavam prósperos os negócios, e planos que fazia para o crescimento de suas empresas. Foi quando ele teve uma brilhante ideia, por saber que Tatiana estava desempregada e sem atividade alguma, resolveu dar uma chance a ela, fez o convite para que a garota fosse vendedora em uma das suas lojas de sapato. Tati, é claro, aceitou a proposta, visando sempre sua independência.&lt;br /&gt;Tatiana começou o seu trabalho. Atenta aos clientes, fazia com eficiência tudo o que lhe era mandado. Ela trabalhava na loja em que Walter permanecia durante todo o dia. Ele preferiu assim para analisar de perto o desempenho da garota. Tati ia bem, nada extraordinário, que surpreendesse seu cunhado. Não dava muitos lucros, mas também não dava despesas, por isso Walter decidiu ajudá-la. Aconselhava ela a voltar aos estudos. Mostrava os pontos, que na opinião dele, ela precisava melhorar, entre outras coisas. Ao começar a seguir as instruções, Tatiana percebeu as coisas dando cada vez mais certo.&lt;br /&gt;Apesar de estar amadurecendo, ainda tinha pensamentos e confusões de uma garota de 15 anos. Certo dia ela percebe que se apaixonou loucamente pelo cunhado. Decide então manter esse sentimento dentro de si, pois era algo incabível dentro da sociedade. Numa manhã de quinta-feira, Tati começava sua jornada de trabalho, e como na loja ainda não tinha chegado nenhum cliente resolveu acessar o bate-papo online.&lt;br /&gt;O cunhado estava on e foi falar com ela. Isso já era de costume, o que não foi normal foi o rumo que a conversa tomou. Walter começou a fazer perguntas sobre os relacionamentos da garota, indagava sobre seus gostos sexuais, e Tatiana, sem saber como reagir, apenas respondia as perguntas. O diálogo começou a esquentar, Walter atiçou o lado mulher de sua cunhada. Tatiana, apaixonada pelo marido da irmã, deixou as coisas acontecerem. Queria desfrutar um pouco dos prazeres da vida. &lt;br /&gt;A partir de então, os dois começaram um relacionamento proibido, no qual ele queria apenas satisfazer a sua fantasia de se envolver com a “cunhadinha" que sempre leu em contos eróticos, e ela, saciar aquele sentimento avassalador que a consumia.&lt;br /&gt;Foram três longos meses em que Tatiana viveu o melhor romance de sua vida. Estava deslumbrada, enquanto Walter já havia satisfeito todas as sacanagens que passavam pela sua cabeça, não via mais interesse em prosseguir com o relacionamento, decidindo colocar um ponto final na história dos dois. A reação de Tati perante a notícia do fim de tudo surpreendeu o cunhado. No primeiro instante, ela não entendeu o que estava acontecendo, depois se descontrolou e começou a pedir incessantemente para que ele não acabasse com tudo. Em seguida teve uma crise nervosa, se debatia pelo chão e teve que ser levada as pressas para o hospital.&lt;br /&gt;A desculpa que inventaram para o ataque de nervos de Tatiana foi uma suposta briga com uma cliente, e ninguém duvidou. Walter ficou assustado, decidiu conversar sério e definitivamente terminar com uma história que agora ele percebia que não deveria ter começado.&lt;br /&gt;Na primeira oportunidade o cunhado foi falar com Tati. Tentou entrar no assunto aos poucos, mostrando que aquilo tudo não terminaria bem se não acabasse por ali. Tatiana sentiu-se usada, e com raiva de Walter, não queria aceitar ser abandonada, e não concordava com nada que ele falava, mas sem pensar duas vezes o cunhado pôs um fim em tudo, virou as costas e foi embora deixando agora uma mulher-menina aos prantos.&lt;br /&gt;Enfurecida e desnorteada Tatiana contou tudo aos pais, na tentativa de se vingar de Walter. O pai, incompreensível, a espanca e expulsa de casa. Tatiana vai embora e a primeira coisa que veio à mente foi ir até a casa de Lúcia, sua irmã, e lhe contar tudo. Sem nenhum remorso ela dá detalhes à irmã. Percebeu então que havia passado de todos os limites, partiu sem rumo.&lt;br /&gt;A esposa de Walter não conseguiu acreditar no que acabara de ouvir da própria irmã, uma dupla traição por parte de pessoas que ela amava incondicionalmente. Tentou conversar com seu marido, buscando uma razão consistente para tudo isso, queria ouvir que tudo aquilo era mentira, mas Walter não teve a coragem de negar, e assim o mundo dela desmoronou. &lt;br /&gt;Na madrugada daquele doloroso dia, Lúcia se jogou da janela do décimo terceiro andar e não sobreviveu, deixando para Walter, apenas a dor da perda da amada, o remorso e seus dois filhos para ele criar.&lt;br /&gt;E Tatiana? Essa já ninguém sabia onde estava, nem ela mesma, entretanto, finalmente conseguiu o que queria: sair de casa.  Enlouqueceu. Viveu pelas ruas, dormindo de albergue em albergue, até o dia em que ela adormeceu.&lt;br /&gt;E não acordou mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-2559483493351656331?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/2559483493351656331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/conseqncias-de-uma-paixo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2559483493351656331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/2559483493351656331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/conseqncias-de-uma-paixo.html' title='Conseqüências de uma paixão'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-8062165132205348033</id><published>2008-11-03T10:39:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T16:08:58.215-07:00</updated><title type='text'>Tudo que é duro</title><content type='html'>&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por Mônica Salmazo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era começo de namoro, tudo estaria perfeitamente bem, se não fosse a mania do “já volto” que o namorado insistia em ter.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Vamos tomar um café?” ela perguntava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Claro, eu só vou fazer umas coisinhas e já volto”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;O dia acaba e ele não volta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Quem sabe poderíamos assistir um filme?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Ok, então eu já volto”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E ela até pensava nele falando “já volto” quando ela urgia de tesão. Lá se ia ele, para não voltar até o dia seguinte. O sexo era bom, aliás, fantástico, ela costumava dizer para as amigas que tudo que entra duro, consegue se manter duro nele. Mas ela queria mais, e a mania do “já volto” a estava matando. Fazia planos para a noite dos sonhos, onde iria jantar em um restaurante qualquer, voltar para casa e então fazer amor a noite inteira. Amor não, sexo! Por que ela gostava era de sexo, amor era para casais apaixonados que tentam reprimir seus desejos. Mas tinha que dizer amor, afinal, se não dissesse todos iriam achar que ela era uma maníaca, e julgá-la como uma moça que nunca seria “de família”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em um desses dias, decidiu averiguar o que o namorado tanto fazia logo em seguida do “já volto”. Convidou-o para um almoço, e após alguns minutinhos o “já volto” surgiu. Pagou a conta e seguiu o namorado, andando na direção de apartamentos de estudantes, avistou-o entrando em um deles. Como não poderia entrar resolveu esperar do lado de fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Seus cabelos ruivos foram cobertos por uma peruca morena com franjinha, e os olhos verdes atrás do óculos escuro que havia comprado em uma dessas lojas baratas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Após horas o namorado continuava lá, mas não poderia esperar mais, já estava atrasada para o trabalho, e resolveu deixar para surpreendê-lo outro dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Três dias se passaram, e ele não aparecia, uma semana e ela já estava ficando louca. Eis que surge o namorado, barba por fazer, calça jeans e camiseta (o que não era comum pois ela era acostumada aos ternos Armani dele) e cheirando a cigarros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Poxa César onde você se meteu? Estou te esperando para terminar de almoçar há mais uma semana, se eu estivesse comendo estaria batendo records mundiais até agora”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ele permaneceu calado, e como um leão pulou em cima da namorada e começou a tirar-lhe a roupa. Os lábios tão secos dela começaram a ficar vermelhos, a boca soltava ar cada vez mais quente, a sensação de sentir as mãos dele subindo por suas pernas até atingir lugares que a excitavam foram mais que o suficiente para pensar que dessa vez tudo iria dar certo. Em ritmo acelerado eles continuaram por três curtíssimas horas inesquecíveis de sexo e cigarros, curtíssimas por que ela estava necessitada depois de uma semana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Eu sou gay”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como se uma escola de samba estivesse entrando na avenida e multiplicado a sua bateria ela deu um pulo, arregalou os olhos. Não era possível que o melhor homem que já estivera dentro dela era gay.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Você é gay?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Sou, e decidi terminar nosso relacionamento por aqui”. Levantou, colocou as roupas surradas e saiu pela porta dizendo que no sábado teria uma festa e indicou o local, dizendo que estaria com o seu namorado e queria que ela o conhecesse.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;No sábado lá estava ela, festa chique, todos bem vestidos e de classe alta. Drinks e mais drinks.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Anabela, gostaria de lhe apresentar o meu namorado”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “Quem??? ESSE é o seu namorado???”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;-- “É, eu sou o namorado dele, como você tá maninha?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois dessa noite Anabela decidiu não namorar mais, e passou a dizer para as amigas que tudo o que era duro, de repente, pareceu mole.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-size: 12px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-8062165132205348033?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/8062165132205348033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/tudo-que-duro.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8062165132205348033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/8062165132205348033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/tudo-que-duro.html' title='Tudo que é duro'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430035977706534.post-5615765288177583056</id><published>2008-11-01T11:19:00.001-07:00</published><updated>2009-07-17T06:11:47.844-07:00</updated><title type='text'>Quarta-Feira</title><content type='html'>Por Maria Gabriela Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era espontânea, mas o que mais chamava a atenção era sua beleza. Até que gostava de ir à escola, menos na quarta-feira, sua explicação era “quarta-feira é dia de ficar a toa”, talvez ela não soubesse que havia nascido em uma quarta-feira muito movimentada.&lt;br /&gt;Não chegava a ser a melhor aluna da sala, algumas vezes até pegou recuperação. Suas provas de recuperação eram sempre na quarta-feira; “típico” ela pensava. Gostava de usar os cabelos presos em um rabo-de-cavalo, o que exibia seus traços finos, porém marcantes que destacavam perfeitamente sua personalidade.&lt;br /&gt;Não existia razão para usar os cabelos presos, afinal eles eram compridos, lisos, fortes, pretos e vistosos, mas de alguma maneira o penteado lhe caia muito bem, e ela sabia disso. Os olhos eram brilhantes e tão pretos como o cabelo. Era possível saber quando ela estava olhando para algum lugar, seu olhar penetrava, chegava a doer.&lt;br /&gt;Seus hobbies e manias encaixavam-se perfeitamente em uma menina de sua idade. Cinema, clube, revistas, garotos e caprichos. Ela era desejada. Cinco em cada três meninos da escola a queriam, e não eram apenas eles: O professor de história já teve sonhos eróticos com ela e o de filosofia já pensou nela enquanto estava no banheiro.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Às vezes ela era metida, convencida, irritante com toda sua graça e beleza. Sabia que era bonita, entretanto, sua mente imatura ainda não tinha mostrado a ela o poder que tinha nas mãos. Menina de treze anos. Inocente? Talvez não. Ela só não entendia porque sempre conseguia o que queria. Apesar da popularidade, era de poucos amigos. Duas para ser mais específica. &lt;br /&gt;Em uma quarta-feira de Dezembro, poucos iam à escola, afinal, eram férias de verão. “Maldita recuperação” lamentava-se. Saiu de casa de manhã, despediu-se da mãe, e do irmão, ainda bebê, recusou a corona do pai. Foi a pé, eram apenas quatro quadras, dez minutos sem pressa e sete na correria.&lt;br /&gt;Assovios eram constantes quando ela passava por lugares onde haviam homens, afinal, o corpo era bem formado, e o rosto muito chamativo. Ignorava. Uma buzina seguida de seu nome chamou sua atenção, era o professor de matemática. Ele era bonito e casado, ela gostava dele, parecia honesto.&lt;br /&gt;Ele ofereceu carona, pensou em recusar, mas acabou aceitando. Ela observou o professor, e a palavra que encontrou para defini-lo naquele dia foi “estranho”. Ele contou que foi dispensado da escola. “Sinto muito” ela falou cabisbaixa. Percebeu também que ele estava sem aliança, resolveu não tocar no assunto.&lt;br /&gt;A entrada da escola passou e ele acelerou o carro. Ela apenas o encarou. Ficando preocupada questionou-o, a resposta foi um seco “fica tranqüila”. Não tinha como ficar tranqüila, ela não sabia para onde estava indo, nem o que podia acontecer, mas imaginou que quarta-feira é dia de ficar a toa e não de acontecer tragédias.&lt;br /&gt;A idéia não a tranqüilizou. Finalmente o carro parou em uma garagem. Ele entrou. Estava muito escuro. O coração dela acelerou, ela não quis gritar, estava assustada demais, ficou imóvel, sem reação. Ele soltou seu cinto, ela continuou parada. Partiu para cima dela e começou a acariciar os seios pequenos.&lt;br /&gt;“Sua beleza vai ser sua maldição” foi o que ele disse antes de abrir a calça dela. Calmamente ele colocou uma mão por dentro da calcinha. Não dava para ver o rosto dele. Ela estava tão assustada que desmaiou.&lt;br /&gt;O professor não fez nada com ela a partir de então. Ele estava com raiva dela, por ser tão bonita, com raiva da linda esposa que o abandonou, com raiva da linda filha que faleceu, com raiva das lindas coisas que existiam no mundo. Ele quis se vingar de alguma coisa bela.&lt;br /&gt;Ficou parado por um instante, esperou que ela retomasse os sentidos. Ele só falou “vá para a escola”. Ela não reagiu. Ele a deixou a metros antes da entrada, a menina desceu, e seguiu com um olhar vago. Entrou pela porta principal, sua cabeça estava a mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quarta-feira e quando ela olhou para mim naquela manhã, não doeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430035977706534-5615765288177583056?l=delirios-literarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/feeds/5615765288177583056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/quarta-feira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5615765288177583056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430035977706534/posts/default/5615765288177583056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://delirios-literarios.blogspot.com/2008/11/quarta-feira.html' title='Quarta-Feira'/><author><name>Delírios Literários</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859869135572227162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://1.bp.blogspot.com/_hESgLKSrlDY/S9rUHE783hI/AAAAAAAAAFc/KFUikBWIjKE/S220/delirios+literarios.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
